Por dnoticias.pt / Agência Lusa 18 set 2026
Cinco mulheres e três homens estão atualmente na disputa para suceder ao antigo primeiro-ministro português António Guterres, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.
Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.
Reunidos à porta fechada pela manhã, os 15 membros do Conselho devem atribuir anonimamente a cada candidato um voto a favor, contra ou "sem opinião".
Numa votação inicial em julho, Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), de 70 anos, foi quem recebeu mais indicações favoráveis, de acordo com fontes diplomáticas.
Numa segunda votação em agosto, Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana, de 52 anos, assumiu a liderança.
Muitos países estão a pressionar para que uma mulher assuma a presidência da ONU pela primeira vez em 80 anos de história.
Para vencer o processo seletivo, que pode levar semanas, um candidato terá que obter o consentimento de pelo menos nove países, evitando o veto dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).
O nome será então submetido à Assembleia-Geral, que, na prática, segue a nomeação do candidato recomendado pelo Conselho de Segurança.
Outros candidatos incluem o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi (65 anos), a ex-presidente chilena Michelle Bachelet (74 anos) e o ex-presidente senegalês Macky Sall (64 anos).
A antiga chefe da diplomacia do Equador María Espinosa Garcés (62 anos), o diplomata ugandês Olara Otunnu (76 anos) e a diplomata equatoriana Ivonne A-Baki (75 anos) também estão na disputa.
A votação de hoje ocorre a poucos dias do Debate Anual da ONU, que começa na terça-feira em Nova Iorque, onde são esperados cerca de 150 chefes de Estado e líderes de todo o mundo.

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