© Adri Salido/Getty Images Por Notícias ao Minuto 07/08/2026
As forças de segurança em Ceuta receberam indicações para não agir de forma coerciva contra nenhum dos imigrantes, mas antes a "convidá-los" a regressar a casa, a Marrocos, noticia o ABC espanhol.
As instruções foram difundidas por escrito há uma semana.
"Em estrito cumprimento da legislação em vigor, fica excluída do nosso âmbito de aplicação a condução forçada de qualquer cidadão estrangeiro, salvo se tal for motivada pela prática de um crime", podia ler-se no documento a que este jornal espanhol teve acesso.
A instrução foi assinada pelo superintendente da polícia local de Ceuta, que a transmitiu aos chefes de zona por e-mail, tendo esta, por sua vez, começado a circular nos chats internos da polícia na cidade autónoma.
Segundo informações partilhadas, sob anonimato, por elementos da Guarda Civil e do Exército os comandantes destacados na fronteira tinham recebido uma ordem idêntica" para "não agir" e permanecer na zona como força de contenção e para exercer um efeito dissuasor.
A informação volta a colocar em destaque as ordens que os agentes receberam depois de, na quinta-feira, se ter registado uma tentativa de travessia em massa de marroquinos para Ceuta. Recorde-se que a atuação policial e as decisões tomadas durante a crise estão a ser alvo de análise e debate político.
Mais de 70 mil tentaram entrar em Ceuta
Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.
Pelo menos 77 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.
Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

Sem comentários:
Enviar um comentário