Veículos blindado BRDM-2 (AP) Por cnnportugal.iol.pt 21/08/2026
Plataformas poderão ser equipadas com armas automáticas de calibre mínimo de 12,7 milímetros, controladas a uma distância de até 1.000 quilómetros e munidas de proteção especial contra minas
A Ucrânia descobriu uma nova forma de manter os seus soldados fora de perigo, dando uma segunda vida aos antigos stocks soviéticos. Um projeto ucraniano está a converter veículos blindados de reconhecimento BRDM-2, de fabrico soviético, em plataformas não tripuladas, que são controladas remotamente para atuarem como uma espécie de robôs na linha da frente.
As plataformas poderão ser equipadas com armas automáticas de calibre mínimo de 12,7 milímetros, aumentando a eficácia ofensiva das unidades de combate. Os produtores ucranianos estão também a desenvolver a capacidade de controlá-la a uma distância de até 1.000 quilómetros.
O coronel Vladyslav Voloshyn, das Forças Armadas e da Direção Central de Inovação, salienta que o objetivo central desta nova abordagem “é preservar a vida do pessoal”, escreve a Euromaidan.
À partida, será mesmo possível fazê-lo, uma vez que o veículo terá câmaras diurnas e noturnas, sistemas de localização e orientação, munindo-o de uma consciência situacional, e sistemas de controlo remoto para as suas principais funções. É isto que permitirá retirar alguns militares da linha da frente. O módulo de combate será integrado através de canais de dados protegidos.
Além de tudo isto, terá uma proteção especial contra minas na parte inferior da carroçaria, pneus sem câmara de ar para uma mobilidade mais elevada, um sistema de controlo remoto de reserva no interior da carroçaria e proteção contra fragmentação, enumerou o coronel ucraniano.
Embora não esteja estabelecido um prazo de conclusão do projeto, já estão em curso os preparativos para a realização de testes na frente de combate.
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