© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images LUSA 13/09/2026
"Continuaram os ataques contra a infraestrutura ferroviária nas regiões ocidentais da Ucrânia, que é utilizada para transportar carga militar dos países europeus", disse o Ministério da Defesa russo em comunicado.
A companhia ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia tinha alertado hoje que estava em curso um "ataque sistemático" à rede "em todo o país", após o Presidente, Volodymyr Zelensky, ter indicado que um drone russo tinha atingido um comboio perto da fronteira com a Polónia, sem causar vítimas.
Zelensky afirmou que Moscovo atingiu o comboio "deliberadamente".
A companhia ferroviária polaca PKP Intercity disse que o comboio, com 206 passageiros a bordo, fazia a ligação entre Kyiv e Varsóvia.
Segundo um comunicado da Ukrzaliznytsia, personalidades ocidentais conhecidas, como o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o antigo diretor da CIA David Petraeus, estavam numa estação ferroviária no oeste da Ucrânia "pouco antes" de a Rússia ter atingido um comboio na região.
"Pouco antes de a locomotiva ser atingida na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, um comboio diplomático estava na estação de Yahodyn", referiu o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
"Entre outros, estavam a bordo conselheiros de segurança de vários Estados-membros da UE e antigos líderes europeus, incluindo o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Noutro comboio que se encontrava na estação de Yagodyn na altura do ataque estava o antigo diretor da CIA David Petraeus", acrescentou.
Uma porta-voz do Ministério do Interior polaco disse também hoje à AFP que um drone russo atingiu um posto de abastecimento de combustível na Ucrânia, a dois quilómetros da fronteira com a Polónia.
"A aeronave não tripulada atingiu um posto de abastecimento de combustível na cidade de Yahodyn, a dois km da fronteira com a Polónia", disse Karolina Galecka, acrescentando que, após o ataque, "dois camiões" se incendiaram.
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O Governo da Polónia denunciou hoje a escalada da Rússia, na sequência dos ataques de drones em território ucraniano, junto da fronteira com a Polónia.
"Trata-se de uma escalada, é um novo e grande desafio para a Ucrânia e para as hipotéticas futuras vítimas da agressão russa", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, numa conferência de imprensa, em Kiev.
"Isso significa que devemos redobrar os esforços para apoiar as vítimas da agressão", acrescentou...


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