quinta-feira, 23 de julho de 2026

Israel ameaça Irão com "golpe devastador" em caso de ataque... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, garantiu hoje que o seu país está a preparar-se para "qualquer eventualidade" e avisou que o Irão sofrerá "um golpe devastador" caso lance um ataque contra o território israelita.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images   Por LUSA  23/07/2026 

"Estamos a preparar-nos para qualquer eventualidade. Se o Irão atacar Israel, sofrerá um golpe devastador", frisou Katz durante uma reunião de segurança, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa de Israel.

A reunião contou ainda com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército israelita, Eyal Zamir, do diretor-geral do Ministério da Defesa, Amir Baram, do comandante da Força Aérea e de autoridades dos Serviços de Informações e do Comando da Defesa Civil, a unidade militar responsável pela proteção da população civil.

As declarações do ministro surgem num momento de crescente tensão na região.

Já o Presidente norte-americano, Donald Trump, destacou hoje que está a considerar lançar um "ataque em massa" contra o Irão, de maior escala do que a operação de 40 dias iniciada a 28 de fevereiro em conjunto com Israel, embora tenha esclarecido que ainda não tomou uma decisão final.

Trump referiu que Washington está preparado para agir e manifestou a sua confiança de que Israel "juntaria em dois minutos" se lhe fosse pedido, embora tenha mantido que os Estados Unidos têm capacidade para agir de forma independente.

No mês passado, Washington e Teerão assinaram um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo, desbloquear o estreito de Ormuz e permitir tempo para negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas a trégua falhou e os dois países têm trocado ofensivas nas últimas duas semanas.

Em retaliação aos mais recentes ataques norte-americanos, Teerão tem atacado países aliados dos Estados Unidos na região, como é o caso do Kuwait, Bahrein e Jordânia.


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O Kuwait anunciou hoje estar a enfrentar um novo ataques de mísseis e drones iranianos, após o toque de sirenes de alerta aéreo em todo o país do Golfo.

Trump condiciona acordo nuclear com Arábia Saudita a relações com Israel... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou hoje o acordo com a Arábia Saudita para o desenvolvimento de um programa nuclear civil à normalização das relações diplomáticas com Israel.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA  23/07/2026 

Numa publicação na rede Truth Social, Trump garantiu que o entendimento não permitirá o enriquecimento de urânio por parte da Arábia Saudita.

"O acordo será aprovado, mas está totalmente condicionado à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão", escreveu o Presidente norte-americano, acrescentando que "os Estados Unidos não se opõem às instalações nucleares civis (não enriquecidas)".

As declarações surgem numa altura em que especialistas em não proliferação nuclear têm manifestado preocupação com o acordo, alertando para a ausência de mecanismos de salvaguarda que impeçam qualquer enriquecimento de urânio suscetível de ser utilizado para fins militares.

Trump tem procurado alargar os Acordos de Abraão, lançados em 2020 durante o seu primeiro mandato, que estabeleceram relações diplomáticas entre Israel e vários países árabes, considerando a eventual adesão da Arábia Saudita como um dos principais objetivos da sua política para o Médio Oriente.


BRASIL: Quatro mulheres mortas por dia no Brasil em 2025, diz relatório... O Brasil registou 1.571 vítimas de feminicídio - quatro mulheres mortas por dia - em 2025, um aumento de 4% em relação ao ano anterior, apontam os novos dados divulgados pelo "20.º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026".

© Lusa   23/07/2026 

Os números agora divulgados representam quatro mulheres mortas por dia, o valor mais elevado desde a criação deste tipo penal, em 2015, conforme a série histórica contabilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Este resultado marca ainda o quarto ano seguido de recordes nos assassinatos motivados por género, consolidando uma tendência de crescimento iniciada na última década em todo o território nacional.

Enquanto os homicídios gerais caíram 10%, a violência letal específica contra a mulher seguiu a tendência oposta, revelando que a redução da criminalidade não beneficia igualmente todos os grupos sociais, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No perfil das vítimas detalhado pelo relatório, as mulheres negras permanecem como o alvo principal, representando 65,1% das ocorrências de feminicídio confirmadas pelas autoridades policiais no último ano.

Quase dois terços dos assassinatos ocorreram no ambiente doméstico, sendo que 79,8% dos autores identificados eram parceiros ou ex-companheiros das vítimas, o que reforça o caráter relacional e privado dessa modalidade extrema de violência.

Além dos casos consumados, o Brasil registou 4.189 tentativas de feminicídio em 2025, um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior.

"Em outras palavras, para cada feminicídio consumado registado no país houve quase três tentativas. (...) As mulheres que hoje figuram nessa estatística podem representar, amanhã, parte das vítimas de feminicídio consumado", destaca, no relatório, a organização não-governamental.

O incumprimento de medidas protetoras também cresceu 16,7%, somando 132.025 registos que funcionam como sinais claros de alarme antes da morte, mas que muitas vezes não recebem o tratamento adequado das instituições do Estado brasileiro, acrescenta.

Segundo o estudo, o Amapá teve o maior crescimento, com um aumento de 347,7%, enquanto o Acre registou o índice mais elevado do país, com 3,2 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres brasileiras.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública sustenta que apenas medidas repressivas são insuficientes, sendo urgente uma agenda baseada em prevenção, educação e transformação de normas sociais para interromper o ciclo de abusos contra as mulheres.


