domingo, 20 de setembro de 2026

ALEMANHA/ELEIÇÕES: AfD vence em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37,9%... O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu hoje as eleições regionais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37,9% dos votos, mas aquém de uma maioria que lhe permita governar, segundo resultados provisórios quase finais.

© Lusa   20/09/2026 

Duas semanas após uma vitória contundente na Saxónia-Anhalt, a AfD volta a vencer umas eleições regionais num estado do Leste da Alemanha (e antiga RDA) ao mais do que duplicar o resultado obtido em 2021 (16,7%) e bater por cerca de dois pontos os sociais-democratas do SPD (socialistas, centro-esquerda, atualmente no poder), que obtiveram 35,7%, de acordo com resultados atualizados depois das 22:00 locais (21:00 de Lisboa), quando faltam poucos círculos eleitorais por apurar.

Para os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU), o resultado foi um "desastre", como reconheceu o chanceler alemão, Friedrich Merz, já que se quedam pelos 5%, o pior resultado do partido em qualquer eleição estadual desde a Segunda Guerra Mundial.

A comissão eleitoral anunciou hoje à noite que apenas na segunda-feira ao início da tarde serão publicados os resultados, pelo que deverá ser necessário esperar até lá para se confirmar se efetivamente a CDU alcança sequer representação parlamentar, pois 5% é precisamente o limiar para entrar no parlamento estadual, e o mesmo suspense abala a Aliança Sarah Wagenknecht (BSW, populista de esquerda), atualmente nos 4,9%.

Numa eleição em que se verificou uma forte subida da afluência às urnas (de 70,8% em 2021 para 79% este ano), a terceira força mais votada foi o partido de esquerda radical Die Linke (A Esquerda), com 6,5%, tendo ainda garantido assento parlamentar os Verdes, com 5,6%.

Apesar do triunfo e de reclamar um "mandato para governar" Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD não tem condições para o fazer já que deverá eleger 27 ou 28 deputados, aquém dos 36 assentos necessários para uma maioria absoluta, e todos os outros partidos rejeitam liminarmente coligações com a extrema-direita.

A solução governativa deverá assim passar por uma nova coligação liderada pelo SPD, atualmente no poder com a Esquerda.

A cabeça de lista do SPD e atual ministra-presidente do estado, Manuela Schwesig – considerada a figura do partido mais popular em toda a Alemanha –, já afirmou hoje que "a AfD não vai conseguir formar governo" e disse estar disposta a conversar com as forças democráticas em busca de uma solução governativa, avançando analistas que o cenário mais provável é a ampliação da atual coligação SPD-Esquerda aos Verdes.

As eleições de hoje em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental eram aguardadas com grande expectativa face ao crescente sucesso da extrema-direita na Alemanha e à retumbante vitória alcançada pela AfD há apenas duas semanas nas eleições na Saxónia-Anhalt (também no Leste da Alemanha), com 43,8% dos votos, o maior triunfo eleitoral da história do partido, que deixou em estado de choque a cena política alemã, abalada hoje com novo triunfo da direita radical.


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Os Estados Unidos vão restringir as deslocações dos funcionários públicos norte-americanos a duas cidades sauditas, após ataques repetidos dos houthis do Iémen contra o país do Golfo, anunciou hoje o Departamento de Estado.

"Devido à atual situação de segurança na Arábia Saudita, os funcionários do governo norte-americano que trabalham no reino têm agora de obter uma autorização especial para qualquer deslocação, profissional ou pessoal, às cidades de Taif e Yanbu", anunciou o Departamento de Estado norte-americano num comunicado divulgado no X...

Meloni anuncia proibição de burca e niqab na escola... Giorgia Meloni anunciou domingo medidas para proibir o véu integral nas escolas italianas e limitar alunos estrangeiros sem domínio do italiano, seguindo exemplos de outros países europeus.

Direitos de autor LaPresse.  Primeira-ministra italiana Giorgia Meloni  Por  pt.euronews.com  20/09/2026 

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni anunciou no Conselho de Ministros uma medida legislativa centrada na escola, com o objetivo de proibir o uso de burca ou niqab na sala de aula e de impor um limite ao número de alunos estrangeiros por turma.

A proibição de cobrir o rosto em espaços públicos foi introduzida no passado em vários países europeus, entre os quais França e Bélgica, e mais recentemente foi também proibida nas escolas austríacas. Noutros, como Espanha e Polónia, a liberdade de consciência e de religião está protegida pela Constituição. Em Portugal, o parlamento aprovou este ano a chamada "lei da burca".

“Está a chegar ao Conselho de Ministros uma medida que, por lei, fixa o número máximo de alunos estrangeiros por turma e uma medida que impõe aos pais de alunos estrangeiros com graves problemas de inserção escolar aprender italiano e que introduz a proibição do burca e do niqab na escola”, disse Meloni durante a sua intervenção na Fenix, a festa da Gioventù Nazionale, movimento juvenil do seu partido Fratelli d’Italia.

Ao justificar a iniciativa, Meloni criticou a gestão passada do tema, afirmando: “Não é admissível que, numa turma italiana, quem se sinta encostado a um canto sejam as crianças italianas porque se tornaram minoria. Não se pode fazer. Chamar a tudo isto integração é outra mentira, uma mentira cómoda para quem vive de ideologia, para quem nos faz a moral nos salões e depois envia os próprios filhos para escolas onde este problema não existe”.

Itália: iniciativas e propostas legislativas anteriores

O anúncio de Meloni insere-se num percurso institucional já iniciado nos meses anteriores. No início de agosto, o ministro da Educação e do Mérito, Giuseppe Valditara, tinha antecipado uma intervenção sobre o véu integral através de uma proposta de alteração ao projeto de lei sobre segurança.

No final de julho, na Câmara dos Deputados, o Futuro Nazionale, partido fundado pelo eurodeputado de extrema-direita Roberto Vannacci, que já se declarou favorável à medida anunciada por Meloni, apresentou uma resolução contra o véu integral na comissão Cultura da Câmara, aprovada com os votos do centro-direita após uma reformulação pedida pelo governo.

Em março foi apresentado um projeto de lei no Senado pela Liga para alterar o artigo 5.º da lei ‘Reale’ de 1975, introduzida pelo então ministro da Justiça Oronzo Reale nos anos de chumbo para proibir o disfarce em espaços públicos, com o objetivo de criar um novo crime de constrangimento ao ocultamento do rosto, punido com pena de prisão de 1 a 2 anos, multas de 10 mil a 30 mil euros e como causa impeditiva para a concessão da cidadania.

Europa: definições e normas sobre o véu integral

Meloni, durante o seu discurso, falou de proibição do burqa e do niqab: o primeiro é tradicionalmente uma veste integral de cor azul que cobre todo o corpo e inclui uma rede semitransparente à altura dos olhos; o segundo é um véu preto que cobre totalmente o rosto, deixando apenas uma fenda para os olhos. O hijab, para completar, é o lenço tradicional que cobre cabelo e pescoço, deixando o rosto descoberto.

