Por: Natcha Mário M’bundé Jornal Odemocrata 05/03/2026
A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucênia Donate de Barros, afirmou que não haverá uma verdadeira reforma do Estado sem a plena valorização da mulher.
Segundo a governante, a história demonstra que as nações que avançam são aquelas que libertam, reconhecem e investem no potencial feminino.
Assucênia Donate de Barros falava esta quinta‑feira, 5 de março de 2026, durante as jornadas alusivas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, no próximo domingo. Na ocasião, sublinhou que assinalar a data “não é apenas um gesto simbólico, mas um ato político, um momento de reflexão e de compromisso”.
A ministra destacou que a mulher guineense sempre foi um pilar fundamental da família, da economia informal, da agricultura, do comércio, da educação dos filhos e da coesão social. Contudo, continua a enfrentar desigualdades estruturais, nomeadamente no acesso ao emprego digno, à formação profissional, à proteção social e às posições de decisão.
“A reforma da administração pública que estamos a implementar tem também um rosto feminino. Queremos uma função pública baseada no mérito, na competência e na igualdade de oportunidades, onde o género não seja um obstáculo, mas uma mais‑valia”, defendeu.
Revelou ainda que o ministério que lidera está a trabalhar no domínio do emprego e da formação profissional, com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres à qualificação técnica, ao empreendedorismo e aos setores estratégicos da economia, incluindo áreas tradicionalmente dominadas por homens.
No domínio da segurança social, afirmou que o Governo defende sistemas mais inclusivos, capazes de proteger mães, trabalhadoras do setor informal, mulheres chefes de família e mulheres em situação de vulnerabilidade.
“O empoderamento da mulher não é apenas uma questão social, é uma estratégia de desenvolvimento nacional”, declarou.
No seu discurso, Assucênia Donate de Barros alertou ainda que um Estado que silencia as suas mulheres enfraquece a própria democracia. “Uma economia que exclui as mulheres cresce pela metade; um Estado que silencia as mulheres enfraquece a sua democracia”, advertiu.
A ministra sublinhou, por fim, que as jornadas devem servir para debater políticas concretas, como a igualdade salarial, o combate à discriminação no local de trabalho, a promoção da liderança feminina, a proteção da maternidade, o combate à violência baseada no género e a inclusão das jovens no mercado de trabalho formal.


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