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As polícias brasileiras mataram 6.602 pessoas em 2025, registando 18 óbitos diários e o maior número absoluto da série histórica, segundo o novo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


CEDEAO VAI ENTREGAR NOVO COMPLEXO DE MATERNIDADE E PEDIATRIA PARA REFORÇAR OS CUIDADOS DE SAÚDE NA GUINÉ-BISSAU

Por  Ecowas - Cedeao 

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através do seu Fundo Regional para a Estabilização e o Desenvolvimento (FRSD), procederá oficialmente à entrega de um novo Complexo de Maternidade e Pediatria ao Hospital Regional de Bafatá, na Guiné-Bissau, no dia 6 de agosto de 2026.

 Este investimento reflete o compromisso contínuo da CEDEAO com a melhoria do acesso a serviços de saúde materna e infantil de qualidade, bem como com o reforço de sistemas de saúde resilientes, inclusivos e sustentáveis em toda a região.

Financiado pelo Fundo Regional da CEDEAO para a Estabilização e o Desenvolvimento (FRSD), com um investimento de 638 538,05 dólares americanos, o projeto integra um programa mais amplo de Investimento Direto da CEDEAO na Guiné-Bissau, avaliado em 1,8 milhões de dólares americanos. Implementada com o apoio do Governo da Alemanha e de parceiros nacionais, esta iniciativa contribui para o desenvolvimento sustentável através da expansão do acesso aos serviços sociais essenciais e da melhoria das condições de vida e do bem-estar das comunidades. 

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA A CAMINHO DE LISBOA PARA TRATAMENTO MÉDICO APÓS LIBERDADE CONCEDIDA PELO TRIBUNAL MILITAR

Por  Rádio Sol Mansi  23.07.2026 

O Tribunal Regional Militar, através do Juíz de Instrução Criminal, decidiu suspender por três meses a medida de coação de prisão preventiva aplicada ao suspeito Domingos Simões Pereira, no âmbito do Processo n.º 1/2025.

Segundo uma fonte bem próxima dos advogados, o lider do parlamento guineense deslocou-se esta tarde com a esposa para tratamento médico em Portugal.

A decisão surge após um pedido apresentado pela defesa e recebeu parecer favorável da Promotoria de Justiça Militar. Segundo o despacho judicial, um relatório médico emitido pelo Hospital Principal Militar de Bissau concluiu que o estado de saúde do suspeito não pode ser tratado na Guiné-Bissau, sendo considerado "absolutamente indispensável" o tratamento médico em Portugal.

O documento  consultado pela Rádio Sol Mansi destaca que a decisão baseia-se no artigo 164.º do Código de Processo Penal (CPP).

No final dos três meses, o Tribunal voltará a analisar a sua situação processual.

O despacho determina ainda a comunicação da decisão ao Ministério do Interior e da Ordem Pública e o envio do processo à Promotoria de Justiça Militar.

A decisão impõe ainda uma condição considerada central: durante o tratamento e enquanto durar a suspensão, Domingos Simões Pereira não poderá exercer qualquer atividade de natureza político-partidária, sob pena de eventual reapreciação da medida aplicada.



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O governo português confirmou hoje que Portugal vai acolher "por razões médicas e humanitárias" o opositor guineense Domingos Simões Pereira, que saiu hoje da cadeia, onde se encontrava em prisão preventiva.

Da FIFA à ONU: Trump quer Infantino a suceder a Guterres. Mas é possível?... O presidente dos EUA, Donald Trump, quererá apoiar o atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa eventual corrida à liderança na ONU, tendo dito que este tem uma "habilidade especial para unir as pessoas". Mas o que é preciso até lá?

© Catherine Ivill - AMA/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  23/07/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, caminharam, ainda esta semana, lado a lado no estádio onde Espanha se sagrou campeã do Mundial2026. Mas, de acordo com o que a publicação The New York Post revelou, esta pode ser uma amizade que ainda tem outra direção para onde pode ir - já que Trump quererá apoiar Infantino para suceder a António Guterres no cargo lugar de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas é possível?

Segundo a publicação norte-americana, que cita fontes não identificadas, Trump considera que Infantino, de 56 anos, é uma figura "respeitada internacionalmente" e com capacidade para unir diferentes setores, avaliação que resulta em parte da relação estreita desenvolvida entre ambos durante a organização do Mundial de 2026.

Mas, apesar da sua "habilidade especial para unir as pessoas", tal como explicaram as fontes ouvidas, o caminho para Infantino estar à frente da organização - se é que quer - não é assim tão fácil.

Infantino na ONU: Possível? Como?

Note-se que para ser eleito, um secretário-geral da organização precisa do apoio do Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros. Entre estes, há ainda cinco membros permanentes, que detêm o poder de veto - EUA, China, Rússia, França e Reino Unido. Depois, segue-se a confirmação por parte da Assembleia Geral.

Significa isto que as reuniões à porta fechada acontecem até chegar-se a uma escolha, com qualquer um dos cinco países permanentes citados acima a poder excluir candidaturas.

Escolhido um nome, o próximo passo é levá-lo a votação na Assembleia-Geral da ONU, que poderá votar contra o candidato recomendando. A Euronews aponta, no entanto, que isso nunca aconteceu.

Para concorrer ao cargo um candidato tem de ser indicado por um país-membro da organização.

Já há nomes (e reuniões)

Após dez anos no lugar, com uma reeleição pelo meio, Guterres vai deixar de estar à frente da ONU no final de dezembro, com o novo ou nova líder a assumir o lugar a 1 de janeiro de 2027. Para isso, já há nomes em cima da mesa, num processo que começa esta quinta-feira, com o primeiro debate com os já seis candidatos a acontecer.

O debate dura 1h30 e começa às 17 horas de Nova Iorque (22 horas de Portugal continental), com os seis nomes a serem: Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan Mayufis, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall.