A nível europeu, a regulamentação da ocultação do rosto em espaços públicos foi adotada por vários Estados ao longo dos anos. França introduziu uma proibição absoluta de ocultar o rosto em todos os locais públicos em abril de 2011, posteriormente confirmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

A Bélgica aprovou uma proibição total em espaços públicos em julho de 2011, com sanções pecuniárias e penas de prisão em caso de violação. A Bulgária proibiu o uso do véu integral nas instituições estatais, administrativas e educativas a partir de setembro de 2016.

A Áustria aprovou em outubro de 2017 a lei anti-ocultação do rosto, que impõe que os traços do rosto sejam plenamente visíveis em espaços públicos e, a partir de setembro de 2026, proíbe às alunas, até completarem 14 anos, usar na escola um véu que “cubra a cabeça segundo as tradições islâmicas”.

A Dinamarca introduziu uma proibição nacional em agosto de 2018, com sanções económicas crescentes em caso de reincidência. Os Países Baixos optaram por uma proibição parcial a partir de agosto de 2019, aplicada especificamente a escolas, hospitais, serviços públicos e transportes públicos.

A Suíça ratificou uma proibição federal em espaços públicos na sequência de um referendo nacional e da legislação de aplicação que entrou em vigor em 2023. Por fim, Portugal concluiu o processo legislativo com a promulgação, em agosto de 2026, de uma lei que proíbe ocultar o rosto em espaços públicos, prevendo sanções pecuniárias.

Na Alemanha não vigora uma proibição nacional geral, mas a legislação federal impede que funcionários públicos, juízes, forças armadas e automobilistas cubram o rosto enquanto conduzem. Além disso, vários Estados federados (Länder) aplicam restrições específicas que proíbem o véu integral em escolas e universidades para alunos e docentes. Esta abordagem fragmentada assenta no princípio da neutralidade do Estado e na segurança rodoviária, diferenciando-se das proibições totais existentes noutros países europeus.

Alunos estrangeiros por turma e comparação com outros países europeus

Se for aprovada a norma que introduz um teto máximo de alunos estrangeiros por turma, a Itália tornar-se-á o primeiro país a ter regras deste tipo na Europa.

Até agora, em Itália, o limite de 30% de alunos não italianos foi definido em 2010 por uma circular ministerial da então ministra da Educação, Mariastella Gelmini, que muitas vezes não foi aplicada devido às dinâmicas demográficas locais e à escassez de capacidade logística nas periferias urbanas.

Nos restantes países da União preferem‑se instrumentos diferentes.

A Dinamarca é o país europeu com políticas mais rígidas: o governo permitiu às escolas secundárias introduzir tetos máximos até 50% para alunos de “origem não ocidental” ou provenientes de bairros desfavorecidos; além disso, as turmas são distribuídas com base no rendimento dos pais para forçar a mistura social e étnica, um modelo que o governo italiano observa com interesse.

Em França, fixar quotas com base na origem seria inconstitucional, uma vez que a República proíbe por lei a recolha de estatísticas em função da origem étnica ou religiosa. Para evitar guetos escolares, no país atua-se através da “zonagem”: os municípios redesenham os limites das áreas de influência das escolas de modo a juntar um bairro popular a outro mais abastado. Além disso, nas zonas com forte concentração migratória, o Estado reduz de forma drástica o número total de alunos por turma.

Críticas à proposta de Meloni

O anúncio de Giorgia Meloni suscitou reações favoráveis da parte dos membros da maioria, mas também críticas da oposição e de alguns especialistas. Entrevistado pela agência ANSA, Salvatore Curreri, docente de Direito Constitucional na Universidade de Enna, explicou que, segundo o artigo 34 da Constituição, “a escola está aberta a todos”, incluindo os filhos de estrangeiros, para quem constitui um importante espaço e instrumento de integração.

“Se a medida for tão restritiva ao ponto de implicar o desenraizamento de menores e das suas famílias para outros territórios, muito afastados daqueles onde vivem, essa solução pode revelar‑se excessiva precisamente por entrar em conflito com o objetivo funcional predominante da integração, com o risco de lesar um direito reconhecido pela Constituição”, afirmou Curreri.

“Mais uma vez, em vez de se ocupar da escola, segue a direita neofascista da AfD e de Vannacci, que propôs turmas diferenciadas para alunos com deficiência. A verdade é que à presidente do Conselho o funcionamento da escola não interessa nada. Os salários dos nossos professores estão entre os mais baixos da Europa”, disse, por seu lado, Angelo Bonelli, deputado da Avs e co-porta-voz da Europa Verde.

Moscovo promete intensificar ataques após larga ofensiva de Kiev em dia de eleições

Por correiodamanhacanada.com   Setembro 20, 2026 

Moscovo, 20 set 2026 (Lusa) — A Rússia vai intensificar os seus ataques contra a Ucrânia, indicou hoje o Ministério da Defesa russo, dizendo que é a resposta aos ataques de drones ucranianos em dia de eleições legislativas no país.

“Em resposta aos ataques do regime de Kiev contra alvos civis no território russo, as forças armadas russas continuarão e intensificarão os seus ataques com armas de alta precisão contra alvos militares em Kiev”, disse, acusando a Ucrânia de ter querido “frustrar a expressão democrática da vontade dos cidadãos russos”.

A Rússia foi alvo de um ataque de mais de mil drones ucranianos e ataques informáticos, atingindo uma refinaria e áreas residenciais e provocando incêndios, destinado a perturbar o último dia das eleições legislativas que, sem surpresa, deverão dar a vitória do partido de Vladimir Putin, o atual Presidente.

Pelo menos duas pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas, de acordo com as autoridades russas.

O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, referiu que mais de 450 drones foram abatidos no maior ataque contra a capital russa desde o início da guerra.

Por sua parte, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que Kiev havia atacado instalações chave da indústria petrolífera russa e um centro logístico, o que, disse, representa milhares de milhões de dólares a menos para a máquina de guerra do Kremlin.

As eleições legislativas russas, as primeiras desde o início, em 2022, da ofensiva militar em grande escala contra a Ucrânia, têm como objetivo renovar os 450 lugares da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e decorrem também nos territórios da Ucrânia ocupados e anexados pela Rússia.


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O partido de Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), venceu as eleições legislativas realizadas nos últimos três dias no país com 57,54 % dos votos, de acordo com os primeiros resultados oficiais divulgados hoje.

Segundo a Comissão Eleitoral Central (CEC), que apurou 13,88% dos votos, o Partido Comunista da Rússia é o segundo mais votado, com 13,67% dos votos.

Seguem-se os ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático da Rússia, com 9,27%, e os liberais do "Povo Novo2", com 7,96%. Por fim, o "Rússia Justa" entrou no parlamento como quinta formação, com 5,16%...

FRANÇA: "Rei dos ladrões". Português roubou 42 camiões em França para vender cá... Um cidadão português de 37 anos está em prisão preventiva em França desde junho de 2025. O homem é acusado de liderar um grupo que furtou 42 veículos pesados na região de Paris, causando prejuízos superiores a um milhão de euros.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com 20/09/2026 

Um cidadão português de 37 anos encontra-se em prisão preventiva em França, desde junho de 2025, por furtar mais de 40 camiões para os vender em Portugal. Segundo o jornal Le Parisien, o homem, identificado como Raphael C., foi presente esta semana a tribunal.

