quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Coreia do Sul afirma que entregas de gasóleo à Rússia não estão proibidas... A Coreia do Sul afirmou hoje que as entregas de gasóleo a Moscovo não estão sujeitas a controlos à exportação, depois de ser acusada pela Ucrânia de ter contribuído para atenuar a escassez de combustível na Rússia.

© Getty Images   Por  LUSA   08/10/2026 

Um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta semana que esses fornecimentos de gasóleo à Rússia, vão "claramente contra" a política de sanções da Coreia do Sul, que considerou as declarações como "factualmente incorretas" e "inadequadas".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano indicou hoje que o gasóleo, mesmo que proviesse da Coreia do Sul, não violaria as proibições de exportação.

O jornal britânico The Guardian revelou esta semana que 176.000 toneladas de produtos, "principalmente gasóleo", tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto, citando registos portuários e dados de rastreio de navios.

"Os produtos petrolíferos refinados, incluindo o gasóleo comercial e o combustível para aviação, mencionados no artigo do Guardian, não estão sujeitos aos controlos à exportação da Coreia do Sul contra a Rússia", sublinhou o ministério sul-coreano, sublinhando que as exportações globais para Moscovo caíram para menos de metade desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

"Não foi comprovado que combustíveis de origem sul-coreana, nomeadamente gasóleo, tenham sido exportados para a Rússia", acrescentou.

Segundo o Guardian, três dos sete petroleiros que terão sido carregados em portos sul-coreanos estão sujeitos a sanções.

O ministério sul-coreano indicou que está a realizar "verificações adicionais" sobre as rotas percorridas por esses navios, a fim de determinar se as leis nacionais foram infringidas.

As relações entre Seul e Kiev estão tensas desde que Zelensky revelou, em setembro, que dois soldados norte-coreanos capturados enquanto combatiam ao lado das forças russas tinham sido enviados para a Coreia do Sul. Seul afirmou que Kiev tinha violado um acordo de confidencialidade sobre o assunto.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Coreia do Norte tornou-se um aliado fundamental do Kremlin, enviando soldados para apoiar o esforço de guerra de Moscovo em troca de vantagens económicas e de tecnologias militares.


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"O lança-granadas acoplável GP-34 de 40 mm foi concebido para atingir pessoal e veículos não blindados com granadas e projéteis termobáricos a distâncias de até 400 metros", declarou a Kalashnikov

A Kalashnikov Concern, um dos maiores fabricantes de armas do mundo, entregou esta quinta-feira um grande lote de lança-granadas acoplados GP-34 às forças russas que operam na Ucrânia, cumprindo assim o seu contrato anual de fornecimento para este ano.

"A Kalashnikov forneceu um lote de lança-granadas acoplados GP-34 de 40 mm a um cliente das forças de segurança russas" na Ucrânia, afirmou a empresa no seu canal de Telegram...

16 detidos, droga e 100 mil euros apreendidos: megaoperação da PSP desmantela grupo de traficantes no Porto... A operação no Porto decorreu nos bairros de Pinheiro Torres e da Pasteleira

Por  cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa,  08/10/2026

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na quarta-feira 16 pessoas e apreendeu grandes quantidades de dinheiro e droga numa operação contra o tráfico no Porto e zonas limítrofes, disse esta quinta-feira à Lusa fonte daquela força de segurança.

Fonte do Comando Metropolitano do Porto (COMETPOR) da PSP adiantou à Lusa que a operação no Porto decorreu nos bairros de Pinheiro Torres e da Pasteleira e terminou às 21:00 de quarta-feira, com a detenção de 16 pessoas.

“No âmbito da operação foi apreendida grande quantidade de droga e dinheiro. Numa das casas alvo de buscas foram apreendidos cerca 100 mil euros”, disse a mesma fonte, remetendo para mais tarde dados balanço mais concreto sobre a operação.

Na quinta-feira, um responsável da PSP tinha dito à Lusa que as buscas, com mais de 40 mandados de detenção, estenderam-se a zonas fora do Porto, de controlo da Guarda Nacional Republicana (GNR), que também participou nas buscas.

“Estamos a falar de mais de 40 mandados de detenção”, referiu, revelando que a operação tem por alvo um “grupo organizado de traficantes”.


Cuba acusa EUA de intimidar exportadores de combustível para a ilha... O Governo de Cuba acusou os Estados Unidos (EUA) de "intimidar com ameaças" Estados e empresas que exportem ou transportem combustíveis para a ilha, denunciando como "ilegais" ações que classificou como de "pirataria e pilhagem".

© Lusa    08/10/2026 

"A importação de combustíveis por entidades estatais e privadas em Cuba, provenientes de qualquer país, é legal, de acordo com a legislação nacional e o Direito Internacional", afirmou na quarta-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da ilha, Carlos Fernández de Cossío, numa declaração publicada nas redes sociais.

Numa reação ao anúncio das autoridades norte-americanas da apreensão de mais de 600 mil galões (2,2 milhões de litros) de biodiesel que se destinavam a Cuba, avaliados em cerca de 2,8 milhões de dólares (2,5 milhões de euros), Cossío sustentou que "o que é ilegal é intimidar Estados soberanos com ameaças de retaliação por parte do Governo dos EUA, caso exportem combustível para Cuba, ou empresas exportadoras ou transportadoras de qualquer país por participarem em operações comerciais dessa natureza".

O diplomata qualificou também como ilegal o facto de se "perseguir e intercetar em águas internacionais navios que transportem combustíveis para Cuba, tal como são ilegais a pirataria e a pilhagem".

"Dispor, armazenar, distribuir e comercializar esse combustível no território cubano também é legal, tal como o é transportá-lo em águas internacionais", sublinhou Cossío.

Além disso, o vice-ministro denunciou que é "ilegal, imoral e criminoso submeter todo um povo à asfixia económica como castigo coletivo com fins políticos".

Agências do Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciaram numa conferência de imprensa, na quarta-feira, que confiscaram 90 carregamentos de combustível, 71 dos quais no Porto de Everglades, na Flórida, e 19 no Porto de Houston, no Texas, que se destinavam à Enetec, uma empresa cubana sujeita a sanções pelos EUA.

"Trata-se de uma tentativa deliberada de contornar as sanções dos EUA e tudo está, neste momento, sob investigação", afirmou José R. Figueroa, agente especial responsável pelo Gabinete de Investigações de Segurança Nacional em Miami.

