sexta-feira, 18 de setembro de 2026

ONU: Sucessão de Guterres: Rebeca Grynspan volta a ser a mais votada... A costa-riquenha Rebeca Grynspan foi novamente a candidata mais votada para o cargo de secretária-geral da ONU na terceira votação informal do Conselho de Segurança, realizada hoje, sendo seguida pela diplomata da Guiana, segundo fontes diplomáticas.

© Spencer Platt/Getty Images  Por  LUSA  18/09/2026 

De acordo com a agência espanhola EFE, Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu nove votos a favor, cinco contra e um "sem opinião".

Por sua vez, Carolyn Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana na ONU, recebeu oito votos a favor, seis contra e um "sem opinião".

Seguiram-se o ugandês Olara Otunnu, o atual chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi e o ex-presidente senegalês Macky Sall.

Ainda por ordem de votos, surgiram a equatoriana María Fernanda Espinosa e a chilena Michelle Bachelet.

A ex-presidente chilena reconheceu há alguns dias que já sabe que não será eleita secretária-geral, pelo que a sua desistência da candidatura pode estar iminente.

A lista de candidatos é encerrada pela equatoriana Ivonne Baki, que, mais uma vez, não obteve nenhum voto a favor, recebeu 10 votos contra e cinco de "sem opinião".

Há dez anos, a eleição formal de António Guterres como secretário-geral da ONU ocorreu em meados de outubro, após várias rodadas de votação.

Cinco mulheres e três homens estão atualmente na disputa para suceder ao antigo primeiro-ministro português, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.

Outros candidatos ainda podem apresentar-se.

Durante a votação de hoje, que ocorreu à porta fechada e que representa apenas uma etapa no processo de seleção, os 15 membros do Conselho puderam atribuir anonimamente a cada candidato um voto a favor, contra ou "sem opinião".

Na primeira votação, que ocorreu em julho, a costa-riquenha tinha ficado em primeiro e, na segunda, que aconteceu em agosto, foi superada por Carolyn Rodrigues-Birkett.

Muitos países estão a pressionar para que uma mulher assuma a presidência da ONU pela primeira vez em 80 anos de história.

Para vencer o processo seletivo, que pode levar semanas, um candidato terá que obter o consentimento de pelo menos nove países, evitando o veto dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).

O nome será então submetido à Assembleia-Geral, que, na prática, segue a nomeação do candidato recomendado pelo Conselho de Segurança.

Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.

A votação de hoje ocorre a poucos dias do Debate Anual da ONU, que começa na terça-feira em Nova Iorque, onde são esperados cerca de 150 chefes de Estado e líderes de todo o mundo.


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O secretário-geral da ONU e o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) anunciaram hoje a nomeação do norte-americano Luke Lindbergh, indicado pelo Presidente Donald Trump, para chefiar o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Lindberg, atual subsecretário de Comércio e Assuntos Agrícolas Internacionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, substituirá a também norte-americana Cindy McCain, informou o gabinete de António Guterres em comunicado...

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