Já amanhã, sexta-feira, assim como a 30 de julho, o Conselho de Segurança vai realizar consultas com os "15 países-membros numa eleição simulada entre os seis candidatos", escreve a ONU News.

Os nomes serão submetidos a todos os 15 representes dos países e estes respondem com uma das três opções: "encorajo", "não encorajo" e "nenhuma opinião".

Após essa consulta, a campanha segue até outubro, quando um nome deverá ser recomendado pelo Conselho de Segurança.

A ligação entre Trump e Infantino intensificou-se durante o Mundial de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, com várias aparições juntos em eventos ligados ao torneio.

Em dezembro, o presidente norte-americano recebeu o primeiro Prémio da Paz da FIFA, atribuído pelo organismo dirigido pelo dirigente suíço.

A polémica que coloca a FIFA e Trump no mesmo relvado adensou-se este mês, quando a organização de futebol decidiu reverter o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, permitindo que o jogador dos Estados Unidos disputasse os oitavos de final do Campeonato do Mundo. A decisão da FIFA surgiu após Donald Trump ter telefonado diretamente para Infantino para que a expulsão fosse reavaliada. 

Esta quinta-feira, a Federação Norueguesa de Futebol confirmou que ia apresentar uma queixa no Comité de Ética da FIFA, exigindo que o presidente da organização seja investigado no caso.

Trump elogia PR da Nigéria por combater violência contra cristãos... O Presidente norte-americano elogiou o homólogo nigeriano pela sua liderança na luta contra o terrorismo e face à violência contra cristãos, num gesto de aproximação após as críticas de Washington ao país africano em 2025.

© Andrew Harnik/Getty Images    Por LUSA   23/07/2026 

Numa carta datada de 06 de julho e divulgada agora pela Presidência da Nigéria, Donald Trump agradeceu a Bola Ahmed Tinubu pela sua "determinação em enfrentar os problemas que afetam a nação, especialmente a violência contra as comunidades cristãs.

"É uma verdadeira honra estar ao seu lado na luta contra os terroristas e tornar a (...) Nigéria mais forte e próspera", acrescentou.

Segundo Trump, a relação entre os EUA e a Nigéria "é crucial num momento em que o conflito se espalhou pela África Ocidental e por outras partes do mundo".

"Ambos partilhamos o objetivo comum de combater o terrorismo em todas as suas formas", sublinhou, mostrando-se "orgulhoso" por ter destacado efetivos militares no país africano.

Por seu lado, a Presidência nigeriana salientou que as relações bilaterais melhoraram nos últimos meses, com ambos os países a trabalharem em estreita colaboração em áreas-chave, especialmente no que diz respeito aos desafios de segurança que afetam várias regiões da Nigéria.

Além disso, recordou que Trump e Tinubu acordaram, em novembro, criar um grupo de trabalho conjunto liderado pelos respetivos conselheiros de segurança nacional, com o objetivo de promover a formação, o intercâmbio de informações e as operações antiterroristas conjuntas.

A carta marca uma mudança de tom em relação às tensões registadas em novembro de 2025, quando Trump acusou o Governo nigeriano de permitir um alegado massacre de cristãos e ameaçou com uma possível intervenção militar, enquanto o país africano negou que essa fosse a realidade no terreno.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, uma onda de violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento da sua fação dissidente, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).

Além disso, no noroeste do país, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado ao Estado Islâmico -- Província do Sahel (ISSP), também tem vindo a cometer atentados nos estados de Kebbi e Sokoto há já alguns anos.

Os combates contra esses grupos intensificaram-se desde que os EUA realizaram, em conjunto com as forças nigerianas, uma série de ataques aéreos no final de dezembro contra grupos extremistas no noroeste do país.


Doze figuras do futebol palestiniano mortas em Gaza eram de grupo armado... O exército israelita afirmou hoje que 12 figuras do futebol palestiniano que matou durante a guerra em Gaza faziam parte de grupos armados, alegações rejeitadas por um responsável da Associação Palestina de Futebol.

© Mohammad Farid Mahmoud Abdullah/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  23/07/2026 

Num comunicado, o exército israelita explicou que decidiu divulgar os nomes dessas pessoas em causa para refutar o que qualificou de "acusação falsa" segundo a qual Israel teria deliberadamente como alvo personalidades do futebol da faixa de Gaza.

"O exército israelita revela agora a identidade de jogadores de futebol, árbitros e treinadores palestinianos que eram apresentados como desportistas e civis inocentes, mas que, na realidade, atuavam como terroristas nos ramos militares do Hamas e do Jihad Islâmico", afirma o exército.

Segundo a mesma fonte, várias pessoas mencionadas ocupavam cargos de comando nos grupos armados, enquanto outras eram combatentes.

Entre as pessoas nomeadas, estavam Mohammed Sami Mohammed Khattab, um árbitro assistente da FIFA que o exército apresenta como membro do Jihad Islâmico.

Além disso, o exército israelita acusa pelo menos dois destes 12 homens de terem participado nos ataques conduzidos pelo Hamas contra Israel a 07 de outubro de 2023, que desencadearam uma guerra devastadora na Faixa de Gaza.

A Associação Palestina de Futebol rejeitou firmemente estas acusações. "Israel tenta encobrir os seus crimes de matar jogadores, treinadores, árbitros e responsáveis de clubes de futebol com falsas acusações", afirmou um responsável sob anonimato por razões de segurança.

"A maioria das pessoas cujos nomes são mencionados no comunicado foram mortas durante bombardeamentos e ataques israelitas às suas casas ou tendas, algumas com as suas famílias", acrescentou.

A agência de notícias francesa AFP não conseguiu verificar de forma independente as acusações do exército, e nem o Hamas, nem o Jihad Islâmico reagiram de imediato.