A apreensão do combustível ocorre no contexto da profunda crise energética que Cuba atravessa desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo bloqueio petrolífero dos EUA, uma medida qualificada pelas Nações Unidas como contrária ao direito internacional.

A situação paralisou quase totalmente a economia da ilha, que atravessa a pior crise em décadas, com escassez de alimentos, medicamentos e outros recursos básicos, a que se somam cortes de energia diários devido a avarias frequentes em centrais elétricas já obsoletas e ao défice de combustíveis.

A isto soma-se rondas de sanções impostas por Washington contra setores vitais da economia da ilha, que, além disso, ameaçam empresas que mantêm relações comerciais ou que apoiaram financeira, material ou tecnologicamente o Governo de Havana.


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As autoridades americanas anunciaram, esta quinta-feira, que intercetaram 90 carregamentos de combustível destinados a Cuba, com um valor aproximado de três milhões de dólares, num contexto de bloqueio petrolífero imposto por Washington. Havana denuncia ações "ilegais" que classificou como "pirataria e pilhagem".

Este combustível destinava-se à Enetec, uma empresa cubana sujeita a sanções americanas desde julho passado. Setenta e uma cargas foram localizadas em Port Everglades, na Florida, e o restante foi feito no porto de Houston, no Texas...

Trump acusado de usar dinheiro público para propaganda eleitoral... A Comissão Nacional Democrata (CMD) processou Donald Trump na quarta-feira, por publicidade televisiva recente a promover a sua política, que custou milhões de dólares aos contribuintes.

© Anna Moneymaker/Getty Images   Por  LUSA   08/10/2026 

Na queixa alega-se que a publicidade é propaganda ilegal patrocinada pelo governo e acusa-se Trump de a dirigir pessoalmente.

Trump tem enfrentado contestação bipartidária à publicidade, que o glorifica e repete os seus 'slogans' eleitorais quando os eleitores estão a votar antecipadamente para as eleições legislativas de novembro.

Os anúncios, que começaram a ser emitidos em setembro, já custaram mais de 12 milhões de dólares e o Departamento da Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) reservou 20 milhões para os mesmos.

Na segunda-feira, em resposta às críticas, Trump disse que a publicidade era "uma promoção positiva dos nossos Grandes EUA" e assegurou que iria pagá-la com dinheiro dos apoiantes.

Mas, na terça-feira, o quinto anúncio começou a ser exibido com a chamada de atenção 'pago pelo governo dos EUA', a promover a ação militar na Venezuela, que culminou no rapto de Maduro.

E, neste mesmo dia, Trump deixou claro que não se tinha comprometido a reembolsar qualquer quantia.

O presidente da CND, Ken Martin, afirmou, em comunicado, que Trump está a usar mal o dinheiro dos contribuintes em uma "tentativa de última hora de salvar os republicanos em novembro".

Analistas legais têm apontado que a situação viola várias disposições, como a proibição de uso do dinheiro atribuído pelo Congresso para "publicidade e propaganda". Ora, o dinheiro afetado pelo DHS veio dos 175 milhões de dólares destinados pelo Congresso para a agenda de Trump para a imigração.


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Human Rights Watch afirma que as autoridades norte-americanas negaram às mais de 500 pessoas deportadas para países terceiros em África uma oportunidade significativa de contestarem as suas expulsões...

Planeava matar até 60 pessoas com arma carregada: FBI detém jovem de 18 anos suspeito de preparar tiroteio em massa no maior centro comercial dos EUA

Por  CNN 08/10/2026

De acordo com a denúncia, o jovem terá confessado o plano às autoridades e admitido que pretendia utilizar o armamento para matar entre 30 e 60 pessoas

O FBI deteve, no estado norte-americano do Minnesota, um jovem de 18 anos suspeito de planear um tiroteio em massa no maior centro comercial dos Estados Unidos, o Mall Of America.

A investigação, segundo a Reuters, terá avançado depois de um agente infiltrado dos serviços secretos ter vendido ao jovem uma arma de fogo, munições e carregadores por 600 dólares.

De acordo com a denúncia, o jovem terá confessado o plano às autoridades e admitido que pretendia utilizar o armamento para matar entre 30 e 60 pessoas durante um evento agendado para o dia 24 deste mês. Segundo as informações fornecidas, a motivação estaria relacionada com o facto de os proprietários do complexo comercial serem judeus.

Após o ataque, o jovem pretendia viajar para o estrangeiro para lutar em nome da organização terrorista islamista "Al-Shabaab". De acordo com a denúncia, terá transmitido essa intenção à fonte do FBI, afirmando que queria deslocar-se para outro país para combater em nome da organização.

O arguido foi presente, na quarta-feira, a uma juíza federal.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: FÓRUM NACIONAL EXIGE PARIDADE 50/50 E MAIOR PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NAS DECISÕES DO PAÍS

Por Rádio Sol Mansi  07.10.2026 

O Fórum Nacional de Liderança Feminina e Empoderamento das Mulheres exige a revisão da Lei da Paridade e defende uma representação de 50/50 entre homens e mulheres nos espaços de decisão política e pública na Guiné-Bissau.

Na Declaração de Bissau, adotada esta terça-feira, 7 de outubro, no encerramento do Fórum, realizado em Bissau nos dias 6 e 7 de outubro, na sequência de consultas realizadas nas diferentes regiões do país, as participantes defendem que o principal desafio já não está apenas na existência de leis, mas na sua aplicação efetiva, sobretudo no acesso das mulheres a cargos eletivos, de nomeação e de decisão.

A Declaração estabelece quatro prioridades: participação política e poder de decisão, autonomia económica e acesso a oportunidades, proteção dos direitos das mulheres e meninas, e participação das mulheres na prevenção de conflitos e na construção da paz.

As participantes apelam ainda ao Estado para reforçar as políticas de apoio às famílias, melhorar o ensino público e criar condições para evitar o abandono escolar das meninas, sobretudo nas zonas rurais.

Na área da proteção, exigem respostas acessíveis contra a violência baseada no género, com acesso a cuidados de saúde, apoio psicossocial, assistência jurídica e justiça.

A Declaração defende igualmente uma maior presença das mulheres nos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos, nas instituições de segurança e nos processos de construção da paz.

