© Reuters Noticiasaominuto.com 13/09/2026
O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson admitiu, este domingo, desconhecer "que lógica distorcida" levou o presidente russo, Vladimir Putin, a atacar "uma locomotiva ucraniana parada na fronteira com a Polónia", tendo apelado ao governo do Reino Unido para que forneça à Ucrânia "as defesas nas áreas em que precisa". Já a companhia ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia esclareceu que, ao contrário do inicialmente avançado pela imprensa alemã, o ex-chefe do governo britânico e outros líderes europeus não foram retirados do comboio diplomático.
"Não sei que lógica distorcida levou Putin a fazer explodir esta manhã uma locomotiva ucraniana parada na fronteira com a Polónia. O que podemos afirmar com certeza é que este é o tipo de ataque aleatório e sem sentido que os ucranianos têm de suportar todos os dias - mesmo nas linhas ferroviárias civis. Até agora, Putin foi responsável pela morte de 1.700 funcionários da Ukrzaliznytsia. Eles e os seus passageiros são verdadeiros heróis", escreveu Boris Johnson, na rede social X (Twitter).
O antigo primeiro-ministro asseverou que "os ucranianos vão vencer - isso ficou claro nos últimos três dias passados no seu maravilhoso país", mas assinalou que será possível acabar "com esta guerra terrível muito mais depressa se todos levarmos isto a sério e lhes dermos o que precisam e merecem".
"Quando é que lhes vamos fornecer as defesas aéreas de que precisam? Porque é que não descongelamos o dinheiro de Putin e o entregamos à Ucrânia? Há mais de 140 mil milhões de euros numa conta bancária belga - e cerca de 10 mil milhões de libras em Londres. O Reino Unido poderia dar o exemplo", apelou.
Entretanto, a Ukrzaliznytsia forneceu alguns detalhes sobre o ataque em Yagodyn, que ocorreu depois de o comboio em que seguiam personalidades como Boris Johnson e o antigo primeiro-ministro da Suécia Carl Bildt ter partido. Saliente-se que o jornal alemão Der Spiegel noticiou que a locomotiva dos líderes internacionais também tinha sido evacuada, mas a informação foi desmentida.
"Pouco antes do ataque à locomotiva na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, na estação de Yagodyn, encontrava-se um comboio diplomático, a bordo do qual viajavam conselheiros de segurança de vários Estados-Membros da União Europeia e antigos líderes europeus, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Noutro comboio, que se encontrava na estação de Yagodyn precisamente no momento do ataque, estava o antigo diretor da CIA David Petraeus", indicou, na rede social Telegram.
O organismo especificou que "o drone que atacou a locomotiva na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia foi detetado por um controlador do Grupo Central de Monitorização, e o sinal para a evacuação do comboio foi dado 15 minutos antes do impacto". Contudo, a empresa considerou que "é bastante provável que o alvo deste drone russo pudesse ter sido também o comboio diplomático, que partiu da estação antes da hora prevista, no âmbito da revisão dos horários dos comboios em tempo real, devido à ameaça constante de ataques russos".
Também Bildt reagiu, tendo dado conta de que o comboio em que os líderes internacionais seguiam "recebeu apenas um aviso de evacuação, mas pôde prosseguir para Dorohusk".
"Este não era o nosso comboio, mas sim o que seguia logo a seguir ao nosso, junto à passagem fronteiriça polaca. Foi evacuado à medida que o drone russo se aproximava e ninguém ficou ferido. Um sistema de segurança muito bom. O nosso comboio recebeu apenas um aviso de evacuação, mas pôde prosseguir para Dorohusk. Os ataques russos contra a Ucrânia estão a intensificar-se", alertou, na rede social X.
De notar que o Ministério da Defesa russo anunciou ter atacado "infraestruturas ferroviárias" no oeste da Ucrânia utilizadas para "transportar carga militar" da Europa, após Varsóvia e Kyiv terem denunciado o ataque a um comboio de passageiros que circulava entre as duas capitais.
A Ukrzaliznytsia já tinha advertido que estava em curso um "ataque sistemático" à rede "em todo o país", depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter indicado que um drone russo tinha atingido "deliberadamente" um comboio perto da fronteira com a Polónia, sem causar vítimas.
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O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson seguia num comboio com outros líderes europeus, um dos quais um conselheiro próximo do chanceler alemão, Friedrich Merz, que recebeu um alerta de evacuação devido à detecção de um drone russo. Contudo, a locomotiva não chegou a ser evacuada, ao contrário da composição que estava atrás da sua.
Oex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson seguia num comboio que recebeu um alerta de evacuação, na fronteira da Ucrânia com a Polónia, devido à detecção de um drone russo, esta madrugada de domingo. No entanto, a locomotiva não chegou a ser evacuada, ao contrário da composição que estava atrás da sua, que foi atingida. Os ataques na zona começaram na noite de sábado e ter-se-ão prolongado já esta madrugada...


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