quinta-feira, 5 de março de 2026

Teerão pede "sangue sionista" e de Trump... O 'ayatollah' Abdollah Javadi Amoli convocou hoje um "derramamento de sangue sionista" e "do sangue de [Donald] Trump", através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 

"Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança", disse, apelando ao "derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O atual imã diz: 'Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros'", afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

A Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano na noite de terça-feira no oceano Índico, matando pelo menos umas dezenas de elementos da guarnição, ato classificado como "uma atrocidade no mar" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio. Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram", escreveu o responsável nas redes sociais.

Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o 'líder supremo' iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.

Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irão, segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA.

Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está a analisar quase 900 mortes adicionais relatadas.

Os contra-ataques do Irão causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois outros militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas, além de outra vítima mortal no Bahrein.


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O Irão lançou durante a madrugada de hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos.


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