Ao longo da guerra, as autoridades palestinianas de futebol têm acusado Israel de matar jogadores e de danificar as infraestruturas desportivas em Gaza.

Israel, por sua vez, afirma visar exclusivamente combatentes e infraestruturas militares, ao mesmo tempo que acusa o Hamas e outros grupos armados de operarem em áreas civis.


Leia Também: Novo líder do Hamas exige fim das operações de Israel em Gaza

O novo líder do Hamas afirmou hoje que a prioridade do movimento palestiniano é alcançar o fim total das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e a retirada das tropas israelitas do enclave.

EUA: Câmara dos Representantes aprova 83,3 mil miljhões para guerra com Irão... A Câmara dos Representantes norte-americana aprovou na quarta-feira uma proposta orçamental republicana de 95 mil milhões de dólares (83,3 mil milhões de euros), para financiar a guerra com o Irão e outras prioridades da Casa Branca, com oposição nos dois partidos.

© R. Krubner/ClassicStock/Getty Images    Por LUSA   23/07/2026 

Com o aproximar das eleições intercalares de novembro, os congressistas republicanos mostraram-se divididos em relação ao plano, por não prever cortes orçamentais compensatórios. A proposta foi aprovada com 216 votos a favor (214 contra, incluindo de todos os democratas).

"Só balas e bombas para terminar o trabalho" no Médio Oriente, disse o deputado Jodey Arrington, republicano do Texas e presidente da Comissão de Orçamento.

Os democratas argumentaram que o dinheiro deveria ser gasto internamente, particularmente na redução do custo de vida dos norte-americanos.

O pacote destina 60 mil milhões de dólares ao Pentágono e 13 mil milhões de dólares a outras necessidades de segurança nacional, e ainda 12 mil milhões de dólares aos agricultores que enfrentam dificuldades devido às tarifas de Trump e 10 mil milhões de dólares a alterações na legislação eleitoral, outra prioridade da Casa Branca.

O Congresso tem sido incapaz de impedir os ataques militares ordenados por Trump, sem ter autorizado o uso da força militar, e mostra-se dividido sobre ter de aprovar despesas de milhares de milhões de dólares para os pagar.

A maioria dos norte-americanos desaprova a estratégia de Trump para o Irão, de acordo com uma sondagem recente da AP-NORC.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, disse aos senadores numa audiência acesa esta semana que o Pentágono está com falta de fundos, apesar de a grande lei orçamental do ano passado lhe ter destinado uma enorme verba única de 150 mil milhões de dólares.

A estratégia do presidente da Câmara, Mike Johnson, enfrenta incertezas no Senado. O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, não se comprometeu com o pacote da Câmara, que também divide a sua própria maioria republicana.

Alguns senadores republicanos preferem mais verbas para as Forças Armadas, enquanto outros exigem que os custos sejam compensados ​​com cortes noutras áreas.

Os republicanos estão a contar com o processo de reconciliação orçamental, que permite a aprovação por maioria simples no Congresso, contornando a possibilidade de o Senado obstruir a medida para a atrasar ou impedir.

O processo de reconciliação, outrora raro, é agora a estratégia preferida de Johnson para aprovar propostas no Congresso.

Foi assim que os republicanos aprovaram no verão passado o projeto de lei de Trump sobre grandes cortes de impostos e despesas e este ano financiaram o Departamento de Segurança Interna, apesar da oposição dos democratas à agenda de Trump de deportações em massa.


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O secretário da Defesa dos EUA estimou hoje que a guerra no Irão custará aos Estados Unidos 37,5 mil milhões de dólares até ao final de setembro, um aumento de quase 30% em comparação com a estimativa anterior.


Sede da ONU acolhe primeiro debate com candidatos a líder da organização BR... Como ocorreu na última campanha para secretário-geral, aspirantes se encontram no hall da Assembleia Geral, em Nova Iorque; quatro mulheres e um homem da América Latina e Caribe disputam vaga ao lado de um candidato da África.

Naçoes Unidas Seis candidatos nomeados como próximo Secretário-Geral da ONU ; Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica), Carolyn Rodrigues Birkett (Guiana) e Macky Sall (Senegal).   Por  ONU  23 Julho 2026 

O primeiro debate com os seis candidatos a secretário-geral das Nações Unidas ocorre nesta quinta-feira, no hall da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

A presidente da Casa, Annalena Baerbock, anunciou o evento aos países-membros da organização em uma carta, divulgada em 13 de julho. 

Debate é transmitido ao vivo pela TV ONU

O debate com duração de 90 minutos começa às 17h, horário de Nova Iorque, será transmitido ao vivo pela TV Bloomberg e pelo serviço de webcast da TV ONU.

A Assembleia Geral informou que os seis candidatos: Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall estarão presentes.

A candidata Bachelet, do Chile, é apoiada por Brasil e México. Espinosa, do Equador, foi indicada por Antigua e Barbuda. Já Grossi é o candidato da Argentina e Grynspan, a da Costa Rica. Rodrigues-Birkett é da Guiana e Macky Sall, que é do Senegal, foi indicado pelo Burundi. 

ONU/Manuel Elias António Guterres é o atual secretário-geral das Nações Unidas.

Sociedade civil e seis línguas oficiais

Para se apresentar ao posto, cada candidato precisa ser indicado por um país-membro da ONU.

O evento é aberto ainda à participação de representantes da sociedade civil e de funcionários da ONU.

A Assembleia Geral também oferece interpretação simultânea nas seis línguas oficiais: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.

Para assistir ao debate acesse o webcast da ONU.

