terça-feira, 28 de julho de 2026

OLARA OTUNNU: Otunnu na corrida para suceder a Guterres como secretário-geral da ONU... O diplomata ugandês Olara Otunnu apresentou a sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidos, confirmou hoje o Representante Permanente da República Democrática do Congo junto das Nações Unidas.

© Getty Images    Por LUSA   28/07/2026 

O embaixador da República Democrática do Congo, país que exerce a presidência rotativa mensal do Conselho de Segurança, Zenón Mukongo Ngay, detalhou que recebeu a candidatura do diplomata ugandês ao cargo atualmente ocupado pelo português António Guterres, cujo mandato termina no final deste ano.

A candidatura, apresentada pelo Uganda na fase final do processo, foi comunicada oficialmente na segunda-feira pela Presidência da Assembleia Geral ao Conselho de Segurança da ONU, precisamente quando o órgão se preparava para iniciar esta semana as consultas sobre os candidatos à sucessão de Guterres.

Mukongo Ngay explicou que os membros do Conselho de Segurança da ONU decidiram incluir Otunnu numa primeira votação informal à porta fechada, para garantir um processo "transparente e inclusivo".

Embora não seja vinculativa, esta votação costuma ser decisiva, pois permite identificar os candidatos com maior apoio e as possíveis objeções dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), que têm direito de veto.

Otunnu ainda terá de completar uma fase de audições com os Estados-membros.

Mukongo Ngay acrescentou que o Conselho de Segurança da ONU trabalhará para apresentar uma recomendação à Assembleia Geral "em tempo útil", com o objetivo de que o secretário-geral eleito tenha tempo para se preparar antes de assumir o cargo no próximo ano.

Otunnu, de 75 anos, foi subsecretário-geral das Nações Unidas e representante especial do secretário-geral para o dossier das crianças e os conflitos armados entre 1998 e 2005.

Com a sua entrada na corrida, o Uganda coloca um novo candidato numa disputa que já conta com a chilena Michelle Bachelet, a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi e o senegalês Macky Sall.

O processo culminará com a recomendação de um candidato por parte do Conselho de Segurança, que posteriormente terá de ser aprovado pela Assembleia Geral.

Sem comentários:

Enviar um comentário