Os participantes comprometem-se a transformar as recomendações da Declaração num Plano de Ação 2026-2030, com responsabilidades, metas e indicadores definidos. Apelam ainda ao Governo, aos partidos políticos, às organizações da sociedade civil, ao setor privado e aos parceiros internacionais para assumirem compromissos concretos.

Ao presidir o ato do encerramento, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, destacou que a igualdade de género não é apenas uma questão de justiça social, mas também de igualdade dentro de uma democracia, nas estruturas do Estado, no desenvolvimento económico, na estabilidade social e na boa governação.

Para o chefe do Governo, as mulheres foram, durante muitos anos, discriminadas pela sociedade, razão pela qual defende a criação de mais oportunidades e uma maior participação das mulheres na governação do país.

Durante o Fórum, que reuniu mais de três centenas de participantes, as mulheres afirmaram que não haverá desenvolvimento sustentável, democracia consolidada nem paz duradoura no país sem garantir a participação, a segurança e a autonomia das mulheres e meninas.

ISRAEL: Cerimónias do 7 de Outubro em Telavive reúnem 50 mil pessoas... Cerca de 50 mil pessoas reuniram-se em Telavive esta noite para acompanhar as cerimónias do terceiro aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, perpetrados em Israel por milícias palestinianas de Gaza lideradas pelo movimento islamita Hamas.

© Alexi Rosenfeld/Getty Images   Por   LUSA   07/10/2026 

O evento foi apresentado por Eli Sharabi, um ex-refém em Gaza cuja mulher e duas filhas foram assassinadas no dia do ataque do Hamas, movimento considerado terrorista pela União Europeia, Estados Unidos, Israel e vários outros países. A atriz israelita Shani Cohen conduziu a cerimónia ao seu lado.

"Nessa manhã de sábado, perdemos tanto... perdemos amigos, familiares, lares e comunidades inteiras que ficaram devastadas. Perdemos as pessoas que mais amávamos; perdemos a nossa sensação de segurança; perdemos parte da nossa inocência, e os nossos corações ardiam", afirmaram no discurso de abertura.

"E naquele dia, que mergulhou todo o Estado de Israel num profundo abismo de dor, parecia que também tínhamos perdido o país que um dia conhecemos", adiantaram.

O evento foi organizado pelo Kumu ("Levantem-se", em hebraico), um grupo formado por pessoas próximas das vítimas do massacre.

Esta foi a cerimónia popular alusiva ao aniversário, uma vez que a cerimónia oficial do Estado foi realizada na segunda-feira, seguindo a data estabelecida pelo calendário judaico.

Segundo o jornal The Times of Israel, a realização de cerimónias separadas "evidencia a profunda divisão existente entre muitos sobreviventes e familiares das vítimas, por um lado, e o governo, por outro — que se recusou a criar uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas do dia 07 de outubro".

Perante cerca de 50 mil pessoas em Telavive, segundo estimativas de fontes da organização, pelo palco passaram cantores nacionais, bem como familiares e pessoas próximas das vítimas — tanto civis como membros das forças de segurança israelitas.

"Nessa manhã, os sistemas entraram em colapso e o Estado falhou. Nas longas horas num abrigo seguro, a confiança que tínhamos como âncora desfez-se em pedaços", disse um dos fundadores do Kumu, Omri Shifroni, que perdeu sobrinhos e tios nesse dia.

A 07 de outubro de 2023, cerca de 6.000 palestinianos invadiram as comunidades israelitas na fronteira com a Faixa às 06h29 da manhã, num ataque liderado pelo Hamas e coordenado com outras milícias do enclave, que envolveu também o lançamento de mísseis contra o sul de Israel.

Cerca de 1.200 pessoas morreram no ataque e outras 251 foram feitas reféns pelo Hamas.

Em represália, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, na qual morreram mais de 74.200 palestinianos, segundo dados do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, que não distingue o número de vítimas civis do de combatentes.



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O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou hoje condolências ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no terceiro aniversário dos ataques das milícias palestinianas lideradas pelo Hamas, assegurando que estas estão "a pagar um preço enorme pelo que fizeram".

Num encontro com a imprensa na Casa Branca, Trump revelou ter falado com Netanyahu a propósito do aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, que fizeram mais de 1.200 mortos em território israelita e desencadearam a ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Trump recordou o "dia horrível, a tragédia horrível" de há três anos e afirmou que "o outro lado" — o Hamas e outras milícias palestinianas — "está a pagar um preço enorme pelo que fez"...

GUINÉ-BISSAU: TRB/ MANDADO DE NOTIFICAÇÃO...

 

Má perceção de ‘ratings’ custa 75 mil milhões de dólares por ano a África – UNECA

Por  correiodamanhacanada.com/LUSA  07/10/2026 

Port Louis, 07 out 2026 (Lusa) — Os países africanos pagam mais 75 mil milhões de dólares anualmente pela perceção do risco de investir em África, segundo estimativas avançadas hoje pela secretária executiva adjunta da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA).

“Os governos pagam mais para se endividar, o investimento torna-se mais difícil de atrair, a escala do fardo é cada vez maior, e as estimativas sugerem que o prémio de risco custa mais de 75 mil milhões de dólares [67 mil milhões de euros] em juros excessivos, o que diverge os recursos, já de si escassos, das prioridades de desenvolvimento, como a saúde, a educação e as infraestruturas”, disse Hanan Morsy.

Na cerimónia de lançamento da nova agência africana de rating (AfCRA, na sigla em inglês), a vice-líder da UNECA destacou a importância dos ‘ratings’ atribuídos pelas agências de notação financeira quando analisam a capacidade de um país ou empresa pagar aos seus credores privados.

“Os ‘ratings’ também enformam as escolhas políticas; durante a pandemia, as preocupações sobre uma descida impediram os países de pedir uma suspensão do serviço da dívida, por isso quando os governos hesitam em usar um mecanismo internacional por causa das possíveis consequências no ‘rating’, isto mostra-nos a necessidade de reavaliar a maneira como são calculados os riscos”, disse Hanan Morsy.

Para esta economista, o lançamento da AfCRA, esta tarde em Port Louis, nas Ilhas Maurícias, onde será a sede da nova entidade, é uma “oportunidade para alargar a informação e as perspetivas disponíveis para os investidores”.

A nova agência, defendeu, traz proximidade, conhecimento das instituições locais e familiaridade com os programas de reformas à medidas que eles são implementados.