Raphael C. foi formalmente acusado de associação criminosa, furto cometido por grupo organizado e branqueamento de capitais, em Nanterre, na região de Île-de-France.

O "rei dos ladrões de camiões e máquinas de construção", como é descrito pela imprensa francesa, é suspeito, juntamente com o irmão e outro cúmplice, de ter furtado 42 veículos pesados na região de Paris. Depois, enviava-os para Portugal e revendia-os. No total, causou prejuízos de cerca de 1,3 milhões de euros.

A investigação começou em fevereiro de 2025, quando um camião foi roubado na zona de Puteaux, nos subúrbios de Paris. Foi nessa altura que a polícia de Hauts-de-Seine começou a investigar e apurou que estava perante um grupo criminoso organizado que cometia pelo menos um roubo por semana, utilizando sempre o mesmo método. 

Para cometer os crimes, os suspeitos faziam viagens noturnas à procura dos camiões a furtar. Depois, abriam a cabine e desligavam o sistema de geolocalização, utilizando também um dispositivo eletrónico para ligar o veículo. 

Após os furtados, os camiões eram levados para parques de estacionamento, onde ficavam "alguns dias" para garantir que não tinham outro dispositivo de localização. Por fim, os veículos eram trazidos pelo cúmplice dos irmãos, que fazia a viagem até Portugal pela autoestrada e já com matrículas falsas. 

Os suspeitos acabaram por ser detidos no final de junho e, durante uma busca domiciliária, a polícia francesa encontrou 27.000 euros em numerário e 80.000 em ferramentas e equipamentos na casa de Raphael. 

O português, que vive em França há 13 anos, tem dois filhos e trabalhava no restaurante da mulher e na construção civil. Antes de emigrar, chegou a gerir uma sucata em Portugal.

Tanto Raphael quanto o irmão negaram os crimes, apesar de o primeiro ter admitido que poderá ter estado no local de um dos roubos, sem saber, contudo, que estava a ser cometido algo ilícito. Já o cúmplice, um homem identificado como Paolo, confessou a prática criminosa e assumiu toda a responsabilidade, mas acabou por ser libertado em junho.

Agora, o advogado de Raphael, Me Alexandre Simonin, pediu ao Tribunal de Instrução de Versalhes que ponha fim a "este desastre judicial" e liberte o seu cliente. No entanto, não teve sucesso.


Chanceler alemão diz que permanecerá no cargo após 'desastre' nas eleições e crescente pressão.

O chanceler alemão Friedrich Merz faz uma declaração após a divulgação das primeiras pesquisas de boca de urna das eleições estaduais de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na sede da CDU em Berlim.CRÉDITO,REUTERS      Por  bbc.com  20 setembro 2026

O pressionado chanceler alemão Friedrich Merz prometeu permanecer no cargo, apesar de pesquisas de boca de urna em duas eleições locais indicarem derrotas significativas para seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), de centro-direita.

No estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste do país, a projeção era de que o partido conseguisse entrar no parlamento estadual por uma margem apertada, enquanto o partido de direita radical Alternativa para a Alemanha (AfD) estava a caminho de obter o maior número de votos.

Merz classificou o resultado como "um desastre" para seu partido.

Em Berlim, a CDU, que governa a cidade, também deveria ser derrotada pelo partido de esquerda Die Linke.

Merz está sob crescente pressão, com baixos índices de aprovação e rumores de que ele poderia até ser substituído no meio do mandato em uma chamada troca de chanceler.

As eleições ocorreram neste domingo (20/9), duas semanas depois de a CDU ter visto sua votação cair pela metade, quando a AfD obteve uma grande vitória no estado da Saxônia-Anhalt.

Repetindo comentários que fez após aquela derrota, Merz disse a jornalistas no domingo que seguiria adiante com os planos de seu governo de coalizão para aprovar um pacote de reformas econômicas, tributárias e de assistência social.

"As reformas precisam acontecer", insistiu. "Estou assumindo essa responsabilidade porque quero fazer nosso país avançar."

Trump faz novas revelações sobre o arco que planeia construir em Washington... Presidente norte-americano afirmou que o enorme arco que quer construir entre o Lincoln Memorial e o Cemitério Nacional de Arlington poderá tornar-se um “complexo militar de primeira categoria”

Por  cnnportugal.iol.pt /Agência Lusa, 20/09/2026

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou este domingo que o enorme arco que quer construir entre o Lincoln Memorial e o Cemitério Nacional de Arlington poderá tornar-se um “complexo militar de primeira categoria”.

O arco, “capaz de acolher drones e atiradores furtivos, além de armazenar munições”, é mais um exemplo de como Trump insiste em que as suas iniciativas para embelezar a Casa Branca e a cidade também servem um propósito defensivo.

O Presidente dos Estados Unidos tem também chamado ao novo salão de baile da Casa Branca um “complexo militar” e argumenta que é necessário por razões de segurança nacional.

O Presidente republicano afirmou numa publicação nas redes sociais que tinha concordado, a “forte pedido” dos militares, em transformar o arco memorial previsto, com 76 metros de altura, “um Complexo Militar/Arco do Triunfo” de primeira categoria.

O complexo teria capacidade para alojar, armazenar e de utilizar rapidamente grandes quantidades de drones, além de atiradores furtivos, tanto no telhado como nas áreas da praça, e, adicionalmente, ter e armazenar também um importante volume de munições justamente para os para "snipers".

O arco, proposto para uma rotunda adjacente à Memorial Bridge, é um dos vários projetos que o Presidente republicano está a promover para deixar a sua marca duradoura em Washington.

Entre os outros estão o salão de baile da Casa Branca, a mudança de nome e renovação do Kennedy Center, a recuperação do espelho de água do Lincoln Memorial e a reconstrução de um campo de golfe no East Potomac Park, que poderá reduzir significativamente o acesso do público aos percursos pedonais e cicláveis.

Liga Árabe critica "escalada" dos ataques hutis contra a Arábia Saudita... A Liga Árabe criticou hoje os ataques dos rebeldes hutis do Iémen contra a Arábia Saudita, considerando-os uma "escalada perigosa" para o conturbado Médio Oriente no meio das tensões provocadas pela guerra do Irão.

© Mohammed Hamoud/Getty Images  LUSA  20/09/2026 

Num comunicado, a organização pan-árabe, composta por 22 países, advertiu que "a continuação destes ataques representa uma escalada perigosa e inaceitável [...] o que aumentaria a tensão e colocaria em perigo a segurança e a estabilidade da região" do Médio Oriente, já afetado pelo encerramento do estreito de Ormuz e pelas crescentes restrições às exportações de energia.

Além disso, reiterou plena solidariedade com Riade e o apoio às medidas que adotar para proteger a segurança dos seus cidadãos e residentes e a soberania do território".

