Por: Rádio Bemba di Malafo FM 100.4 MHz Bissau, 20 de agosto de 2026
A falta de coletes salva-vidas nas embarcações que fazem a travessia entre a região de Quinará e Portogole, no setor de Mansoa, região de Oio, está a preocupar os passageiros que utilizam diariamente aquele serviço.
A constatação foi feita esta quarta-feira, 19 de agosto, pela Rádio Bemba di Malafo, durante uma reportagem realizada no local.
A equipa de reportagem verificou que as embarcações transportam dezenas de passageiros, entre mulheres, jovens e crianças, além de produtos agrícolas e outras mercadorias, sem que os ocupantes disponham de coletes salva-vidas.
A travessia é considerada essencial para as comunidades das duas margens. Muitos passageiros utilizam as embarcações para transportar produtos agrícolas até à feira popular de Tchalana, onde procuram vender os seus produtos para garantir o sustento das famílias.
Em declarações feitas em off à Rádio Bemba di Malafo, alguns passageiros reconheceram os riscos, mas disseram não ter outra alternativa de transporte.
Segundo os utentes, a ausência de coletes salva-vidas representa um perigo permanente, sobretudo em caso de acidente ou naufrágio.
A Rádio Bemba di Malafo tentou ouvir o capitão de uma das embarcações sobre as condições de segurança e a falta de equipamentos de proteção, mas não foi possível obter uma declaração.
A situação de Portogole não é um caso isolado. Em julho deste ano, a Rádio Bemba di Malafo já tinha denunciado a realização da travessia fluvial entre Gã-Para e Malafo sem coletes salva-vidas.
Na altura, as autoridades administrativas da secção de Gã-Mamudo prometeram reunir-se com os proprietários das embarcações para procurar uma solução.
No entanto, segundo a constatação da Rádio Bemba, a reunião anunciada ainda não aconteceu.
Enquanto isso, dezenas de passageiros continuam a utilizar as duas travessias sem um equipamento básico de segurança que pode fazer a diferença em caso de emergência.


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