E estas são “vantagens comparativas importantes” face às agências tradicionais, que operam a partir dos Estados Unidos, Europa ou Ásia, com pouca implantação em África, afirmou.

Na cerimónia, que contou também com representantes do Mecanismo de Revisão pelos Pares (da ONU), do Banco Africano de Exportações e Importações e do próprio líder da União Africana, foi transversal a ideia de que a nova agência não deverá favorecer os países africanos, sob pena de falhar no teste da credibilidade.

“O objetivo não é ter um tratamento preferencial, mas sim mais precisão, transparência, melhor contexto na avaliação do risco de crédito e dar mais conhecimento e perspetivas para o contexto geral dos ratings, promovendo mais justeza nas análises”, sintetizou Morsy.

A atribuição de ‘ratings’ tem estado em debate nos encontros internacionais sobre as finanças africanas, sobretudo devido à ligação que tem com a capacidade de financiamento dos países da região nos mercados internacionais, já que muitos investidores, principalmente institucionais, ancoram as suas decisões de investimento nestas avaliações aos países.

A nova agência, hoje lançada, é “impulsionada pelo setor privado, autofinanciada e independente”, e não pode ser detida por governos, diz a UA, vincando que “as estruturas de governança privilegiam a transparência, a credibilidade e as salvaguardas contra conflitos de interesses”.

Entre as vantagens, a UA aponta que, para os governos, a agência poderá trazer “condições de financiamento mais justas e melhor acesso aos mercados de capitais”, enquanto para os investidores será possível ter “análises equilibradas e específicas no contexto sobre o risco africano”.

O custo do financiamento dos países africanos nos mercados internacionais é um dos principais temas em debate, não só pelo elevado valor, mas pelo impacto que tem nas economias dos países, já que os governos, com recursos limitados, têm muitas vezes de escolher entre pagar os juros da dívida ou investir no desenvolvimento económico.

“O que está em jogo é significativo: o serviço da dívida externa de África aumentou de 61 mil milhões de dólares [54,5 mil milhões de euros] em 2010 para 163 mil milhões de dólares [145 mil milhões de euros] em 2024, com os pagamentos de juros a excederem a despesa pública com a saúde ou a educação na maioria dos países”, insistiu a UA.

MBA // ANP

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ESTUDO: Mineração em mar profundo pode gerar mais prejuízos que ganhos... Um estudo divulgado hoje alerta que a mineração em mar profundo pode gerar mais prejuízos do que ganhos para os países investidores, com perdas de milhões de dólares em vez de lucros.

© Lusa   07/10/2026 

A mineração em mar profundo pode gerar mais prejuízos do que ganhos para os países investidores, conclui um estudo hoje divulgado que alerta para perdas de milhões de dólares em vez de lucros.

As conclusões resultam de uma análise que submete as projeções económicas da própria indústria mineira a uma espécie de "teste de stress".

Pegando em projeções económicas de projetos de mineração, o estudo concluiu que em mais de oito em cada dez cenários realistas (83%), a mineração em mar profundo destrói valor, mesmo antes de considerar custos ambientais e outros impactos sociais.

Aponta igualmente para uma probabilidade de 61% de os investidores não recuperarem o capital investido.

A análise, que aponta para uma "elevada probabilidade de destruir mais valor económico do que aquele que gera", tem o título "Case Not Proven: The Economics of Deep-Sea Mining" e foi promovida pelas organizações "Deep Sea Conservation Coalition" (DSCC), "Oceans North", "União Internacional para a Conservação da Natureza" (IUCN), "Dona Bertarelli Philanthropy" e "Fundação Oceano Azul", todas com focos na preservação da biodiversidade e oceanos.

Ao contrário das projeções da empresa "The Metals Company" (TMC), "que sugerem que a mineração em mar profundo poderia gerar ganhos na ordem dos milhares de milhões de dólares, o teste realizado por esta análise produz um resultado mediano de perdas de 5 mil milhões de dólares", indica um comunicado sobre a análise da Fundação Oceano Azul e da DSCC.

Johnny West, autor do estudo e diretor da Koinon Consulting, empresa alemã especializada em análise financeira, afirmou, citado no comunicado: "A mineração em mar profundo não se apresenta como um investimento atrativo. Os retornos são demasiado baixos para os riscos técnicos, operacionais, ambientais, de preço, de procura e de aceitação social envolvidos".

O comunicado alerta ainda que os riscos económicos não se limitam às empresas que pretendem explorar o fundo do mar, apontando que a mineração em mar profundo pode reduzir receitas públicas provenientes da mineração terrestre, "devido ao efeito de depressão dos preços globais dos metais com a entrada de nova oferta no mercado".

No pico de produção, os governos poderiam perder entre 1,1 e 1,19 mil milhões de dólares/ano, precisa o comunicado, acrescentando que os Estados patrocinadores enfrentariam riscos "legais e ambientais significativos".

Pradeep Singh, especialista em governação do oceano da Fundação Oceano Azul, também citado no comunicado, afirmou: "Este relatório independente confirma o que muitos especialistas e académicos suspeitavam: a narrativa sobre os benefícios económicos prometidos pela mineração em mar profundo é um mito".

A análise, notam os autores, não contabiliza os custos potencialmente significativos provocados pelos danos ambientais, nem os impactos mais amplos nas pescas, meios de subsistência e ecossistemas marinhos, fatores que tenderiam a agravar ainda mais o balanço económico.

Netantyahu avisa que vai continuar a "acertar contas" com "monstros do Hamas"... Um ano após o cessar-fogo com o Hamas, Israel assinala data dos ataques de 7 de outubro. A par das cerimónias de homenagem às vítimas, o dia foi marcado por protestos em Telavive contra o Governo, a um mês das legislativas

Benjamin Netanyahu discursa durante cerimónia oficial em memória das vítimas do ataque de 7 de outubro em Monte Herzl, Jerusalém, a 5 de outubro de 2026DEBBIE HILL / POOL    Por  expresso.pt/Agência Lusa  07/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou esta quarta-feira que vai continuar "a acertar contas" com os "monstros do Hamas", numa mensagem por ocasião dos três anos dos ataques liderados pelos islamitas palestinianos no sul de Israel, que mataram cerca de 1.200 pessoas.

"A nação une-se neste dia na saudade dos nossos entes queridos. Cumprimos a nossa missão: acertámos contas e continuaremos a acertar contas com todos os assassinos", afirmou o líder israelita, referindo-se à operação militar em grande escala na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023.