Para a organização, "a segurança do reino é parte integrante da segurança nacional árabe".

A condenação surge depois de os huthis, apoiados pelo Irão, terem assegurado sexta-feira e sábado ter atacado com mísseis balísticos e "impacto preciso" a capital saudita, Riade, bem como instalações da maior petrolífera mundial, a Aramco, no porto de Yanbu, no mar Vermelho e ponto-chave para a exportação do petróleo saudita perante o encerramento de Ormuz pelo Irão.

A Arábia Saudita confirmou nas últimas horas ter intercetado e destruído um míssil lançado contra Riade, sem se referir aos alegados lançamentos huthis contra Yanbu que, a confirmarem-se, representariam o segundo ataque grave em menos de duas semanas contra as instalações do oleoduto Este-Oeste.

A 11 deste mês, Riade anunciou o encerramento do oleoduto, através do qual exportava cerca de sete milhões de barris diários de crude, após um ataque com mísseis e drones dos huthis, que terá danificado parte da infraestrutura e estações de bombagem.

Os huthis garantem que continuarão os ataques contra o vizinho do norte, bem como o bloqueio marítimo que impõem aos navios sauditas no mar Vermelho, até que Riade cesse os seus ataques aéreos contra as suas posições em apoio ao Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Neste contexto, acusam a Arábia Saudita de intensificar os bombardeamentos sobre o Iémen, com centenas de voos de aviões militares, após a ofensiva huthi que permitiu aos insurgentes expulsar as forças do Governo internacionalmente reconhecido de toda a costa ocidental do país e controlar o estreito de Bab el-Mandeb, na porta sul do mar Vermelho e vital para o comércio internacional.


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IMPASSE NA FRONTEIRA: CÔNSUL GUINEENSE SEM RESPOSTA DE BISSAU E DE ZIGUINCHOR SOBRE PARALISAÇÃO DOS TRANSPORTES

Por: Tiago Seide e Alison Cabral  JORNAL ODEMOCRATA  20/09/2026 

O cônsul da Guiné-Bissau em Ziguinchor, Orlando Wam Sambú, revelou que o Consulado comunicou oficialmente às autoridades competentes as dificuldades relacionadas com a circulação de viaturas entre a Guiné-Bissau e o Senegal e realizou diligências junto das partes envolvidas para procurar soluções para o problema.

“Fizemos aquilo que está ao nosso alcance. Enviámos uma carta ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e ao Governador da Região de Ziguinchor, informando-os sobre o sucedido, mas, até hoje, não recebemos qualquer resposta”, afirmou em entrevista ao jornal O Democrata.

O diplomata acrescentou que o assunto está a ser tratado ao mais alto nível, razão pela qual preferiu não avançar mais detalhes.

“INFORMÁMOS O GOVERNO DE BISSAU E AS AUTORIDADES DE ZIGUINCHOR”

O Democrata apurou que, desde 12 de agosto deste ano, os transportes públicos da Guiné-Bissau deixaram de entrar no Senegal, deixando de seguir diretamente para a central de transportes de Ziguinchor, como acontecia habitualmente. Em sentido inverso, os veículos de transporte público senegaleses também deixaram de entrar em território guineense.

A situação tem provocado sérios constrangimentos aos cidadãos dos dois países, particularmente aos guineenses, que são obrigados a recorrer a mototáxis entre Djegue, na fronteira, e Mpack, no Senegal, pagando por vezes cerca de cinco mil francos CFA. Posteriormente, têm ainda de utilizar um transporte público até à central de transportes de Ziguinchor, mediante o pagamento adicional de mil francos CFA.

“O assunto está a ser tratado ao mais alto nível. Por isso, não posso avançar com mais detalhes. Estamos a aguardar as medidas que serão tomadas pelos dois governos para resolver este problema”, declarou aos enviados especiais do Jornal O Democrata, que estiveram na semana passada em Ziguinchor para acompanhar a situação.

Orlando Wam Sambú revelou igualmente que a maioria dos cidadãos guineenses residentes em Ziguinchor não possui cartão consular, situação que, segundo disse, está na origem de vários problemas relacionados com a documentação e a circulação.

Por isso, apelou aos guineenses residentes no Senegal para regularizarem a sua situação junto do Consulado, lembrando que o cartão consular é frequentemente solicitado pelas autoridades senegalesas.

“Os cidadãos têm a obrigação de possuir documentos. Se não tiverem documentos, terão dificuldades para circular”, advertiu.

O cônsul acrescentou que, durante ações de fiscalização, para além do bilhete de identidade ou do passaporte, as autoridades podem igualmente solicitar o cartão consular.

Segundo explicou, muitos cidadãos apenas procuram os serviços consulares quando enfrentam problemas com as autoridades locais.

“Muitos dos nossos cidadãos só aparecem no Consulado quando têm problemas. Nesses casos, somos obrigados a fazer diligências para encontrar uma solução”, referiu.

Orlando Wam Sambú assinalou ainda a existência de vários casos envolvendo cidadãos guineenses e as forças policiais senegalesas, sobretudo por falta de documentação adequada.

Questionado sobre denúncias de alegadas cobranças ilícitas nas zonas fronteiriças entre a Guiné-Bissau e o Senegal, o diplomata reconheceu a existência de situações de tensão, mas considerou que determinados comportamentos também contribuem para o agravamento dos conflitos.

“Assisti várias vezes a discussões entre os nossos cidadãos e as autoridades”, relatou.

Segundo explicou, alguns cidadãos chegam a insultar agentes das autoridades em crioulo quando se sentem insatisfeitos com a demora na devolução dos seus documentos.

“Nós tentamos resolver todos os problemas que estão ao nosso alcance e que justificam uma intervenção do Consulado”, garantiu.

CÔNSUL: “MAIS DE TRÊS MIL GUINEENSES VIVEM E TRABALHAM EM ZIGUINCHOR”

Apesar das dificuldades, Orlando Wam Sambú considera que as relações entre a Guiné-Bissau e o Senegal permanecem positivas.

“O Senegal é um país amigo e irmão da Guiné-Bissau. Existe sempre uma boa relação entre os dois países”, afirmou.

Recordou ainda que o Consulado da Guiné-Bissau em Ziguinchor está instalado desde 1982.

O responsável consular explicou que parte dos problemas decorre da aplicação das normas e regulamentos de cada país numa região caracterizada por intensa circulação de pessoas e mercadorias.

“Existe uma grande circulação de pessoas e bens na fronteira. Muitos guineenses atravessam a fronteira para cultivar as suas terras e os senegaleses fazem igualmente o mesmo”, observou.

Sambú reconheceu não dispor de dados totalmente atualizados sobre a comunidade guineense residente em Ziguinchor, uma vez que muitos cidadãos adquiriram documentação senegalesa.

Ainda assim, estima que mais de três mil guineenses vivam atualmente na cidade.

“No passado, tínhamos registados mais de 800 guineenses”, precisou ao jornal O Democrata.

Segundo o diplomata, o Senegal continua a acolher a maior comunidade guineense na diáspora, particularmente em Ziguinchor e Dakar.

