© Catherine Ivill - AMA/Getty Images Por Notícias ao Minuto 23/07/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, caminharam, ainda esta semana, lado a lado no estádio onde Espanha se sagrou campeã do Mundial2026. Mas, de acordo com o que a publicação The New York Post revelou, esta pode ser uma amizade que ainda tem outra direção para onde pode ir - já que Trump quererá apoiar Infantino para suceder a António Guterres no cargo lugar de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas é possível?
Segundo a publicação norte-americana, que cita fontes não identificadas, Trump considera que Infantino, de 56 anos, é uma figura "respeitada internacionalmente" e com capacidade para unir diferentes setores, avaliação que resulta em parte da relação estreita desenvolvida entre ambos durante a organização do Mundial de 2026.
Mas, apesar da sua "habilidade especial para unir as pessoas", tal como explicaram as fontes ouvidas, o caminho para Infantino estar à frente da organização - se é que quer - não é assim tão fácil.
Infantino na ONU: Possível? Como?
Note-se que para ser eleito, um secretário-geral da organização precisa do apoio do Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros. Entre estes, há ainda cinco membros permanentes, que detêm o poder de veto - EUA, China, Rússia, França e Reino Unido. Depois, segue-se a confirmação por parte da Assembleia Geral.
Significa isto que as reuniões à porta fechada acontecem até chegar-se a uma escolha, com qualquer um dos cinco países permanentes citados acima a poder excluir candidaturas.
Escolhido um nome, o próximo passo é levá-lo a votação na Assembleia-Geral da ONU, que poderá votar contra o candidato recomendando. A Euronews aponta, no entanto, que isso nunca aconteceu.
Para concorrer ao cargo um candidato tem de ser indicado por um país-membro da organização.
Já há nomes (e reuniões)
Após dez anos no lugar, com uma reeleição pelo meio, Guterres vai deixar de estar à frente da ONU no final de dezembro, com o novo ou nova líder a assumir o lugar a 1 de janeiro de 2027. Para isso, já há nomes em cima da mesa, num processo que começa esta quinta-feira, com o primeiro debate com os já seis candidatos a acontecer.
O debate dura 1h30 e começa às 17 horas de Nova Iorque (22 horas de Portugal continental), com os seis nomes a serem: Michelle Bachelet, María Fernanda Espinosa, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan Mayufis, Carolyn Rodrigues-Birkett e Macky Sall.
Já amanhã, sexta-feira, assim como a 30 de julho, o Conselho de Segurança vai realizar consultas com os "15 países-membros numa eleição simulada entre os seis candidatos", escreve a ONU News.
Os nomes serão submetidos a todos os 15 representes dos países e estes respondem com uma das três opções: "encorajo", "não encorajo" e "nenhuma opinião".
Após essa consulta, a campanha segue até outubro, quando um nome deverá ser recomendado pelo Conselho de Segurança.
A ligação entre Trump e Infantino intensificou-se durante o Mundial de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, com várias aparições juntos em eventos ligados ao torneio.
Em dezembro, o presidente norte-americano recebeu o primeiro Prémio da Paz da FIFA, atribuído pelo organismo dirigido pelo dirigente suíço.
A polémica que coloca a FIFA e Trump no mesmo relvado adensou-se este mês, quando a organização de futebol decidiu reverter o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, permitindo que o jogador dos Estados Unidos disputasse os oitavos de final do Campeonato do Mundo. A decisão da FIFA surgiu após Donald Trump ter telefonado diretamente para Infantino para que a expulsão fosse reavaliada.
Esta quinta-feira, a Federação Norueguesa de Futebol confirmou que ia apresentar uma queixa no Comité de Ética da FIFA, exigindo que o presidente da organização seja investigado no caso.

Sem comentários:
Enviar um comentário