Na sua curta mensagem, Netanyahu disse que esta quarta-feira acendeu uma "vela memorial" no seu gabinete, em Jerusalém, "em memória de cada vítima assassinada no dia 7 de outubro pelos monstros do Hamas".

Este ano marca a primeira vez que Israel assinala os ataques de 7 de outubro desde o cessar-fogo alcançado há um ano com o Hamas, e a libertação dos últimos reféns em posse das milícias palestinianas.

Apesar da trégua, a confrontação prossegue. Três palestinianos foram mortos esta quarta-feira em ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza segundo várias fontes locais citadas pela agência France-Presse (AFP).

Em comunicado de imprensa, o exército israelita declarou ter "neutralizado" dois "terroristas", acusando um deles de plantar explosivos no Hospital Kamal Adwan, no norte de Faixa de Gaza, e outro de pertencer ao braço armado do Hamas apesar de ter sido apresentado como funcionário da Defesa Civil do Território.

Israel prestou homenagem às vítimas do 7 de outubro em várias cerimónias e eventos públicos, entre eles um minuto de silêncio em Rems às 6h29 locais (4h29 Lisboa), a hora exata em que começou o massacre no festival de Música Nova, que fez mais de 300 mortos.

Estas homenagens distinguem-se dos eventos oficiais marcados pelo Governo para o dia 5 de outubro, a fim de coincidirem com a efeméride no calendário hebraico.

Esta data serviu igualmente para a realização de protestos. Em Telavive, ativistas desenharam silhuetas na praia simbolizando as vítimas, e exigiram responsabilização pela falha na prevenção dos ataques, num momento em que Netanyahu tem divulgado sucessivos desmentidos sobre avisos prévios que recebeu alegadamente dos Emirados Árabes Unidos e Egito aquando da iminência dos ataques.

Três anos depois, continuam os apelos em Israel para a criação de uma comissão independente de inquérito ao 7 de Outubro, que o primeiro-ministro tem recusado até ao momento.

A imprensa israelita relata também que ativistas tingiram de vermelho a icónica fonte na praça Dizengoff, em Telavive, a par de manifestações em várias localidades do país, incluindo protestos junto das casas de membros do Governo.

Memorial das vítimas de 7 de outubro na fonte da Praça Dizengoff, em Tel Aviv, tingida de vermelho por manifestantes críticos ao Governo de Benjamin Netanyahu EPA/ABIR SULTAN

Ao meio-dia, O Conselho de Outubro, um grupo que reúne sobreviventes dos ataques e famílias atingidas, também observou um minuto de silêncio em todo o país, apesar da principal cerimónia de sobreviventes e familiares estar prevista para a noite desta quarta-feira no centro de Telavive, promovida pela organização Kumu (Ergue-te).

A menos de um mês das legislativas de 27 de outubro, as primeiras desde o início da guerra na Faixa de Gaza, os adversários de Netanyahu - como o ex-primeiro-ministro e líder da coligação Juntos, Naftali Bennett, presente nas cerimónias em Rems - aproveitaram também a data para criticar "um fracasso colossal do Estado".

O principal rival de Netanyahu, o ex-chefe das forças armadas Gadi Eisenkot, que lidera o Yashar e a maioria das sondagens, também se deslocou à mesma área no sul de Israel para visitar um abrigo antibomba atacado durante o 7 de Outubro, junto de uma colega do mesmo partido que perdeu um filho neste local durante os ataques do Hamas.

Eisenkot, que subscreveu um acordo com outros líderes de oposição, também perdeu um filho em combate contra o Hamas nos primeiros meses de guerra na Faixa de Gaza.

Apesar de concorrerem em listas separadas, os principais políticos de oposição pretendem "reparação e reconstrução" do 7 de outubro, incluindo uma comissão oficial de inquérito e o fim das isenções do serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos.

Esta política de longa data tem indignado a maioria secular em tempo de guerra, e está a ser usada pelos opositores para acusar Netanyahu de ameaçar as instituições democráticas do país.

Outdoor de campanha eleitoral exibe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, em Tel Aviv, Israel que vai a eleições legislativas a 27 de outubroEPA/ABIR SULTAN

"As eleições mais decisivas da história do Estado de Israel são "entre assumir a responsabilidade e fugir à responsabilidade", escreveu Eisenkot no X, enquanto o Likud, de Netanyahu, adota o lema "a direita ou a Palestina", sugerindo que os seus adversários têm planos de retirada militar da Faixa de Gaza, Líbano, Síria e Cisjordânia, bem como de aceitar o Estado palestiniano.

O chefe do executivo israelita tem alertado nos últimos dias para a possibilidade de ataques contra o seu país até às eleições legislativas, nas quais enfrenta sondagens desfavoráveis. Segundo estudos de opinião, nenhum dos blocos de apoio ao Governo ou da oposição consegue uma maioria para controlar o parlamento.

Guiné-Bissau. General alerta para armas escondidas em casas de militares... O Presidente de transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-a, alertou para o perigo de armas de fogo escondidas em residências de militares, durante a cerimónia de graduação de oficiais-generais em Bissau.

Por  Lusa   07/10/2026 

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-a, alertou hoje para o "grave perigo" associado à posse de armas de fogo "escondidas em residências" por militares, noticiou a imprensa local consultada pela Lusa nas redes sociais.

Intervindo no palácio da república, em Bissau, durante a cerimónia de graduação de oficiais-generais, Horta Inta-a exigiu uma "ação firme" dos comandantes para recuperar o armamento e assegurar o cumprimento rigoroso da lei.

A declaração surgiu durante a explicação do Presidente de transição guineense sobre as circunstâncias em que ocorreram algumas movimentações de efetivos militares nos últimos dias, que, disse, têm sido "erradamente" consideradas como "desmantelamento de milícias".

A oposição guineense tem-se referido a "milícias" de jovens soldados recrutados pelo ex-presidente guineense Umaro Sissoco Embaló, colocados como "força anti golpe" no palácio da presidência, em Bissau.

Horta Inta-a explicou que esses militares não foram "mandados para casa", mas sim transferidos para outras unidades militares, nomeadamente para a Polícia de Ordem Pública, Guarda Nacional, Brigada de Ação Fiscal ou SIS (Serviços de Informação de Estado, a "secreta" guineense).

