© Yuliia Ovsiannikova/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images Por LUSA 14/09/2026
Zelensky reagia ao anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um acordo com Kyiv e Moscovo para uma cessação dos ataques contra os respetivos alvos energéticos.
"Se os nossos parceiros estiverem dispostos a garantir que a Rússia se abstém realmente de atacar o nosso sistema elétrico, outras instalações energéticas, infraestruturas críticas e rotas de abastecimento alimentar, então, é claro, estamos dispostos a garantir uma cessação correspondente dos nossos ataques", assegurou Zelensky.
O chefe de Estado ucraniano sublinhou que os ataques russos não atingem apenas o sistema energético do país, mas também infraestruturas portuárias e logísticas, assim como armazéns de alimentos e produtos farmacêuticos.
Segundo Zelensky, estes bombardeamentos ameaçam provocar escassez de bens essenciais na Ucrânia com a aproximação do inverno.
O Presidente ucraniano manifestou, contudo, dúvidas sobre a disponibilidade de Moscovo para respeitar o entendimento anunciado por Trump.
"A Ucrânia não está convencida" de que a Rússia pretenda cumprir um acordo desta natureza, afirmou Zelensky, admitindo que o Presidente russo, Vladimir Putin, possa estar interessado numa trégua parcial apenas até às eleições legislativas russas, previstas para decorrer entre 18 e 20 de setembro.
"Aguardamos detalhes dos nossos parceiros", acrescentou Zelensky sobre o entendimento anunciado pelo Presidente norte-americano.
Trump apresentou a possível trégua como uma forma de contribuir para a redução dos preços do petróleo nos mercados internacionais, pressionados pelos ataques ucranianos contra refinarias e infraestruturas russas de armazenamento e exportação.
Zelensky recordou que Kiev propôs repetidamente uma cessação dos ataques contra infraestruturas e defendeu que um entendimento neste domínio deve constituir "um primeiro passo para a paz".
Leia Também: "Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos. Rússia aceitou o mesmo"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.
Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.
Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz...


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