© Artur Widak/NurPhoto via Getty Images Por LUSA 13/09/2026
Segundo o jornal norte-americano, que cita responsáveis do Irão, uma fação iraniana mais conservadora está por trás do ataque a uma embarcação com bandeira do Qatar no Estreito de Ormuz, a 7 de julho, sem o conhecimento do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ou do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi.
O artigo, baseado em fontes anónimas, afirma que grande parte da liderança do país desconhecia que uma fação radical tinha decidido agir por conta própria, o que contribuiu para o colapso das negociações com a administração de Donald Trump, que reimpôs o bloqueio naval ao Irão a 14 de julho, após os ataques.
"Estes esforços clandestinos frustraram o ímpeto dos pragmáticos mais moderados no Irão para conseguir o fim das hostilidades com os Estados Unidos e a recuperação da debilitada economia do país", indica o texto, citado pela agência noticiosa espanhola EFE e que tem por base testemunhos de cinco altos funcionários iranianos e dois membros da Guarda Revolucionária.
O diário alega que os radicais tiveram sucesso, em parte, porque o novo Líder Supremo, o ayatollah Mojtaba Khamenei, a única figura com autoridade para resolver tais disputas, não aparece em público desde março.
A notícia surge no mesmo dia em que o Presidente Trump declarou que os Estados Unidos "sairão" do Irão "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo", depois de, no sábado, ter afirmado que a guerra terminaria após as eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro.
A atual fase do bloqueio dos EUA ao Irão começou a 14 de julho, a pedido de Trump, quando terminou o acordo de cessar-fogo que tinha assinado com a República Islâmica a 17 de junho em resposta aos persistentes ataques de Teerão a navios no Estreito de Ormuz.
Cerca de 20% dos hidrocarbonetos a nível mundial passavam pelo Estreito de Ormuz antes do início do conflito, no final de fevereiro, desencadeado por ataques israelo-americanos contra Teerão.
Na sequência disso, o Irão lançou ataques contra as ricas monarquias petrolíferas aliadas de Washington e reivindicou o controlo do estreito, levando os Estados Unidos a impor, em retaliação, um bloqueio dos portos iranianos.
Leia Também: Adiada reunião entre Irão e países do Golfo prevista para segunda-feira
Omã anunciou hoje o adiamento da reunião prevista para segunda-feira entre o Irão e os países do Golfo sobre o futuro do estreito de Ormuz, rota marítima estratégica há meses bloqueada devido à guerra entre Washington e Teerão.
"Foi decidido adiar para uma data posterior a reunião regional que deveria ter lugar na segunda-feira em Salalah, a fim de criar as condições propícias a um diálogo construtivo", anunciou a agência noticiosa oficial de Omã, a ONA...


Sem comentários:
Enviar um comentário