"Tenho recebido informações de que alguns deles têm armas nas suas posses, nas suas casas. Cada comandante que peça a esses jovens para que entreguem as armas e as pistolas. A lei não dá direito a nenhum cidadão para que tenha na sua posse uma arma de fogo de uso militar. Quem for apanhado com arma em casa pode ser expulso da estrutura militar", advertiu.

O Presidente de transição recordou a sua própria experiência profissional, que, disse, é marcada por transferências e despromoções no passado, que sempre aceitou por necessidade de serviço.

O general apelou ao "fim da cultura de força e da intimidação", sublinhando que a estabilidade nacional repousa sobre a coesão e a "estrita obediência" à cadeia de comando.

"Nas Forças Armadas as ordens partem de cima para baixo, do chefe do Estado-Maior para todos os militares. Ordens isoladas, que não tenham partido da hierarquia, não são para serem cumpridas. Militar que cumpre ordem do seu superior hierárquico não está a infringir nenhuma lei", vincou.

Invocando o legado da luta armada pela independência, Horta Inta-a lembrou que a união entre os "combatentes de ontem" foi decisiva para derrotar o colonialismo e o fascismo, assinalando também que o próprio povo português sofreu com aquele regime, marcado pela imposição da guerra colonial aos jovens da época.

Por fim, o general criticou "duramente" o uso das redes sociais para a instrumentalização política, a propagação de divisões e a exibição de força, apelando à moderação e rejeitando discursos extremados que alimentam a tensão institucional no país.

Os militares guineenses protagonizaram no dia 26 de novembro passado um golpe de Estado liderado pelo general Horta Inta-a, antigo chefe de segurança na Presidência da República.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais, que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa.

O general Horta Inta-a marcou para o dia 06 de dezembro próximo novas eleições legislativas e presidenciais.

Médicos alertam para aumento do cancro do fígado em Portugal... A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.

© Lusa   07/10/2026 

A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença. 

Sob o mote "A Prevenção faz o Fígado", a iniciativa surge no âmbito do Mês da Consciencialização para o Cancro do Fígado, que se assinala em outubro, e decorrerá nos media e nas redes sociais da associação, durante este mês, com o objetivo de reforçar a importância da prevenção e deteção precoce desta doença, adianta a APEF num comunicado divulgado hoje.

A presidente da APEF, Paula Peixe, citada em comunicado, afirma que esta iniciativa pretende alertar a população para "a importância de prevenir, detetar e tratar esta doença silenciosa, que muitas vezes não provoca sintomas até aos estádios avançados e que é fatal se não for diagnosticada a tempo".

"A maior parte dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro do fígado são modificáveis, e é exatamente por isso que estamos a promover esta campanha", sublinha Paula Peixe.

Como medidas importantes para proteger a saúde do fígado, aponta não consumir bebidas alcoólicas, manter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável, praticar atividade física regularmente, vacinar-se contra a hepatite B e evitar comportamentos de risco, sexuais ou outros, como a partilha de instrumentos potencialmente contaminados com sangue.

O Carcinoma Hepatocelular representa mais de 90% dos casos de cancro do fígado e surge, maioritariamente, em pessoas que previamente já têm doença hepática, como fígado gordo, hepatite B, hepatite C, entre outras, habitualmente já em fase de cirrose.

Por esta razão, todos os doentes devem ser orientados pelo seu médico e se estiverem nos grupos de risco de desenvolvimento de cancro do fígado, devem realizar rastreio de acordo com o estabelecido (ecografia abdominal alta, semestral), refere a associação.

A APEF reforça que "a prevenção e o diagnóstico atempado das doenças hepáticas desempenham um papel importante na redução do risco de desenvolvimento de cancro do fígado e na melhoria dos resultados do tratamento" e que reconhecer os fatores de risco e adotar hábitos de vida saudáveis são medidas importantes na prevenção de doença hepática.

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado é uma associação científica, sem fins lucrativos, que congrega profissionais do setor da saúde que se interessem pelas doenças do fígado e das vias biliares.


Leia Também: Maioria das dores aumentam até à meia-idade e depois diminuem, diz estudo

Um estudo que envolve investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que a dor aumenta até à meia-idade e depois diminui "na maioria das zonas do corpo", afetando mais os idosos em países menos desenvolvidos.

De acordo com um estudo com investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP),  a dor aumenta até à meia-idade e depois diminui "na maioria das zonas do corpo", afetando mais os idosos em países menos desenvolvidos.

Em comunicado divulgado hoje, o ISPUP explica que "um dos maiores estudos do mundo sobre dor, com dados de 6,1 milhões de pessoas, recolhidos em 118 países", mostrou que, "em todas as regiões do corpo, o aumento mais rápido da prevalência da dor ocorre antes dos 55 anos", contrariando "a ideia de que a dor se acumula de forma contínua com o envelhecimento"...

Guiné-Bissau: Os novos membros do Governo de Transição, recentemente nomeados, tomaram posse esta quarta-feira, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A. Durante o ato de posse, o Chefe de Estado deixou uma mensagem aos recém-nomeados.

Radio TV Bantaba

O Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-A, presidiu esta quarta-feira à cerimónia de graduação dos oficiais generais recentemente promovidos. Durante a cerimónia, o Chefe de Estado recomendou aos recém-graduados que coloquem os interesses da Guiné-Bissau em primeiro lugar e exerçam as suas funções com sentido de responsabilidade, dedicação e compromisso com o país.

Na ocasião, Horta Inta-A esclareceu ainda que nenhum dos elementos da tropa da Presidência foi suspenso, mas que alguns foram transferidos para diferentes unidades

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 Radio TV Bantaba

Israel cumpre minuto de silêncio em homenagem às vítimas do 7 de outubro... Pessoas enlutadas cumpriram hoje um minuto de silêncio em locais no sul de Israel invadidos pelo Hamas há três anos, num ataque que desencadeou uma ampla ofensiva israelita na Faixa de Gaza.

© Jack GUEZ / AFP via Getty Images    Por  LUSA  07/10/2026 

No local do festival de música Nova, atacado por combatentes do Hamas a 07 de outubro de 2023, os familiares das pessoas assassinadas prestaram homenagem às 06h29 (03h29 em Lisboa), rodeados de retratos das vítimas, diante dos quais tinham sido depositadas flores.

