© Andrew Harnik/Getty Images Por LUSA 23/07/2026
Numa carta datada de 06 de julho e divulgada agora pela Presidência da Nigéria, Donald Trump agradeceu a Bola Ahmed Tinubu pela sua "determinação em enfrentar os problemas que afetam a nação, especialmente a violência contra as comunidades cristãs.
"É uma verdadeira honra estar ao seu lado na luta contra os terroristas e tornar a (...) Nigéria mais forte e próspera", acrescentou.
Segundo Trump, a relação entre os EUA e a Nigéria "é crucial num momento em que o conflito se espalhou pela África Ocidental e por outras partes do mundo".
"Ambos partilhamos o objetivo comum de combater o terrorismo em todas as suas formas", sublinhou, mostrando-se "orgulhoso" por ter destacado efetivos militares no país africano.
Por seu lado, a Presidência nigeriana salientou que as relações bilaterais melhoraram nos últimos meses, com ambos os países a trabalharem em estreita colaboração em áreas-chave, especialmente no que diz respeito aos desafios de segurança que afetam várias regiões da Nigéria.
Além disso, recordou que Trump e Tinubu acordaram, em novembro, criar um grupo de trabalho conjunto liderado pelos respetivos conselheiros de segurança nacional, com o objetivo de promover a formação, o intercâmbio de informações e as operações antiterroristas conjuntas.
A carta marca uma mudança de tom em relação às tensões registadas em novembro de 2025, quando Trump acusou o Governo nigeriano de permitir um alegado massacre de cristãos e ameaçou com uma possível intervenção militar, enquanto o país africano negou que essa fosse a realidade no terreno.
O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, uma onda de violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento da sua fação dissidente, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).
Além disso, no noroeste do país, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado ao Estado Islâmico -- Província do Sahel (ISSP), também tem vindo a cometer atentados nos estados de Kebbi e Sokoto há já alguns anos.
Os combates contra esses grupos intensificaram-se desde que os EUA realizaram, em conjunto com as forças nigerianas, uma série de ataques aéreos no final de dezembro contra grupos extremistas no noroeste do país.

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