O Consulado, disse, mantém um acompanhamento regular das associações de guineenses e procura responder às principais preocupações da comunidade.

No domínio da educação, a instituição acompanha também os estudantes guineenses, identificando os locais de residência, os estabelecimentos de ensino frequentados e a sua evolução académica.

Orlando Wam Sambú revelou que o número de estudantes guineenses em Ziguinchor tem diminuído nos últimos anos.

Atualmente, os estudantes frequentam instituições como o Instituto Superior de Gestão (ISM), a Universidade Católica da África Ocidental (UCAO) e a Universidade Assane Seck.

Segundo explicou, o Consulado estabeleceu contactos com a Universidade Assane Seck para facilitar o acesso dos estudantes guineenses a bolsas de estudo.

“Neste ano letivo enviámos à universidade os processos de sete estudantes que solicitaram bolsas através do Consulado”, informou.

Questionado sobre as principais dificuldades enfrentadas pela representação diplomática, preferiu não entrar em pormenores.

“Existem dificuldades, mas cabe ao Governo procurar as soluções. É tudo o que posso dizer”, declarou.

Na mensagem dirigida à comunidade guineense residente no Senegal, apelou à unidade e ao respeito pelas leis do país de acolhimento.

“Quero pedir aos guineenses que se mantenham unidos, fortes e conscientes de que estão num país estrangeiro. Devem respeitar as leis e as regras do país onde vivem”, afirmou.

SEM ACORDO DE COOPERAÇÃO NA EDUCAÇÃO, CONSULADO FACILITA ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO

Por sua vez, o secretário do Consulado, Mamadjam Djaló, esclareceu que atualmente não existe qualquer acordo formal de cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal no setor da educação.

Contudo, devido ao significativo fluxo de estudantes guineenses para Ziguinchor, o Consulado estabeleceu uma parceria com a Universidade Assane Seck para facilitar o acesso ao ensino superior público e reduzir os custos suportados pelos estudantes.

“A nível do Consulado, tivemos de estabelecer contactos com a universidade pública para minimizar as dificuldades dos estudantes guineenses, porque as instituições privadas são bastante dispendiosas”, explicou aos enviados especiais de O Democrata.

No âmbito desta parceria, os estudantes selecionados pagam uma propina anual de 35 mil francos CFA.

Mamadjam Djaló revelou ainda que os beneficiários têm acesso à cantina universitária, onde podem tomar pequeno-almoço, almoçar e jantar por apenas 300 francos CFA por dia.

Segundo explicou, um pagamento mensal de nove mil francos CFA permite garantir as refeições durante todo o mês, sendo o alojamento o único benefício não abrangido pelo acordo.

O responsável informou que a parceria com a Universidade Assane Seck teve início em 2015 e já permitiu o acesso de diversos estudantes guineenses a cursos como Medicina, Línguas Estrangeiras Aplicadas, Economia, Contabilidade, Física, Matemática e Administração.

Recordou igualmente que, em anos anteriores, Ziguinchor chegou a acolher cerca de 800 estudantes guineenses, número que caiu consideravelmente.

“Hoje muitos procuram Portugal. No entanto, quando chegam lá, a maioria acaba por não prosseguir os estudos”, afirmou.

Atualmente, segundo Mamadjam Djaló, existem cerca de 40 estudantes guineenses em Ziguinchor.

O secretário do Consulado apelou aos estudantes para que se registem junto da instituição e possam beneficiar das oportunidades disponibilizadas através da universidade pública.

“A porta do Consulado está aberta. Apelo aos estudantes para que venham inscrever-se e aproveitar as oportunidades existentes”, declarou.

Mamadjam Djaló garantiu que a relação institucional com a Universidade Assane Seck continua positiva e que os estudantes encaminhados pelo Consulado são bem recebidos.

Segundo explicou, entre os fatores que explicam a redução do número de estudantes encontram-se os elevados custos do ensino privado, as desistências e a perda de vagas devido às reprovações sucessivas.

Discurso de Domingos Simões Pereira nas comemorações dos 70 anos do PAIGC

  Radio TV Bantaba 

EUA temem "rápida escalada" após ataques dos Hutis à Arábia Saudita... Os Estados Unidos alertaram no sábado para o risco de uma "rápida escalada" das hostilidades no Médio Oriente, na sequência dos ataques dos Hutis do Iémen contra a Arábia Saudita, cuja capital foi visada por estes combatentes pró-iranianos.

© Mohammed Hamoud/Getty Images   Por  LUSA  20/09/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, que deveria passar todo o fim de semana na residência presidencial de Camp David, no estado do Maryland, regressou a Washington no sábado à noite, sem explicação oferecida pela Casa Branca.

Mas este regresso antecipado ocorre quando foi ultrapassado um novo patamar nas hostilidades entre a Arábia Saudita e os Hutis, que controlam grande parte do vizinho Iémen e combatem as forças governamentais, apoiadas por uma coligação liderada por Riade.

Fortes explosões foram ouvidas duas vezes no sábado na capital saudita com um depósito de combustível com o logótipo da gigante petrolífera saudita Aramco em chamas perto do aeroporto, reportou a agência France-Presse.

"Este conflito militar tem potencial para uma rápida escalada", considerou o Departamento de Estado norte-americano, num aviso publicado na rede social X dirigido aos cidadãos norte-americanos que se encontram no Médio Oriente.

O rápido avanço dos Hutis nas últimas semanas no Iémen causou centenas de mortos e, segundo a ONU, mais de 110.000 deslocados.

Estes combates e as hostilidades que se seguiram com o reino vizinho já perturbaram o tráfego marítimo e as exportações da Arábia Saudita, primeiro fornecedor mundial de petróleo.

Como consequência, o barril de petróleo disparou para cima dos 100 dólares (87 euros), fazendo disparar os preços dos combustíveis para os consumidores de todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos, onde se aproximam as eleições intercalares.

Na noite de sábado, a coligação liderada pela Arábia Saudita confirmou na rede social X que um míssil tinha sido lançado na noite anterior pelos Hutis em direção a Riade, garantindo que tinha sido destruído.

Segundo a coligação, estes combatentes tentaram também atingir "civis e bens civis" em várias cidades do oeste do reino, incluindo o porto de Yanbu, no mar Vermelho, a partir do qual Riade exporta petróleo. Ataques que foram "frustrados", segundo a mesma fonte.

Os Hutis reivindicaram, por seu lado, dois ataques com mísseis e 'drones', um contra "locais sensíveis em Riade" e outro contra "instalações da Aramco em Yanbu".

Os ataques dos Hutis contra o reino tinham até agora visado sobretudo instalações petrolíferas e bases militares no sul ou na costa do mar Vermelho. A capital saudita não era ameaçada desde o recomeço, em julho, das hostilidades com os combatentes pró-iranianos.

Riade tinha, em contrapartida, sido atingida no auge da guerra regional desencadeada no final de fevereiro pelo ataque norte-americano e israelita contra o Irão, que respondeu lançando ataques contra os países do Golfo aliados dos Estados Unidos.