Um outro momento de homenagem às vítimas foi também realizado no kibutz Kfar Aza, perto da fronteira com Gaza, onde 64 residentes foram mortos e 18 raptados.

Um evento organizado por familiares das vítimas vai ser também realizado em Telavive nas próximas horas.

Estão previstas cerimónias ao longo do dia para homenagear as vítimas do ataque sem precedentes, lançado a partir de Gaza por membros do Hamas, que resultou na morte de 1.221 pessoas, segundo os dados recolhidos pela Agência France Presse.

No dia 07 de outubro de 2023, 251 pessoas foram raptadas e levadas à força para Gaza.

As cerimónias decorrem em contexto de pré-campanha eleitoral em Israel e sob fortes medidas de segurança.

Coreia do Sul coloca 15 satélites em órbita com recurso ao foguetão Nuri... A Coreia do Sul conseguiu colocar hoje em órbita 15 novos satélites que viajaram a bordo do foguetão espacial de fabrico nacional Nuri, no seu quinto voo, o quarto bem-sucedido, desde que entrou em funcionamento em 2021.

© Korea Aerospace Research Institute   Por   LUSA  07/10/2026

Cinco dos satélites farão parte da primeira constelação nacional do país asiático, batizada de NEONSAT, e que, uma vez operacional, poderá captar imagens da península coreana mais de três vezes por dia, segundo a agência de notícias local Yonhap.

O quinto foguetão Nuri descolou, com 15 satélites a bordo, por volta das 12:25, hora local (03:25 TMG), a partir do Centro Espacial de Naro, na localidade de Goheung, a sudoeste de Seul.

Além dos NEONSAT, o veículo lançou dez microsatélites CubeSat.

Prevê-se que o Nuri, que não é reutilizável, permaneça em órbita antes de regressar à atmosfera terrestre e se desintegrar.

A Coreia do Sul planeia completar a sua constelação NEONSAT, que contará com dez microsatélites, no próximo ano, com o sexto lançamento do foguetão.

Desde 2010, o país investiu milhares de milhões de dólares no desenvolvimento do Nuri, cujo projeto, produção, equipamento e testes foram realizados inteiramente em solo sul-coreano.

O sucesso deste quinto voo consolida a capacidade de Seul para operar um veículo espacial totalmente desenvolvido localmente, capaz de transportar e lançar carga útil na órbita pretendida.


Leia Também: Coreia do Norte ameaça Sul se esta entrar um milímetro no seu espaço

A Coreia do Norte ameaçou terça-feira a Coreia do Sul que fará "um contra-ataque tão potente quanto imediato" se esta penetrar no seu território um milímetro que seja.

Estas declarações, do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) norte-coreano, segue-se a vários dias de ameaças depois da explosão de uma mina, que Seul atribui a Pyongyang, na Zona Desmilitarizada, eu feriu três militares sul-coreanos há duas semanas.

O MNE da Coreia do Norte respondeu assim às conclusões do Exército sul-coreano, divulgadas na segunda-feira, que responsabilizam a Coreia do Norte pela colocação das minas que rebentaram em 21 de setembro...

Flávio Bolsonaro quer usar maioria no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar" o Brasil... Flávio Bolsonaro declarou na terça-feira que pretende "mudar a Constituição" para "redemocratizar" o Brasil, o que poderá vir a fazer caso vença as presidenciais, uma vez que o seu partido (PL) obteve a maioria no Congresso Nacional.

Por  RTP/Lusa   7 Outubro 2026  

O Partido Liberal conquistou a maioria das cadeiras no Senado (28 de 81 vagas), e na Câmara dos Deputados (121 de 513 vagas).

"O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para [eleger] o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara", afirmou.

"Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", realçou durante discurso no Estado de Goiás.

Nesse sentido, prometeu, caso seja eleito, reduzir a maioridade penal e defender a castração química de pedófilos, violadores de mulheres, garantindo que sua gestão irá "arregaçar com vagabundo".

A declaração ocorreu durante ato em que recebeu apoio de campanha do político conservador e candidato presidencial derrotado - Ronaldo Caiado (PSD), que ficou em quinto lugar no último domingo durante a primeira volta, com 2,18%, resultante de pouco mais de 2,6 milhões de votos válidos.

Este foi o segundo apoio formal que Flávio recebeu de um presidenciável, tendo o primeiro sido de Romeu Zema, do NOVO, que registou 0,27% nas urnas, ou seja, obteve pouco mais de 326 mil votos válidos.

Também o ex-presidente brasileiro, Michel Temer (2016-2018), que sucedeu ao Governo do PT após a destituição de Dilma Rousseff em 2016, usou as redes sociais para declarar apoio a Flávio.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o mais votado no plebescito no último domingo, tendo obtido pouco mais de 2 milhões do que Lula da Silva na primeira volta das presidenciais. Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

Eventuais propostas de alteração à Constituição do Brasil, como as que Flávio Bolsonaro propôs num discurso em Goiás, precisam de ser discutidas e votadas em duas voltas pelas duas câmaras do Congresso Nacional.

Para além disso, são necessários três quintos dos parlamentares, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado, para aprovação de uma mudança constitucional.

A base de apoio no Congresso Nacional de um eventual governo Flávio Bolsonaro poderá, no entanto, vir a ser maior do que estes três quintos dos legisladores, considerando que dois partidos que dirigem ministérios no Governo Lula, o Partido Progressistas (PP) e União Brasil, já declararam o apoio ao candidato do PL.

O coordenador da campanha presidencial do candidato do PL, o senador Rogério Marinho, afirmou esta terça-feira que o Senado não "terá clima de vingança", mas também não será omisso em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, após a eventual vitória de Flávio.

"Vingança não significa omissão. Nós não temos `vendetta` nem vingança. Agora, não haverá omissão. A Constituição é clara", declarou após uma reunião em Brasília com o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, a quem fez questão de transmitir pessoalmente este recado.

Tanto Flávio como os seus aliados fizeram campanha pela defesa do `impeachment` (destituição) de juízes do SFT brasileiro, que atravessa uma crise institucional sem precedentes.  

Apontado pelo PL para ser candidato a presidente do Senado nas eleições internas previstas para fevereiro, Marinho sinalizou que este órgão não irá omitir-se sobre os excessos do STF e dos seus juízes, sinalizando que é sua intenção mudar o regimento interno do Senado para definir que um requerimento assinado por 49 senadores leve à abertura automática de um pedido de destituição de um juiz do STF.