Conselho de Segurança realizará consultas 

Em 24 de julho e 30 de julho, será a vez do Conselho de Segurança realizar consultas com os 15 países-membros numa eleição simulada entre os seis candidatos.

Ali, numa eleição secreta, os nomes são submetidos a todos os 15 integrantes do Conselho que respondem com uma das três opções: “encorajo”, “não encorajo” e “nenhuma opinião”.

Após essas consultas, a campanha segue até outubro, pelo calendário usual, quando um nome deve ser recomendado pelo Conselho de Segurança à Assembleia Geral para escolha do novo secretário-geral.

O substituto de António Guterres deve assumir o cargo com um mandato de cinco anos em 1º de janeiro de 2027.

Para saber mais sobre cada candidato, suas visões para o posto e informações sobre financiamento da campanha, acesse a página da ONU em inglês.

Chefes da diplomacia norte-americana e russa discutem guerra na Ucrânia... Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Rússia, Marco Rubio e Sergei Lavrov, respetivamente, reuniram-se hoje em Manila para discutir a guerra na Ucrânia e possíveis formas de pôr fim ao conflito.

© Brendan SMIALOWSKI / POOL / AFP via Getty Images     Por LUSA  23/07/2026 

"O encontro entre Lavrov e Rubio começou em Manila", anunciou o ministério russo dos Negócios Estrangeiros numa mensagens no canal Telegram, acompanhada de um vídeo da chegada do representante de Moscovo à sala onde decorreu a reunião, realizada à margem do encontro de chefes da diplomacia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte‑americano afirmou que a guerra na Ucrânia "dificultou em muitos aspetos a capacidade da Rússia e dos Estados Unidos para encontrar pontos em comum", embora não tenha excluído procurar "outras áreas de possível cooperação".

"Somos os dois países com maior arsenal nuclear do planeta. Não falar seria imprudente e irresponsável. Temos de manter uma relação com o Governo russo, mesmo havendo áreas de desacordo, e no caso da Ucrânia talvez haja uma oportunidade, se pudermos desempenhar um papel construtivo, para pôr fim ao conflito", sublinhou Rubio perante os jornalistas.

Lavrov assegurou também na quarta‑feira que Moscovo considera que, "por enquanto", os EUA não abandonaram as propostas apresentadas na cimeira de agosto de 2025, no Alasca, onde se reuniram os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump.

Embora essas propostas não sejam públicas, a imprensa ocidental informou na altura que Trump se mostrou disposto a aceitar que a Rússia ficasse com toda a província ucraniana do Donbass, desde que cessasse os combates na Ucrânia.

Nos últimos meses, Rubio tem sido mais crítico da campanha militar russa, classificando‑a como um "fracasso estratégico" e afirmando que Moscovo não tem hipóteses de vencer a guerra, declarações que desagradaram a Lavrov.

As negociações de paz entre Moscovo e Kiev, com mediação de Washington, estão bloqueadas desde fevereiro, quando os EUA lançaram a sua ofensiva contra o Irão. Desde então, os ucranianos intensificaram ataques contra a retaguarda russa, levando Moscovo a aumentar os bombardeamentos sobre Kiev e o porto de Odessa, no Mar Negro.

Rubio reiterou esta quarta‑feira o desejo de que a guerra, iniciada em fevereiro de 2022, termine e voltou a apresentar‑se como mediador entre as partes.

"Os Estados Unidos continuam abertos e dispostos a desempenhar um papel construtivo para pôr fim a esta guerra (...), acreditamos que neste momento, e penso que os russos concordariam, provavelmente somos o único país do mundo capaz de desempenhar esse papel", afirmou o chefe da diplomacia norte‑americana.


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A delegação da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu que visitou esta semana a China acusou hoje Pequim de recusar assumir responsabilidades pela guerra na Ucrânia e defendeu que pressione Moscovo para normalizar relações com a União Europeia.

EUA iniciam 12ª vaga de ataques aéreos desde o fim do cessar-fogo... O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 12ª. desde o fim do cessar-fogo provisório.

© Getty Images/Jalaa MAREY / AFP     Por LUSA   23/07/2026 

O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 22h30 de Portugal continental, por ordem do Presidente, visando alvos militares iranianos para "degradar a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelas águas regionais".

Não houve qualquer reação imediata do Irão relativamente a eventuais vítimas ou danos causados pelos ataques.

Na 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos norte-americanos contra o Irão foram visados, segundo o Pentágono (Departamento de Defesa), hangares de aeronaves e depósitos de drones.

Em resposta, o Irão lançou mísseis contra a cidade de Aqaba, na Jordânia, junto à fronteira com Israel.

A Guarda Revolucionária iraniana garantiu que continuará os ataques de retaliação, enquanto o Governo de Teerão mantém a disputa em torno do estreito de Ormuz, por onde, em tempos de paz, transita cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados a nível mundial.

Entretanto, o porta-voz do Ministério do Interior iraniano, Ali Zeinivand, afirmou que "a diplomacia não foi suspensa" e que continuam a ser trocadas mensagens entre as partes, apesar da escalada militar.

Também hoje, o Presidente Donald Trump ameaçou destruir infraestruturas civis iranianas sempre que Teerão atacar navios no estreito de Ormuz, numa altura em que prosseguem os confrontos entre os dois países.

"A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, seja com um míssil, um 'rocket', um drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica", escreveu Trump na rede social Truth Social.

As Forças Armadas do Kuwait anunciaram esta noite que estavam a intercetar "drones hostis".

"Quaisquer explosões que possam ser ouvidas são o resultado da interceção de projéteis hostis pelos sistemas de defesa aérea", adiantaram no X.


