© Reuters Por LUSA 23/08/2026
O porta-voz do Ministério da Justiça iraquiano, Murad al Sadi, explicou, citado pela agencia Europa Press, que nenhum condenado à morte por terrorismo será incluído nestes procedimentos, que envolvem 61 países de todo o mundo.
"É necessário que os países assinem acordos bilaterais de repatriação", explicou o responsável à agência curdo-iraquiana Rudaw, para ativar um procedimento que, de qualquer forma, é imprescindível.
O responsável lembrou que "a pressão que estão a exercer nas prisões iraquianas é imensa", especialmente num momento em que o Governo enfrenta dificuldades para pagar os salários dos funcionários prisionais devido ao enorme impacto económico da guerra com o Irão.
A isto acresce o facto de o Iraque estar a ser alvo de críticas por parte de organizações internacionais especializadas na monitorização dos direitos humanos, como a Human Rights Watch (HRW), que denunciam julgamentos sumários, sem critérios éticos, nos tribunais iraquianos a alegados membros do Estado Islâmico, que, além disso, teriam confessado sob alegadas torturas.
Em termos gerais, trata-se de 5.704 alegados membros do Estado Islâmico, de 61 nacionalidades. A maioria é síria, mas há também marroquinos, turcos, tunisinos e até norte-americanos, canadianos e russos.
Quando os procedimentos preliminares terminarem, os repatriados serão transferidos temporariamente para a grande prisão de Karj, em Bagdade, na sua última paragem antes de deixarem o país.

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