Para a abertura ou admissão de um processo de `impeachment` (destituição) contra um ministro do STF, por decisão do ministro Gilmar Mendes, relator da norma em dezembro de 2025, foi fixado o quórum de dois terços do Senado Federal, o que corresponde a 54 votos favoráveis dos 81 senadores. Marinho quer colocar o quorum em tres quintos do senado, 49 senadores.


Leia Também: Partidos do Governo Lula apoiam Flávio Bolsonaro nas eleições

O União Brasil e o Partido Progressistas (PP), dois movimentos de centro que comandam ministérios no Governo do Presidente, Lula da Silva, anunciaram apoio na terça-feira ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro, do PL.

"Nosso posicionamento é de contrapor a repetição de velhas práticas políticas e fórmulas económicas comprovadamente ultrapassadas. Respeitamos a história, mas o compromisso da federação União Progressista é com o futuro dos brasileiros e brasileiras", informa o comunicado.

A mensagem, assinada pelos presidentes dos dois partidos, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União), afirmam que a decisão atende ao programa da coligação...

Putin faz 74 anos. Kremlin agradado com felicitações de Xi (e não só)... O Kremlin manifestou contentamento pelas felicitações enviadas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e «inúmeros» dignitários a Vladimir Putin, que celebra hoje 74 anos, enquanto se arrasta a invasão da Ucrânia pela Rússia.

© Contributor/Getty Images  Por   LUSA  07/10/2026

"Recebemos inúmeras felicitações por escrito, incluindo a do líder da República Popular da China, Xi Jinping", afirmou à imprensa local Yuri Ushakov, conselheiro de Política Internacional do Kremlin.

Putin, que nasceu em São Petersburgo em 1952, tem agendadas para  esta quarta-feira várias conversações telefónicas internacionais, detalhou o seu porta-voz, Dmitri Peskov.

"O Presidente raramente tem um dia de aniversário totalmente festivo (...) Haverá também outras atividades sobre as quais informaremos amanhã" (quarta-feira), disse em conferência de imprensa.

Ex-agente dos serviços de informações russos, Putin governa a Rússia desde 31 de dezembro de 1999, incluindo quatro anos como primeiro-ministro (2008-2012).

Após a controversa reforma constitucional de 2020, Putin poderá candidatar-se pela sexta vez a uma eleição presidencial em 2030 e também em 2036.

A popularidade do líder russo ultrapassou os 80% no início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, mas caiu drasticamente nos últimos meses devido às consequências dos ataques ucranianos em território russo, à escassez de combustível e ao bloqueio da internet, entre outras razões.

Embora o exército russo não consiga tomar a região ucraniana do Donbass — o objetivo mínimo da invasão — Putin insiste em continuar a campanha militar, muito impopular entre a maioria dos habitantes do país.

Recentemente, afirmou que as tropas russas tomariam o Donbass mais cedo do que Kyiv e o Ocidente imaginam, algo que já disse em diversas ocasiões nos últimos cinco anos, sem que as suas previsões se concretizassem.

As suas afirmações de que a Ucrânia controla apenas 11% da região de Donetsk foram categoricamente refutadas pelos especialistas.


Leia Também: Pelo menos nove pessoas morreram em ataque massivo russo

Pelo menos nove pessoas morreram hoje devido a uma nova vaga de ataques lançada pela Rússia contra a Ucrânia, disseram as autoridades ucranianas, sublinhando que duas destas mortes foram registadas na capital, Kyiv.

Opresidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, disse que as equipas de emergência encontraram dois corpos num edifício atingido por um ataque russo no distrito de Darnitski, onde também foram resgatadas duas pessoas com vida.

No entanto, o ataque mais mortífero das últimas horas atingiu a cidade de Pryluky, em Chernihiv (norte), onde pelo menos quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas, incluindo três crianças, declarou o serviço estatal de emergências nas redes sociais...

Trump anuncia 5,9 mil milhões para expandir fabrico de submarinos... O Presidente Donald Trump anunciou hoje um plano de investimento público-privado de 6,6 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros) para expandir a capacidade norte-americana de fabrico de submarinos.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  07/10/2026 

Em plena campanha para as eleições legislativas de 03 de novembro, nas quais os republicanos disputam a manutenção da maioria no Congresso, Trump deslocou-se ao porto de Baltimore para apresentar o projeto, sem a presença do governador do estado de Maryland, o democrata Wes Moore, cujo gabinete afirmou que foi impedido de discursar.

"Hoje damos oficialmente início à construção do maior estaleiro naval dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Nunca houve nada como o que estamos a fazer hoje", declarou Trump perante centenas de elementos da Marinha e tendo como pano de fundo um navio de guerra.

O plano prevê que a empresa de defesa Anduril Industries invista 3,7 mil milhões de dólares na construção do Arsenal-2, um estaleiro equipado com tecnologia avançada no centro logístico Tradepoint Atlantic.

A Marinha norte-americana irá complementar este investimento com um contrato atribuído à Anduril no valor de 2,9 mil milhões de dólares, elevando o montante total para 6,6 mil milhões de dólares.

As instalações irão fabricar componentes essenciais para os submarinos de propulsão nuclear da classe Virginia, cuja montagem é realizada noutros estaleiros.

Desde o seu regresso à Casa Branca, Trump propôs revitalizar a indústria dos estaleiros navais, tanto para projetos civis como para os destinados à Marinha.

A China, o maior construtor naval do mundo, já possui mais embarcações militares do que os Estados Unidos, embora as forças navais norte-americanas ainda mantenham uma tonelagem maior em operação do que o rival asiático.


Leia Também: Irão? Trump decidirá se guerra termina "a bem ou a mal": "Em breve"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, usou hoje um evento com militares, a um mês das eleições intercalares, para voltar a reivindicar o sucesso da guerra contra o Irão, prometendo que "muito em breve" irá terminar, "a bem ou a mal".

"Estamos extremamente bem em relação à República Islâmica do Irão, muito bem. Não têm exército, está destruído", declarou Trump no início de um evento com militares no porto de Baltimore (Maryland), tendo como pano de fundo um navio de guerra.

"Eles eram os vilões, eram os assediadores do Médio Oriente e já não são assim tanto. Mas temos de terminar. É apenas uma questão de como: queremos fazer isto a bem ou a mal? E muito em breve saberão", acrescentou...