Leia Também: Trump presta homenagem aos quatro soldados mortos na Jordânia e Iraque

O Presidente norte-americano, Donald Trump, recebeu quarta-feira numa cerimónia solene os corpos de quatro soldados norte-americanos mortos em ataques iranianos na Jordânia e no Iraque na semana passada, as primeiras baixas desde o fim do cessar-fogo, há duas semanas.



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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) garantiu hoje que mais de 900 navios comerciais atravessaram o estreito de Ormuz desde o início de maio, graças ao apoio das Forças Armadas americanas destacadas na região, apesar das ameaças iranianas.

EUA investigam se Rússia ajudou o Irã a atacar alvos da inteligência americana, diz agência... Analistas apuram se Moscou forneceu informações de mira, tecnologia para drones ou ajudou a escolher alvos. Ataques atingiram instalações da CIA na Arábia Saudita e no Iraque.

Por g1.globo.com 22/07/2026 

Ataques de drones iranianos contra instalações da CIA no Oriente Médio levaram analistas de inteligência dos Estados Unidos a investigar se a Rússia ajudou o Irã ao fornecer informações de mira ou tecnologia avançada para drones.

As informações foram divulgadas pela agência Reuters, nesta quarta-feira (22), com base nos relatos de quatro pessoas com conhecimento da inteligência americana.

Essas pessoas, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos de segurança nacional, disseram que autoridades de inteligência dos EUA ainda não chegaram a conclusões definitivas sobre um possível envolvimento russo nos ataques às instalações da CIA.

No entanto, citaram a eficácia e a aparente precisão dos ataques, além do apoio técnico mais amplo da Rússia ao Irã, como possíveis indícios.

As preocupações de que a Rússia possa estar fornecendo dados de mira ao Irã aumentaram neste fim de semana após ataques contra uma base aérea americana na Jordânia, onde o Irã atingiu alojamentos militares com mísseis balísticos, matando dois soldados.

A Reuters e outros veículos já informaram — e autoridades americanas reconheceram — que a Rússia forneceu informações de mira e outro tipo de apoio ao Irã em ataques contra alvos dos EUA na região do Golfo de forma geral.

Mas a investigação da comunidade de inteligência sobre um possível papel russo especificamente nos ataques contra instalações da CIA não havia sido divulgada anteriormente.

  • Pelo menos duas instalações da CIA foram atingidas em março, segundo reportagens da Reuters e de outros veículos.
  • Uma delas era a estação da CIA na Arábia Saudita, localizada dentro da embaixada dos EUA em Riad, e outra ficava no leste do Iraque.
  • Algumas das fontes disseram que outras instalações da agência também foram atingidas, mas não deram detalhes.

A Casa Branca encaminhou um pedido de comentário à CIA, que se recusou a comentar.

A missão do Irã na ONU, o Ministério da Defesa da Rússia e o governo da Arábia Saudita não responderam aos pedidos de comentário.

Instalações secretas

As instalações da CIA no exterior incluem os principais escritórios da agência em cada país, tradicionalmente localizados dentro de embaixadas e conhecidos como "estações".

Além disso, a CIA mantém escritórios, casas seguras, centros logísticos e outras instalações usadas para vigilância e operações. A localização desses locais é mantida sob rígido sigilo.

  • Duas autoridades ocidentais na região disseram que a Rússia ajudou o Irã a melhorar a capacidade dos drones Shahed de atingir alvos.
  • Elas afirmaram ainda que analistas suspeitam que essas versões foram usadas no ataque em Riad.

Segundo outra fonte, a Rússia ajudou Teerã a aumentar a precisão dos drones Shahed-136 ao fornecer o sistema de navegação por satélite Kometa-M, que especialistas consideram muito mais preciso e mais difícil de ser bloqueado do que o sistema desenvolvido pelo próprio Irã.

O Wall Street Journal informou pela primeira vez, em março, que a Rússia forneceu o Kometa-M ao Irã. O Kremlin negou a reportagem, classificando-a como "fake news".

As fontes se recusaram a informar o número exato ou a localização das instalações da CIA atingidas pelos drones iranianos. Uma delas afirmou que foram "mais de uma e menos de uma dúzia". Outra disse que várias instalações foram atingidas.

Rússia ajudou a escolher os alvos

Shahed-136 tem uma pequena envergadura e é difícil de ser detectado por radares — Foto: Reuters

Um memorando interno de uma agência de inteligência ocidental, descrito por uma autoridade da região com acesso ao documento, concluiu que a Rússia provavelmente teve participação na definição dos alvos das instalações regionais da CIA.

A autoridade falou sob condição de que a autoria exata do documento não fosse revelada.

  • Duas autoridades ocidentais disseram que analistas acreditam que o ataque na Arábia Saudita envolveu duas versões dos drones iranianos Shahed aprimoradas pela Rússia.
  • Segundo essas autoridades, um dos drones abriu um buraco em uma parte vulnerável da estrutura externa da embaixada, enquanto o segundo atravessou a abertura e explodiu.
  • Não houve mortos nem feridos.

Embora a assistência russa ao Irã seja antiga, dada a proximidade entre os dois países, o direcionamento específico contra instalações sensíveis da CIA indicaria que Moscou está disposta a ir além para prejudicar operações americanas, enquanto Washington tenta encerrar a guerra envolvendo o Irã.

Dados de mira russos?

Analistas de inteligência dos EUA investigam se o Irã utilizou informações de mira fornecidas pela Rússia no ataque contra a embaixada, disseram as fontes.

Ainda assim, permanecem dúvidas. Algumas das fontes alertaram que o Irã poderia estar mirando a embaixada dos EUA de forma geral e, por acaso, ter atingido a estação da CIA.

