© Shutterstock LUSA 14/09/2026
O ataque, reivindicado logo na quinta-feira pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaida, é um dos mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que devasta o país da África Ocidental há cerca de 15 anos.
Várias fontes contactadas pela agência France-Presse (AFP) relataram um balanço ainda mais elevado, entre 60 e 80 militares mortos. Várias dezenas de soldados malianos foram também feitos prisioneiros, segundo essas fontes.
"O balanço é elevado. Sem falar dos feridos, posso dizer que lamentamos a morte de mais de 50 dos nossos elementos, incluindo cinco elementos do Africa Corps" - força paramilitar que substituiu as operações mercenárias do Grupo Wagner - declarou à AFP um oficial presente nas operações.
Outra fonte de segurança em Mopti (centro do país) deu conta de "mais de 60 soldados mortos no ataque, além de cerca de 60 outros prisioneiros".
Por sua vez, um cidadão local contactado pela AFP mencionou "pelo menos 80 militares mortos e numerosos prisioneiros".
"Os terroristas atacaram o acampamento de Dioura e regressaram no dia seguinte (...) o exército não enviou reforços para o local", acrescentou a mesma fonte.
Desde 2012, o Mali enfrenta uma profunda crise de segurança, alimentada sobretudo pela violência de grupos terroristas, dos seus aliados separatistas tuaregues da Frente de Libertação do Azawad (FLA) e de grupos criminosos comunitários.
Este país do Sahel, dirigido por uma junta militar, aproximou-se da Rússia, cujos paramilitares do grupo Africa Corps o ajudam na sua luta antiterrorista.
O país está mergulhado numa situação de segurança ainda mais crítica desde o final de abril de 2026.
Os terroristas do JNIM, aliados à rebelião da FLA, lançaram então uma série de ataques coordenados contra posições estratégicas da junta e do exército em várias cidades, incluindo nos arredores de Bamaco, a capital. Esses ataques custaram, nomeadamente, a vida ao ministro da Defesa.
Num comunicado publicado no domingo relativo à situação de Dioura, o exército maliano anunciou "operações aeroterrestres em curso contra os atacantes de Dioura", dando conta da "neutralização", a sudoeste da cidade, de "vários elementos terroristas em motociclo que tentavam esconder-se sob a vegetação".

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