quinta-feira, 5 de março de 2026

Combustíveis? Trump promete medidas rápidas para travar subida de preços... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje tomar rapidamente medidas para travar a subida do preço do petróleo e dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.

Por LUSA 05/03/2026

"Estão iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo e os preços do petróleo parecem ter praticamente estabilizado", declarou o presidente num evento na Casa Branca.

Os preços do crude dispararam desde o início do conflito, no sábado, para máximos de quase dois anos, mas Trump classificou hoje o aumento dos preços dos combustíveis como um "pequeno desvio".

"Ontem (quarta-feira), o meu governo anunciou medidas decisivas para ajudar a manter os preços do petróleo baixos, incluindo a oferta de seguros contra riscos políticos para os petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico, como sabem, um território bastante perigoso", acrescentou o Presidente norte-americano.

A cotação do petróleo Brent para entrega em maio terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 4,93% e superou os 85 dólares por barril.

A forte subida do crude do Mar do Norte, foi atribuída ao renovar das preocupações com o fornecimento de petróleo do Médio Oriente, devido aos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, a que este país respondeu com ataques contra países vizinhos, incluindo contra refinarias.

Reforçando a mensagem transmitida nos últimos dias pelas forças norte-americanas e israelitas, Trump afirmou que a capacidade militar iraniana foi fortemente reduzida e referiu que Teerão está a procurar negociar um fim dos ataques.

"A marinha deles desapareceu. Vinte e quatro navios em três dias. É muita coisa. A artilharia antiaérea desapareceu; todos os aviões desapareceram; as comunicações desapareceram; os mísseis desapareceram; os lançadores desapareceram: 60% e 64%, respetivamente. Tirando isso, estão muito bem", ironizou o Presidente norte-americano.

Trump afirmou ainda que as autoridades iranianas lhe estão a telefonar para tentar travar os ataques contra o território iraniano: "Perguntam: 'Como podemos chegar a um acordo?' E digo que estão um pouco atrasados e que queremos lutar com mais afinco do que eles", declarou.

 O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, foi atacado. 

"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos (EUA)", acrescentou Araghchi à NBC News.

Em Washington, Trump reiterou o seu apelo para que os membros da Guarda Revolucionária Iraniana, do Exército e da Polícia "deponham as armas". 

"Instamos também os diplomatas iranianos de todo o mundo a procurarem asilo e a ajudarem-nos a construir um Irão novo e melhor, com grande potencial", observou.

Também hoje e numa entrevista telefónica com a ABC News, Trump, elogiou o desempenho das forças armadas norte-americanas no Irão e defendeu que as pessoas não devem preocupar-se com o que pode seguir-se ao conflito.

"Estão devastados por um período de 10 anos antes de poderem reconstituir-se", disse o Presidente, referindo-se à reduzida capacidade militar do Irão após os ataques iniciados a 28 de fevereiro com a eliminação do Líder Supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei. 

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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A Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) dos Estados Unidos rejeitou hoje, por uma pequena margem, uma resolução sobre os poderes de guerra que visava travar os ataques do Presidente Donald Trump contra o Irão.


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