Segundo as fontes, alguns analistas concluíram que poucos países, além da Rússia, teriam capacidade de obter esse tipo de informação de inteligência altamente sensível e interesse em transformá-la em arma contra os Estados Unidos.

Daniel Hoffman, ex-chefe de estação da CIA e ex-oficial de operações clandestinas, disse que não seria surpreendente que Moscou ajudasse Teerã a escolher como alvo instalações da CIA, dada a estreita parceria estratégica entre os dois países.

"Eles compartilham o interesse de tentar reduzir ou eliminar totalmente a influência dos Estados Unidos nas áreas que consideram suas próprias esferas de influência", afirmou.


Leia Também:  Irão vai "pagar um preço muito elevado" pela morte de militares dos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que o Irão "vai pagar generosamente" pela morte de militares dos Estados Unidos em ataques atribuídos a Teerão e reconheceu o impacto negativo do conflito no preço dos combustíveis.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Trump: EUA vão bombardear "uma ponte ou central" por cada ataque em Ormuz... A tensão e troca de ameaças entre o Irão e os Estados Unidos continua a aumentar, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a ameaçar atacar "uma ponte ou central elétrica" por cada ataque que Teerão levar a cabo no Estreito de Ormuz.

© Fox News  Por Notícias ao Minuto com Lusa  22/07/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a partir desta quarta-feira Washington vai atacar uma ponte ou central elétrica no Irão por cada ataque que Teerão levar a cabo no Estreito de Ormuz.

"Daqui em diante, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no Estreito de Ormuz - seja com míssil, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma -, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU CENTRAL ELÉTRICA, incluindo aquelas localizadas nas proximidades ou dentro da capital, Teerão", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

Ainda hoje, o Irão ameaçou atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.

As considerações foram feitas pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, comando conjunto das Forças Armadas iranianas, que condenou as ameaças dos Estados Unidos sobre ataques a "instalações nucleares e outros locais sensíveis" da República Islâmica, afirmando que as operações norte-americanas seriam encaradas como uma expansão da guerra na região.

Já antes, Donald Trump tinha anunciado que "muito em breve e com grande força", iria atacar o "Mountain Pickaxe", um complexo subterrâneo que Washington afirma estar ligado ao programa nuclear do Irão.

A instalação está situada numa zona montanhosa, o que dificulta a eventual destruição através de ataques convencionais e levanta questões sobre as capacidades necessárias para atingir às estruturas subterrâneas.

Esta é uma altura de grande tensão entre o conflito entre os dois países, já que, após meses e uma perspectiva de paz, os ataques voltaram em força mais recente. Hoje, os EUA concluíram 11 noites consecutivas de bombardeamentos contra o território do Irão, particularmente no sul do país.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em várias nações do Médio Oriente, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.

JULGAMENTO DE ALEGADO DESVIO DE FUNDOS NO INSS ENTRA NA FASE DE DECISÃO

Por  Rádio Sol Mansi  22. 07. 2026 

Iniciou-se hoje julgamento do caso de desvio de fundos do Instituto Nacional de Segurança Social.

Dois funcionários do INSS, designadamente responsável de controlo e introducão dos dados do contribuintes e assistente informático, acusados dos crimes de peculato e asssociação criminosa.

Os dois suspeitos estão a ser acusados de colocar pensonistas fantasmas (pessoas que nunca descontarem, mas recebem pensão), estes pensionistas fantasmas  que depois de terem recebido as pensões repartem estes valores com os funcionários suspeitos  no sistema do Instituto Nacional da Segurança Social a receber pensão no valor de que varia de 40.000 fcfa a 500.000 fcfa.

No julgamento na presença dos colegas de serviço os dois suspeitos mostra que estão arrependido do que ter feito. Os dois foram acusados de colocar varias pessoas no sistema do Instituto Nacional da Segurança Social a receber salario como pensonistas.

Este esquema fraudulento tem causado prejuízo ao INSS centenas de milhões de fcfa.

Durante o julgamento, o Ministério Público pediu condenação dos suspeitos com pena de prisão efetiva

O coletivo dos juizes agendou a data de leitura de acordão para  no proximo dia 05 do mês de agosto.

TAÇA DAS NAÇÕES AFRICANAS: Mali, Níger e Burkina Faso manifestam intenção de organizar CAN em 2032... Mali, Níger e Burkina Faso pretendem coorganizar a Taça das Nações Africanas (CAN) em 2032, anunciaram hoje as federações de dois dos três países, que formalizaram uma declaração conjunta de interesses à Confederação Africana de Futebol (CAF).

© Lusa     22/07/2026 

"Essa etapa constitui um passo decisivo no processo de candidatura e permite agora que as três federações continuem os procedimentos previstos no regulamento da CAF, com vista à atribuição da CAN2032", informou a Federação Maliana de Futebol (FEMAFOOT), em comunicado.

Dirigentes das federações dos três países estiveram reunidos com o presidente da CAF, o sul-africano Patrice Motsepe, no sábado, nos Estados Unidos, e projetam um dossiê de candidatura "sólido e credível, que apresente uma nova visão para o futebol africano".

"Congratulamo-nos com este importante passo em frente, que demonstra a vontade de três nações em unir as suas forças e capacidades para oferecer ao continente uma prova que cumpra os padrões internacionais", salientou a Federação Nigerina de Futebol (FENIFOOT), em comunicado.

O Burkina Faso ainda não se pronunciou sobre a candidatura à CAN2032, sendo que já acolheu a principal competição africana de seleções a solo em 1998, a exemplo do Mali em 2002, enquanto o Níger nunca a recebeu.

