© Reprodução/ Polícia Nacional Por Notícias ao Minuto 20/08/2026
Uma rede de exploração sexual de mulheres foi desmantelada, em Madrid, Espanha, pela Polícia Nacional. Era gerida por quatro mulheres da mesma família e foram detidas no total de 16 pessoas.
O negócio, de acordo com o El País, durou durante 12 anos e era gerido por quatro irmãs espanholas.
O ministério do Interior, citado pelo La Vanguardia, deu conta de que os crimes ocorriam numa moradia, em Móstoles. As mulheres, que eram controladas em absoluto, foram encontradas em situação de vulnerabilidade.
De forma a manter o domínio, tinham um braço direito e três prostitutas de confiança, que monitorizavam o funcionamento do local e também forneciam narcóticos aos clientes e vítimas com vícios, mas sempre com a aprovação das líderes.
A estrutura hierarquizada, incluía ainda dois homens responsáveis pela segurança, videovigilância, divulgação dos serviços das mulheres e contacto com os clientes. Outros três homens, companheiros de três das líderes do grupo, eram responsáveis por transportar as mulheres até às casas dos clientes para a prostituição, quando solicitado.
Os pagamentos pelos serviços sexuais eram feitos em dinheiro ou através de uma plataforma de pagamento - e recorrendo a cinco testas de ferro para ocultar a origem e evitar que aparecessem ligadas às chefes.
Dormiam num sótão
A organização mantinha até 20 mulheres exploradas na moradia em completo cativeiro, a viver juntas e sob constante vigilância. Dormiam amontoadas num sótão, num espaço configurado para o efeito, mas sem condições de habitabilidade, é ainda descrito pelas autoridades.
As regras que lhes eram impostas eram também abusivas: não podiam escolher os clientes, tinham de estar disponíveis 24 horas por dia e tinham de pagar despesas como 20 euros por semana para limpeza, além de outros custos impostos verbalmente.
Uma vez na rede eram obrigadas a praticar atos sexuais adicionais e humilhantes, a manter a luz acesa e a consumir ou oferecer narcóticos aos clientes para aumentar os lucros.
Como resultado da investigação, foram detidas 16 pessoas por suspeitas da prática de crimes de organização criminosa, crimes relacionados à prostituição, saúde pública e branqueamento de capitais.
A polícia apreendeu, durante as buscas, quatro telemóveis usados para marcar encontros e enviar dinheiro, mais de 800 euros em dinheiro e estupefacientes, como cocaína e metanfetaminas.
Uma das vítimas foi libertada, mas os restantes detidos foram posteriormente apresentados perante um juiz.

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