Em resposta a estes ataques, a Arábia Saudita tem bombardeado diariamente e em larga escala as zonas controladas pelos combatentes no Iémen, sem, contudo, ter conseguido até agora enfraquecê-los.

Os Hutis, que lançaram no início de setembro uma vasta ofensiva no Iémen, controlam agora todo o litoral junto ao mar Vermelho, reforçando o seu domínio sobre o estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem, que liga a Ásia à Europa através do canal do Suez, ganhou importância após o início da guerra no Médio Oriente, quando o Irão começou a perturbar fortemente o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Duas fontes do movimento Huti disseram no sábado à AFP que os combatentes estavam a instalar radares e a escavar túneis ao longo da costa do mar Vermelho, acrescentando que membros dos Guardas da Revolução, poderosa força armada do Irão, se deslocaram recentemente à região.

Sob pressão, a Arábia Saudita tem intensificado os contactos diplomáticos, com o meio de comunicação norte-americano Axios a afirmar na semana passada que os Estados Unidos tinham recusado atacar os Hutis a pedido de Riade.

Em declarações à Al-Jazeera, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaï, afirmou que Teerão transmitiu indiretamente a Washington as suas condições prévias para qualquer recomeço das negociações, incluindo o fim das hostilidades em todas as frentes e o fim do bloqueio norte-americano aos portos iranianos.


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O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que o Irão está a trocar mensagens com os Estados Unidos através de mediadores, nas quais transmitiu as condições para pôr fim à guerra que os opõe desde 28 de fevereiro.

"Foram trocadas mensagens nas quais as nossas condições foram explicitamente esclarecidas à outra parte através de intermediários", afirmou Mohamad Baqer Qalibaf num discurso numa sessão por videoconferência do Parlamento, segundo a agência noticiosa estatal ISNA.

Qalibaf, que lidera a equipa de negociação com os Estados Unidos, insistiu que enquanto as condições de Teerão não forem cumpridas "não haverá possibilidade de regressar ao estado anterior das negociações nem de reabrir o estreito de Ormuz"...

China avança preparativos para missão tripulada à Lua até 2030... A China está a avançar com os preparativos para realizar uma alunagem tripulada até 2030, com progressos tanto no desenvolvimento do seu fato espacial lunar como em estudos sobre estadias prolongadas no espaço, informou no sábado o centro de astronautas do país.

Por  RTP / Lusa   20 Setembro 2026

Segundo a agência Xinhua, o desenvolvimento do fato espacial chinês para a alunagem Wangyu está a decorrer sem problemas, estando já implementadas dezenas de tecnologias essenciais, afirmou Zhang Wanxin, especialista do Centro de Astronautas da China, durante uma conferência de engenharia médica aeroespacial em Tianjin.

Desde o início do desenvolvimento da missão em 2020, os trabalhos no Wangyu têm-se concentrado em responder às exigências de operações complexas na superfície lunar e aos desafios colocados por condições ambientais extremas, afirmou Zhang, acrescentando que o fato espacial lunar foi concebido para ser leve, de dimensões reduzidas, altamente eficiente e seguro.

Além do desenvolvimento do fato espacial, a China está também a avançar na investigação sobre a saúde dos astronautas, tendo concluído uma experiência de repouso na horizontal destinada a responder aos desafios de proteção fisiológica associados a estadias prolongadas no espaço e a missões tripuladas de alunagem.

Segundo Qu Lina, especialista do centro, a experiência começou em maio deste ano, com os voluntários foram divididos em diferentes grupos e permaneceram deitados durante 15 ou 30 dias. Durante a experiência, realizaram atividades diárias como comer, lavar-se, dormir, urinar e defecar enquanto permaneciam deitados.

Os resultados mostraram que a experiência protege eficazmente os sistemas ósseo, muscular e cardiovascular humanos e proporcionará apoio técnico para estadias prolongadas no espaço e missões tripuladas de alunagem.

Em 2019, a China conseguiu, com a missão Chang`e-4, a primeira alunagem na face oculta da Lua e, em 2024, trouxe para a Terra, através da Chang`e-6, as primeiras amostras recolhidas naquela região, mantendo o objetivo de enviar astronautas chineses à Lua antes de 2030.

Kyiv lança mil drones contra Rússia e "maior ataque de sempre" a Moscovo... As forças ucranianas lançaram mais de 1.000 drones contra a Rússia durante a noite, indicaram hoje as autoridades russas, incluindo o que o presidente da Câmara de Moscovo descreveu como o "maior ataque de sempre" contra a capital do país.

© Lusa  20/09/2026 

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as suas forças abateram 1.100 drones ucranianos em todo o país, bem como sobre a península ucraniana anexada da Crimeia e as águas do Mar Negro. Para já, há conhecimento de dois mortos.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, disse, citado por agências internacionais, que 450 drones foram destruídos a caminho da capital russa. Anteriormente, as autoridades locais tinham falado de 338 drones.

Alguns drones atingiram a Refinaria de Petróleo de Moscovo e um edifício residencial, afirmou.

O ataque ocorre no terceiro e último dia de votação nas primeiras eleições parlamentares da Rússia em tempo de guerra, uma votação praticamente desprovida de oposição às políticas do Presidente russo, Vladimir Putin, e que deverá, quase certamente, consolidar o domínio do Kremlin.

Mais cedo, e citado pela agência noticiosa oficial TASS, o governador da região de Moscovo, Andrey Vorobyov, referiu que pelo menos 338 drones foram abatidos quando se dirigiam a Moscovo, com um incêndio visível numa refinaria a iluminar o céu da capital.

Numa mensagem no Telegram, Vorobyov reportou que os sistemas de defesa aérea da Rússia "abateram e neutralizaram" 249 drones em 17 distritos, número que a TASS elevou para 338 a aproximarem-se da capital.

"Em Sofyino, um drone atingiu um edifício de apartamentos de três andares, danificando seis habitações no último piso. Lamentavelmente, uma mulher de 44 anos morreu", escreveu Vorobyov.

"Outra pessoa morreu no município de Orekhovo-Zuevo. Um idoso encontrava-se numa casa que ficou destruída e incendiada em consequência do ataque do drone" assinalou o governador, que acrescentou que o ataque continuava e alertou para danos em vários distritos.

O governador de Moscovo declarou também que três blocos de apartamentos do complexo residencial Novye Kotelniki, na cidade, ficaram danificados. Além disso, um edifício residencial e uma instalação industrial sofreram danos na cidade de Istra, a noroeste de Moscovo.

Por sua vez, a TASS reportou que mais de 30 voos não puderam aterrar nos aeroportos de Moscovo devido às restrições de segurança.


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sábado, 19 de setembro de 2026

Irã ameaça deixar o Tratado de Não Proliferação pela pressão dos EUA e de Israel... Irã avisa que as ações dos EUA e de Israel poderiam levá-lo a abandonar o TNP e estabelece duras condições para negociar o fim do conflito.