Mali, Níger e Burkina Faso integram a Aliança dos Estados do Sahel (AES), um pacto de defesa criado em setembro de 2023 entre as juntas militares que passaram a governar cada país, na sequência de golpes de Estado.

A 36.ª edição da CAN vai ser disputada em 2027, de 19 de junho a 17 de julho, sob inédita organização tripartida entre Quénia, Uganda e Tanzânia.

O torneio conta com 24 seleções e costuma realizar-se a cada dois anos, mas terá uma periodicidade quadrienal a partir de 2028.

Marrocos foi declarado campeão africano em março, apesar de ter perdido dois meses antes a final da CAN2025 disputada como anfitrião frente ao Senegal (1-0, após prolongamento), que abandonou momentaneamente o relvado em protesto contra a equipa de arbitragem e recorreu dessa decisão da CAF para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).


Leia Também: Presidente da Confederação Africana apoia Infantino apesar das críticas

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, declarou hoje o seu "apoio pessoal" ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que deverá recandidatar-se em 2027, apesar das críticas durante o Mundial2026.

Ucrânia tem nova estratégia contra a Rússia: drones transportam robôs kamikaze para o campo de batalha

Ataque aéreo totalmente robotizado. Divulgado nas redes sociais russas  Por Tiago Ferreira Resende   Cnnportugal.iol.pt 

O objetivo passa por tornar as operações de combate totalmente robotizadas uma realidade quotidiana, numa altura em que a Ucrânia continua a enfrentar escassez de efetivos

Os drones bombardeiros utilizados pela Ucrânia já não transportam apenas explosivos. Em algumas operações, começaram também a transportar veículos terrestres não tripulados, numa estratégia que pretende reforçar o recurso à robótica no campo de batalha e reduzir a exposição de militares a situações de elevado risco.

Dias depois de ter realizado o primeiro assalto anfíbio totalmente executado por robôs, as forças ucranianas voltaram a recorrer a esta tecnologia. Esta semana, um vídeo filmado do lado russo mostra um drone bombardeiro pesado ucraniano a transportar por via aérea um robô carregado com explosivos.

O desfecho da operação permanece desconhecido e não é claro se o equipamento atingiu o alvo pretendido, segundo o Euromaidan.

Independentemente do resultado, esta utilização conjunta de meios aéreos e terrestres não tripulados representa um novo passo na estratégia de Kiev. A possibilidade de um drone transportar um robô terrestre abre caminho para que este tipo de operações possa ser repetido até se tornar uma prática habitual nas ações militares ucranianas.

O objetivo passa por tornar as operações de combate totalmente robotizadas uma realidade quotidiana, numa altura em que a Ucrânia continua a enfrentar escassez de efetivos.

Na primavera, o então ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, afirmou que o país iria adquirir 25 mil veículos terrestres não tripulados apenas durante os primeiros seis meses de 2026. Este número representa o dobro das aquisições realizadas ao longo de todo o ano de 2025.

Além das missões de abastecimento, estes veículos desempenham também funções de combate. Equipados com armamento, podem participar em contra-ataques contra forças russas infiltradas e patrulhar estradas na chamada zona cinzenta do conflito.

Em novembro, um destes robôs, pertencente à 5.ª Brigada de Assalto ucraniana, encontrava-se em testes noturnos a norte de Kostiantynivka, na região de Donetsk, quando se cruzou com um transporte blindado russo MT-LB. Controlado por rádio, equipado com visão térmica e armado com uma metralhadora M2 de calibre .50, o veículo abriu fogo sobre o blindado, atingindo-o repetidamente antes de este conseguir afastar-se do local.

REFERENDO 30 DE AGOSTO/DIRETOR DE PRODUÇÃO DA INACEP CONFIRMA INICIO DE TRABALHOS PRELIMINARES PARA PRODUÇÃO DE BOLETINS DE VOTO

Por  ang.gw  jul 22, 2026   

(ANG) – O Diretor de Produção da Imprensa Pública (INACEP),disse hoje que a sua instituição já iniciou os trabalhos preliminares para  produção de boletins de votos para o Referendo de 30 de Agosto próximo.

Monteiro da Cunha deu estas garantias em entrevista exclusiva à ANG, em que  confirmou que o documento sobre o ato já chegou as suas mãos e que estão a avançar com o plano de trabalho uma vez que já solicitaram a Comissão Nacional de Eleições (CNE), os materiais necessários para a confeção dos boletins.

Monteiro acrescentou que  estão igualmente a ultimar o processo junto do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Aquele responsável afirmou que dispõe de  capacidades materiais e humanas para  a produção de boletins de voto para o referendo marcado para o dia 30 de Agosto deste ano .

Abordado sobre a quantidade dos boletins que irão produzir, Monteiro, explicou que, depende da necessidade solicitada pela  Comissão Nacional de Eleições.

“Assim que os fundos estiverem disponíveis vamos iniciar a confeção de boletins, cadernos eleitorais, atas síntese de apuramento e lista de votantes a semelhança do que foi feito para  eleições passadas”, afirmou.

Cunha disse que têm a noção da quantidade dos materiais que serão necessários, mas escusou-se a avançar com o número total.

Afirmou que,  num momento posterior podem vir a dar o número, tendo exibido o esqueleto do boletim de voto que será validado posteriormente pelas autoridades competentes.

“Como é do conhecimento público a INACEP sempre possui recursos humanos qualificados e materiais para fazermos os nossos trabalhos. Se o Governo aprovar o orçamento e desbloquear o dinheiro vamos  colocar as mãos às obras”, disse Monteiro Cunha.

 ANG/MSC/ÂC//SG