© Getty Images/Jalaa MAREY / AFP Por LUSA 23/07/2026
O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 22h30 de Portugal continental, por ordem do Presidente, visando alvos militares iranianos para "degradar a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelas águas regionais".
Não houve qualquer reação imediata do Irão relativamente a eventuais vítimas ou danos causados pelos ataques.
Na 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos norte-americanos contra o Irão foram visados, segundo o Pentágono (Departamento de Defesa), hangares de aeronaves e depósitos de drones.
Em resposta, o Irão lançou mísseis contra a cidade de Aqaba, na Jordânia, junto à fronteira com Israel.
A Guarda Revolucionária iraniana garantiu que continuará os ataques de retaliação, enquanto o Governo de Teerão mantém a disputa em torno do estreito de Ormuz, por onde, em tempos de paz, transita cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados a nível mundial.
Entretanto, o porta-voz do Ministério do Interior iraniano, Ali Zeinivand, afirmou que "a diplomacia não foi suspensa" e que continuam a ser trocadas mensagens entre as partes, apesar da escalada militar.
Também hoje, o Presidente Donald Trump ameaçou destruir infraestruturas civis iranianas sempre que Teerão atacar navios no estreito de Ormuz, numa altura em que prosseguem os confrontos entre os dois países.
"A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, seja com um míssil, um 'rocket', um drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica", escreveu Trump na rede social Truth Social.
As Forças Armadas do Kuwait anunciaram esta noite que estavam a intercetar "drones hostis".
"Quaisquer explosões que possam ser ouvidas são o resultado da interceção de projéteis hostis pelos sistemas de defesa aérea", adiantaram no X.
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