Por democrata.es/pt  19 SET, 2026 

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, avisou neste sábado que as ações dos Estados Unidos e de Israel poderiam levar Teerã a reconsiderar sua continuidade no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

"Ainda estamos totalmente alinhados com a fatwa (edicto religioso) do líder supremo e não modificamos nossa doutrina nuclear, mas não sabemos o que acontecerá no futuro. Depende do comportamento de Washington", destacou Rezaei em uma entrevista concedida à rede panárabe Al Yazira.

Em relação ao confronto com os Estados Unidos, Rezaei indicou que Teerã transmitiu à Administração Trump suas condições para parar a guerra através dos países mediadores, Catar e Paquistão, e aguarda uma resposta.

Segundo detalhou, essas exigências incluem a cessação das hostilidades em todas as frentes, a liberação dos ativos iranianos congelados e a suspensão do bloqueio naval. "A Washington interessa aceitar nossas condições para terminar a guerra", afirmou.

Mais tarde, em mensagens divulgadas em suas redes sociais, ele esclareceu que "Irã comunicou ao Governo dos Estados Unidos sete condições para iniciar qualquer negociação".

"A mensagem de Teerã é clara e inequívoca: se Washington quer sair do impasse em que se meteu e evitar se enredar ainda mais nele, não tem outra escolha a não ser aceitar os direitos e as condições do Irã", enfatizou.

Ao mesmo tempo, ressaltou que "conhecemos as fraquezas das forças militares americanas e estamos mais preparados do que nunca para contrabalançar seus ataques aéreos".

Ele também lembrou que "Irã mudou de estratégia em relação aos Estados Unidos depois que se retiraram do memorando de entendimento: se nos atacarem, atacaremos as bases e interesses americanos na região".

Rezaei expressou igualmente a vontade de Teerã de que "termine a guerra entre a Arábia Saudita e o Iémen", em alusão ao conflito que enfrenta os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, com as forças do Governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado por Riad. "E eu acho que os iemenitas também querem um acordo com a Arábia Saudita", acrescentou.

Na mesma entrevista, Rezaei revelou que o Irã realizou recentemente testes com um míssil antinavio nas proximidades de um porta-aviões americano.

Arábia Saudita intercetou míssil lançado pelos hutis em direção a Riade... A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje que intercetou um míssil lançado pelos hutis do Iémen em direção a Riade, atacada pela primeira vez desde o retomar das hostilidades entre o reino saudita e estes combatentes pró-iranianos.

© SALEH AL-OBEIDI/AFP via Getty Images    LUSA  19/09/2026 

A Arábia Saudita tem sofrido nos últimos dias ataques crescentes dos hutis, que controlam grande parte do vizinho Iémen e combatem as forças governamentais iemenitas, apoiadas pela coligação liderada por Riade.

Fortes explosões ecoaram na capital saudita durante a noite, depois de mensagens de alerta enviadas às pessoas pelas autoridades, segundo relatos de jornalistas da agência de notícias francesa AFP.

Os hutis do Iémen já tinham reivindicado hoje a autoria de ataques com mísseis a alvos militares na capital da Arábia Saudita e na cidade portuária e importante centro petrolífero de Yanbu, à beira do mar Vermelho.

Numa declaração televisiva, o porta-voz militar do grupo rebelde, Yahya Sarea, afirmou que nas operações contra "alvos sensíveis" na capital saudita e instalações da petrolífera nacional saudita Aramco, em Yanbu, foi utilizado "um grande número" de mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como drones.

Segundo Sarea, ambas as operações foram resposta dos hutis às múltiplas operações militares sauditas no Iémen nas últimas semanas, que afirmam ter causado mortos civis.

O porta-voz dos hutis advertiu que responderão à "escalada militar saudita" com mais ações militares, "bloqueio por bloqueio e escalada por escalada".

A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques para a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os hutis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade.

Os alertas em Riade foram os primeiros na capital saudita desde a mais recente escalada com os hutis. Não foram noticiadas vítimas nem danos depois de os alertas terem sido levantados.

A troca de ataques entre os dois lados ocorre num contexto de retomada dos combates terrestres entre os hutis, apoiados pelo Irão, e o governo do Iémen reconhecido internacionalmente, que tem Riade como seu principal apoiante.

Os hutis controlam atualmente toda a costa iemenita do Mar Vermelho, reforçando a sua posição sobre o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas entre a Europa e a Ásia através do Canal de Suez.


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Os huthis do Iémen reivindicaram hoje a autoria de ataques com mísseis a alvos militares na capital da Arábia Saudita, Riade, e na cidade portuária e importante centro petrolífero de Yanbu, à beira do mar Vermelho...



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Um depósito de combustível do gigante petrolífero saudita Aramco, situado perto do aeroporto internacional de Riade, está em chamas, comprovou a AFP, depois de habitantes da capital terem relatado explosões.

Segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), são visíveis bombeiros a tentar apagar as chamas que saem do depósito, que ostenta o logótipo da companhia nacional saudita.

A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques contra a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os hutis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade...

𝟭𝟵 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 - 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... O Vice-Presidente do PAIGC, camarada Geraldo Martins, em nome da Direção Superior do PAIGC, dirigiu uma mensagem de saudação aos militantes e simpatizantes por ocasião do 70.º aniversário do PAIGC, na qual destacou a importância da unidade e do diálogo para os desafios presentes e futuros do partido.

𝟭𝟵.𝟬𝟵.𝟭𝟵𝟱𝟲 - 𝟭𝟵.𝟬𝟵.𝟮𝟬𝟮𝟲

𝟳𝟬 𝗔𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖  

𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 𝗩𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗢𝗦𝗢

©PAIGC 2023


Veja Também: 𝟭𝟵 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 - 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖...    Ato central da comemoração do 70.º aniversário do PAIGC

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GUERRA NA UCRÂNIA: Estados Unidos aprovam venda de sistemas de defesa aérea à Ucrânia... Os Estados Unidos aprovaram uma possível venda de cerca de 2,7 mil milhões de dólares em sistemas de defesa aérea à Ucrânia, informou hoje o Departamento de Estado.

© Reuters Por  LUSA  19/09/2026 

A aprovação pelo Congresso aconteceu na sexta-feira e, em comunicado, o Departamento de Estado dos Estado Unidos avançou que a venda inclui mísseis, lançadores de mísseis, radares antidrone e outros equipamentos bélicos.

"Caso a compra proposta seja concluída, a Ucrânia irá financiá-la através de uma combinação de contribuições europeias e de fundos do programa de Financiamento Militar Estrangeiro dos Estados Unidos, alocados pela administração anterior", afirmou o Departamento de Estado.

A Ucrânia tem solicitado repetidamente mais apoio para repelir a invasão russa do seu território, que dura há cinco anos.

A capital, Kiev, tem sofrido uma retoma dos ataques russos, que as suas defesas aéreas têm dificuldade em repelir devido à escassez de munições.


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O exército russo capturou 5.300 quilómetros quadrados de território ucraniano desde o início do ano, reivindicou hoje o Ministério da Defesa da Rússia...

