© Getty Images Por Notícias ao Minuto 07/08/2026
Os serviços de informações norte-americanos acreditam que a Rússia poderá realizar, entre o próximo outono e 2029, alguma espécie de ação de ataque contra um território de estado-membro da NATO, de acordo com relatório a que o The Wall Street Journal teve acesso.
Vladimir Putin poderá tentar "testar a determinação da NATO" com um ataque limitado a um país aliado nos próximos anos, diz o mesmo documento.
Segundo a publicação norte-americana, o ataque poderá assumir variadas formas, podendo consistir numa incursão militar terrestre em pequena escala ou num ciberataque.
O relatório refere que o período em que a Rússia poderá agir situa-se entre este outono e 2029. Uma das teorias é a de que Putin poderia ocupar uma cidade ou região na Polónia ou num dos três Estados Bálticos — Estónia, Letónia e Lituânia - todos membros da NATO que têm apoiado firmemente a Ucrânia.
Recorde-se aliás, nesta senda, que o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, já tinha adiantado a hipótese de operações cinéticas limitadas contra infraestruturas críticas, nomeadamente instalações energéticas e de transportes, mas sem indicar regiões ou datas para tais ataques.
"Recebemos esse tipo de sinais por parte dos nossos serviços de informações", afirmou Nauseda numa entrevista à agência de notícias báltica BNS, citada pela espanhola Europa Press (EP), em julho. O líder lituano disse que os ataques poderiam ser limitados e direcionados contra infraestruturas críticas. "Isso, simplesmente, é impossível de determinar", afirmou.
Vários membros da NATO acreditam que Putin já está a realizar vários ataques para testar e fragmentar a aliança. Recorde-se que caças romenos abateram três drones que entraram no espaço aéreo do país em três dias consecutivos.
Além disso, registou-se um aumento de 250% nas descolagens de alerta para intercetar e identificar aeronaves junto ao flanco oriental, em julho de 2026, face a julho de 2025, à medida que a Rússia continua a sondar as defesas do Ocidente.
Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em larga escala contra a Ucrânia, a diplomacia está estagnada e ambos os países intensificam os ataques de longo alcance, provocando um número crescente de vítimas civis.

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