𝟭𝟵 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 - 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... O PAIGC sente-se honrado por ser ator maior da libertação e da independência da Guiné-Bissau e vai continuar a lutar pela preservação do legado de Cabral e dos seus camaradas: unidade, liberdade e democracia.

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𝟳𝟬 𝗔𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖  

𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 𝗩𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗢𝗦𝗢 

Por  PAIGC 2023

Defesas russas abatem 344 drones no segundo dia da votação das eleições... As defesas antiaéreas russas anunciaram ter abatido durante a madrugada de hoje 344 drones ucranianos na parte europeia da Rússia e na Sibéria, onde decorre o segundo dia da votação das eleições legislativas.

© Lusa   19/09/2026 

Os aparelhos não tripulados foram abatidos em 16 regiões, 15 delas no continente europeu, segundo o boletim de guerra do Ministério da Defesa russo.

Entre estas estão Moscovo, Leninegrado, Krasnodar ou o Daguestão (Cáucaso), as regiões fronteiriças de Belgorod, Briansk e Kursk, e a siberiana de Iamalo-Nenets, que alberga grandes jazidas de petróleo e gás.

Russos e ucranianos não acordaram uma trégua de 72 horas por ocasião das primeiras eleições parlamentares de toda a guerra, pelo que, em regiões ucranianas anexadas como Donetsk, a maioria dos eleitores votou antecipadamente.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo adiantou que Moscovo atacou um centro logístico a 41 quilómetros de Kyiv, utilizado para armazenar os fornecimentos militares provenientes de países europeus, além de bombardeamentos contra alvos em outras regiões do país vizinho.

A Rússia realiza hoje o segundo de três dias das eleições para a câmara baixa da Duma Estatal, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, nas quais cerca de 111 milhões de habitantes de 89 regiões são chamados a votar.

Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.

O Kremlin procura que as eleições reforcem o apoio público à guerra e procurou evitar quaisquer riscos políticos, reprimindo o mais leve sinal de dissidência.

O principal partido da esfera do poder, Rússia Unida, tem praticamente garantida a manutenção do seu esmagador controlo da Duma Estatal.

Vários partidos mais pequenos da "oposição sistémica", que votam em sintonia com o Governo em todas as questões-chave, também devem manter a sua presença.

Os eleitores votam em dois boletins separados, preenchendo metade dos 450 lugares da Duma ao selecionar os partidos políticos listados. A parte restante é disputada em círculos uninominais, com os eleitores a escolherem candidatos individuais.

O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal. No entanto, cerca de uma centena dos candidatos do partido ainda mantêm hipóteses de eleição nos círculos uninominais.

A Ucrânia instou a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das legislativas realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de 'russificação forçada' na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus "resultados sem sentido", segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kyiv, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.

Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou a lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções à Rússia e ao Irão e permite impor tarifas até 100% a países que comprem energia russa.

Aratificação foi anunciada na sexta-feira, dois dias depois de a Câmara dos Representantes norte-americana aprovar o amplo pacote de sanções contra as autoridades e a economia russas, visando privar o Presidente Vladimir Putin dos recursos financeiros necessários para travar a guerra contra a Ucrânia...

Guiné-Bissau: PAIGC celebra 70 anos com eventos em Lisboa e outros locais fora do país

Por  correiodamanhacanada.com/ Lusa  Setembro 19, 2026

Lisboa, 19 set 2026 (Lusa) – O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) assinala hoje 70 anos da sua fundação com as celebrações centradas em Lisboa e noutras latitudes fora do país, disseram à Lusa fontes do partido.

A Casa do Alentejo, entre o Rossio e a praça dos Restauradores, em Lisboa será palco central das comemorações que devem decorrer durante toda a manhã de hoje, 19 de setembro, nas quais são aguardadas as presenças de dirigentes históricos do PAIGC, académicos, investigadores, jovens e representantes de “forças políticas amigas”.

São aguardadas as presenças de representantes em Portugal do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde), da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e do PCP (Partido Comunista Português).

O presidente do PAIGC, atualmente em Portugal, desde que saiu da prisão, onde foi colocado em duas ocasiões desde novembro, na sequência de um golpe de Estado militar na Guiné-Bissau, deverá proferir o discurso de encerramento do evento.

“Com esta mobilização, o PAIGC reafirma o seu compromisso de honra em manter viva a memória histórica, servindo de elo entre os veteranos da luta de libertação, as novas gerações e a diáspora na construção de uma sociedade de justiça, paz e progresso”, lê-se num documento enviado à Lusa pela coordenação das festividades.

O documento assinala ainda que as comemorações ocorrem num cenário político “particularmente complexo” e adverso na Guiné-Bissau marcado por um clima de “forte perturbação institucional pontuado por “perseguições, detenções arbitrárias sem acusação formal contra dirigentes, incluindo o presidente do partido, Domingos Simões Pereira”.

As comemorações, que deverão também acontecer noutros países, inclusive na Guiné-Bissau, embora em menor escala, realizam-se sob o lema:”PAIGC 70 Anos de Unidade e Luta, a nação reconhece, a história confirma e o futuro exige!”, assinala o documento enviado à Lusa.

Estão previstas atividades culturais durante as celebrações na Casa do Alentejo.

A comissão organizadora dos 70 anos lamenta que o efeméride aconteça sob a ameaça do encerramento da sede nacional e das delegações regionais do PAIGC por ordens do Alto Comando Militar protagonista do golpe de Estado de novembro passado.

O Alto Comando Militar deu sete dias ao PAIGC e a outras forças políticas para retirarem as respetivas sedes para uma distância de 500 metros das instalações dos órgãos de soberania, hospitais, embaixadas, quartéis e esquadras da polícia.

A sede nacional do PAIGC situa-se a escassos metros do palácio da República em Bissau.

Além da ameaça de encerramento da sede nacional, que o partido contestou com a alegação de que o imóvel constitui propriedade privada que lhe pertence, a comissão organizadora dos 70 anos em Portugal denuncia a proibição de atividades políticas e cívicas impostas pelos militares e enaltece a “resiliência” de Domingos Simões Pereira, “perante as adversidades”.

“Apesar destas restrições, o líder do partido, o engenheiro Domingos Simões Pereira, continua a afirmar-se como uma referência política incontornável na defesa da legalidade democrática e na continuidade do projeto fundacional da nacionalidade guineense e cabo-verdiana”, destaca o documento do partido.

Fundado em 19 de setembro de 1956 por “figuras pioneiras e visionárias” como Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Elisée Turpin, Fernando Fortes e Júlio Almeida, o PAIGC “consolidou-se como um dos movimentos de libertação mais importantes do século XX” e o condutor de uma das lutas anticoloniais mais bem-sucedidas do continente africano, sublinha o documento das celebrações dos 70 anos do partido.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e avançaram com uma nova Constituição, que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

* A delegação da Agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância *

VM/APL

Lusa/Fim


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A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se, em formato virtual, no dia 17 de setembro de 2026, sob a presidência do camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, marcada, nomeadamente, pela recusa do Comando Militar e do Governo de Transição em autorizar a retoma plena da atividade política e a reabertura das sedes dos partidos, bem como pela tentativa de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional...