segunda-feira, 3 de agosto de 2026

🇬🇼🇬🇦 Guiné-Bissau recebe o Presidente da República Gabonesa, General Brice Clotaire Oligui Nguema, em visita de trabalho

A República da Guiné-Bissau acolherá, no próximo dia 4 de agosto, Sua Excelência o Presidente da República Gabonesa, General Brice Clotaire Oligui Nguema, para uma visita de trabalho.  

A visita insere-se no reforço das relações de amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e o Gabão e constitui uma oportunidade para aprofundar o diálogo político e a cooperação bilateral. 

 Consulte o comunicado na íntegra. ⤵️  

Por MNE.Bissau, 03 de agosto de 2026  

Jornalista condenado no Mali após criticar junta militar... Um jornalista maliano, detido em junho após ter abertamente criticado a junta militar no poder durante um fórum de comunicação social, foi hoje condenado a um ano de prisão, seis meses dos quais com pena suspensa.

© Shutterstock    Por LUSA    03/08/2026 

"Esperávamos um veredicto mais clemente, mas infelizmente...", reagiu em declarações à agência France-Presse (AFP) um dos advogados de Chahana Takiou, jornalista do "22 Septembre" (22 de setembro).

Takiou foi detido no início de junho, na sequência de uma intervenção contra a junta durante o Fórum Panafricano dos 'Media', realizado em Bamaco, a capital.

Durante o fórum, no decorrer de um painel moderado por Idrissa Hamidou Touré, procurador de um tribunal de Bamaco, o jornalista afirmou: "Não há qualquer dinâmica de paz no Mali. Prendem os jornalistas e, em vez de os julgarem ao abrigo do regime de imprensa e dos delitos de imprensa no Mali, é a lei sobre a cibercriminalidade que aplicam".

"A narrativa soberana africana não existe, tal como não existe uma narrativa europeia ou magrebina. O jornalismo é o mesmo em qualquer parte do mundo", tinha também afirmado Chahana Takiou, desencadeando uma ovação dos seus colegas durante outro painel.

Desde a sua chegada ao poder através de um golpe de Estado em 2020, os militares impuseram restrições severas às liberdades no Mali, reduzindo ao silêncio a oposição e as vozes dissidentes por meio de medidas coercivas, processos judiciais e dissolução de partidos políticos.

A junta, liderada pelo general Assimi Goïta, falhou a promessa de devolver o poder aos civis até março de 2024.

O Mali ocupa este ano a 121.ª posição entre 180 países no índice mundial de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Este país do Sahel enfrenta desde 2012 uma profunda crise de segurança, alimentada nomeadamente pela violência de grupos terroristas afiliados à Al-Qaida e à organização Estado Islâmico (EI), bem como de grupos criminosos comunitários e separatistas.


Oficial: Internacional nigeriana Sabastine contratada pelo Benfica... O Benfica contratou Flourish Sabastine para a equipa feminina de futebol, com a atacante de 21 anos, internacional pela Nigéria, a assinar contrato até 2029, com mais um ano de opção, anunciou hoje o clube da Luz.

© SL Benfica    Por LUSA   03/08/2026 

"Antes de mais, estou muito feliz por estar aqui. É muito bom para mim juntar-me a um dos maiores clubes do mundo. Estou muito feliz e muito contente por estar aqui", afirmou Sabastine, em declarações aos meios do Benfica.

A futebolista iniciou o percurso sénior no Bayelsa Queens, da Nigéria, e, em outubro de 2023, saiu para os franceses do Stade de Reims, rumando no ano seguinte para a Turquia, para representar o Galatasaray, e, em julho de 2025, assinou pelo Fenerbahçe, emblema pelo qual foi campeã nacional na derradeira temporada.

"O Benfica ganha muitos títulos. Acompanho a equipa e, por isso, sei tudo sobre o Benfica. Acredito em mim e acredito no meu futebol, por isso acho que vou conseguir", vincou a futebolista, que representou a Nigéria nos Mundiais sub-20 de 2022 e 2024, e estreou-se pela seleção principal em outubro de 2022, num encontro particular diante do Japão.

Já a norueguesa Rakel Engesvik vai deixas as hexacampeãs nacionais, após mútuo acordo para a rescisão do contrato, anunciou também hoje o clube.

A nórdica representou os lisboetas durante uma temporada e meia e participou em 23 jogos, ficando associada à conquista de duas Ligas, uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga.


Leia Também: Conselho da Paz pede a Netanyahu duas semanas sem operações em Gaza

O alto representante do Conselho da Paz para Gaza, Nikolai Mladenov, pediu hoje ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que suspenda durante 14 dias as operações no enclave palestiniano para permitir o início das negociações sobre a desmilitarização do Hamas.

Etiópia quer plantar 800 milhões de árvores num dia para ajudar planeta... A Etiópia quer plantar cerca de 800 milhões de árvores num dia, no âmbito de uma iniciativa climática que cresce a cada ano e que o primeiro-ministro etíope classifica de esforço ambiental do país para ajudar o mundo.

© PixaBay  Por  LUSA   03/08/2026 

A enorme campanha, a ocorrer num só dia, realiza-se no âmbito da Iniciativa Legado Verde (GLI, na sigla em inglês) e "reflete o empenho contínuo da Etiópia na recuperação de paisagens degradadas, no fortalecimento dos ecossistemas e na construção de um futuro verde e resiliente", noticia hoje o meio de comunicação social etíope Fana Broadcasting Corporate.

Além disso, acrescenta, esta iniciativa surge também no âmbito de crescentes preocupações globais sobre alterações climáticas, perda de biodiversidade e degradação ambiental, informou o jornal etíope.

O primeiro-ministro, Abiy Ahmed, disse, num dos locais onde decorre a ação, que as árvores "representam esperança e que as plantas colocadas hoje na terra são investimentos no amanhã e no futuro das crianças".

A ação que tem por objetivo atingir os 800 milhões de árvores plantadas num só dia decorre nos meios rurais e nos centros urbanos do país e, segundo os Serviços de Comunicação do Governo, citados por meios de comunicação nacionais, mais de 22,2 milhões de etíopes participam hoje da campanha nacional de plantio de árvores.

Abiy Ahmed afirma ainda que os esforços contínuos de plantação de árvores na Etiópia nos últimos sete anos, através da GLI, lançaram uma base sólida para a prosperidade, o desenvolvimento e o crescimento sustentável do país.

A Etiópia tem tido, desde 2019, campanhas de reflorestação e já plantou mais de 48 mil milhões de árvores e arbustos até hoje.

"A iniciativa tem continuado a expandir-se a cada ano, com a participação de milhões de cidadãos durante a época das chuvas, altura em que as condições naturais oferecem circunstâncias favoráveis à sobrevivência e ao crescimento das plantas", informa o meio de comunicação social.

"As 800 milhões de árvores que se prevê serem plantadas ou semeadas hoje fazem parte da ambição mais vasta da Etiópia de aumentar a cobertura florestal, reabilitar solos degradados e reforçar a capacidade do país para enfrentar desafios associados ao clima", explica.

A campanha contribui também para os esforços que visam melhorar a saúde do solo, proteger as bacias hidrográficas e aumentar a disponibilidade de água através da redução da erosão e do apoio à recarga dos lençóis freáticos, acrescenta.

Além disso, a plantação de árvores de fruto, incluindo variedades de abacate, manga e papaia, abriu também novas possibilidades para melhorar a nutrição, aumentar os rendimentos das famílias e fortalecer as cadeias de valor agrícolas, incluindo oportunidades para o crescimento futuro das exportações, refere.

A Etiópia prepara-se para acolher a 32.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP32), em 2027.

Segundo o primeiro-ministro, a COP32 proporcionará à Etiópia a oportunidade de demonstrar a sua experiência de desenvolvimento verde e partilhar as suas lições práticas com a comunidade internacional.


Trump volta a ameaçar Teerão e exige acordo ou "rendição total"... O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou hoje a ameaçar Teerão e condicionou o levantamento do bloqueio naval ao território iraniano a "um acordo" ou a "uma rendição total".

© Lusa    03/08/2026 

Através da sua rede social, a Truth Social, o líder norte-americano reiterou que estão em curso negociações entre os Estados Unidos e o Irão, uma alegação negada pela diplomacia de Teerão.

Donald Trump criticou a atitude "incrivelmente hipócrita" da liderança iraniana pela sua recusa em confirmar que está em conversações de paz com Washington.

"Pedem uma reunião, alguns diriam 'imploram', as conversas começam e outras são agendadas para o futuro próximo. No entanto, declaram aberta e orgulhosamente que não estão a negociar nada, que nada está a ser discutido e que estão apenas a lidar com Omã", lamentou.

Para o dirigente norte-americano, Teerão está a recorrer "mais uma vez à sua retórica habitual, alegando que controlará firmemente o estreito de Ormuz, quando na realidade já está sob o controlo absoluto da Marinha dos Estados Unidos", referindo-se ao bloqueio militar imposto pela República Islâmica à navegação comercial desde o início da guerra.

"Nada vai para o Irão a menos que o permitamos, e nada acontecerá a menos que haja um acordo ou uma rendição total. Quer o Irão o admita ou não, o facto é que estamos a falar de uma solução para um problema que eles próprios criaram ao longo de décadas", acrescentou.

O Presidente norte-americano reiterou que "o Irão nunca terá uma arma nuclear", a propósito do programa de enriquecimento de urânio que foi usado como um dos argumentos para o lançamento da ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro e um dos temas centrais das negociações entre as partes.

Trump anunciou no domingo que Washington e Teerão retomariam hoje as conversações de paz, após terem ficado paralisadas durante a escalada das hostilidades nas últimas semanas.

Segundo o líder da Casa Branca, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar pediram-lhe que suspendesse os ataques dos Estados Unidos na expectativa de um acordo com Teerão.

Trump afirmou ainda que o próprio Irão pediu a interrupção do plano de novos ataques, que descreveu como "o maior desde a Segunda Guerra Mundial".

No entanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, desmentiu hoje que a República Islâmica esteja em negociações com os Estados Unidos e que as questões relacionadas com Washington serão analisadas e decididas com base nos desenvolvimentos futuros.

Baghaei indicou que, atualmente, Teerão está apenas em conversações com Omã, focadas num acordo sobre uma rota que garanta a passagem segura dos navios pelo estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do crude mundial antes do conflito. A instabilidade securitária na zona fez disparar os preços internacionais dos bens petrolíferos.

Apesar de ambos os lados terem assinado um memorando de entendimento em 17 de junho para cessar os ataques militares e iniciarem um diálogo durante dois meses com vista a um acordo de paz definitivo, as ofensivas cruzadas recomeçaram.

O aumento da tensão levou Teerão a repor as restrições no estreito de Ormuz e Trump a ordenar o restabelecimento do bloqueio naval à costa iraniana.


Leia Também: Trump acusa petrolíferas de ganharem "dinheiro a mais"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou hoje as petrolíferas dos Estados Unidos de ganharem "dinheiro a mais" e exigiu a descida dos preços, enquanto avisava o Irão que tem uma "última oportunidade" para alcançar um acordo de paz.

Rússia diz ter destruído "raro drone português" fornecido à Ucrânia... As forças russas destruíram "um raro drone de reconhecimento português", da empresa Tekever, que fornece estes aparelhos à Ucrânia, disse hoje um responsável militar à agência de notícias russa oficial, Tass.

© Lusa   03/08/2026 

A agência noticiosa indicou que o aparelho Tekever AR3, que foi intercetado na região fronteiriça de Briansk pelo batalhão anti-drones, foi "transferido para um instituto de investigação, onde especialistas irão estudar o seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia".

"Um drone de reconhecimento inimigo entrou no nosso setor. Ficámos surpreendidos porque nunca tínhamos visto nada assim antes. O veículo aéreo não tripulado [UAV, na sigla em inglês] tinha uma estrutura de cauda e asa diferente. Quando chegámos ao local do acidente, descobrimos que era um drone de reconhecimento português", disse o comandante da tripulação, citado pela Tass.

Segundo o responsável, "é importante abater UAV de reconhecimento, primeiro porque traçam rotas para os drones inimigos voarem" e porque, "segundo, estão à procura das posições [russas] para atacar".

O batalhão anti-UAV, que opera os intercetores de drone Lis, especificou que, embora o drone Tekever AR3 tenha sido intercetado, permaneceu inteiro.

"O motor ficou danificado, mas a fuselagem, o equipamento a bordo e a maior parte da estrutura permaneceram intactos", indicaram as forças russas.

Os militares relataram à Tass que a tarefa de intercetar o drone português "foi desafiante".

"Após a deteção por radar, começou uma perseguição de quase 30 minutos. A aeronave circulava a uma altitude de cerca de 2,5 quilómetros a uma velocidade de 90-100 quilómetros à hora, impedindo-os de se aproximar. Na aproximação final, a bateria do Lis estava a ficar esgotada, mas a tripulação conseguiu, ainda assim, capturar o drone de reconhecimento português", descreveram.

Em 2023, foi noticiado que a empresa portuguesa Tekever iria fornecer drones à Ucrânia para apoiar operações terrestres e marítimas através do Fundo Internacional para a Ucrânia (IFU), liderado pelo Reino Unido.

O Tekever AR3 é utilizado para operações de longa duração, que podem chegar às 16 horas e possui um sistema em que o operador pode facilmente escolher qual configuração a usar para cada missão específica.

Numa declaração por escrito enviada à Lusa em 2023, Ricardo Mendes, presidente executivo e cofundador da Tekever, afirmou que o grupo estava "muito orgulhoso por estar a apoiar a Ucrânia neste momento crítico" e "grato ao Ministério da Defesa do Reino Unido e ao IFU por permitir contribuir para uma das causas humana maiores - a liberdade e a defesa de um povo".

"As nossas equipas estão a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, para adaptar continuamente os nossos produtos às condições de campo em constante mudança na Ucrânia, superando dificuldades e desafios tecnológicos a um ritmo diário", referiu ainda.


Leia Também: Reino Unido escolhe Tekever para contrato até 467 milhões de euros

A Tekever foi selecionada pelo ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer o Corvus, a nova capacidade de vigilância do exército britânico assente em drones AR5, num contrato de até 467 milhões de euros, foi hoje divulgado.

COMUNICADO | MADEM-G15... O MADEM-G15 informa que interpôs recurso de apelação da sentença no Processo n.º 715/2025, iniciando uma nova fase judicial perante a instância superior.

O partido reafirma a sua confiança na Justiça e no Estado de Direito, esclarecendo que a decisão recorrida não é definitiva e que todas as questões de mérito e processuais serão reapreciadas pelo Tribunal da Relação.

A Coordenação Nacional apela à serenidade, disciplina e confiança dos militantes, simpatizantes e dirigentes, reiterando que a defesa dos direitos do partido continuará a ser feita exclusivamente pelos meios legais e democráticos.

Por  Mistida DI Pubis  Bissau, 3 de agosto de 2026

Condutores apanhados ao telemóvel por... polícias disfarçados de arbustos... Agentes da polícia de Dunellen, no estado norte-americano de Nova Jérsia, encontraram uma forma invulgar de detetar condutores que usam o telemóvel ao volante: esconderam-se disfarçados de arbustos numa zona movimentada da cidade. A operação resultou em 74 multas em apenas seis horas.

REPRODUÇÃO// FACEBOOK DUNELLEN BOROUGH POLICE DEPARTMENT       Por  SIC Notícias   03/08/2026

"Viu o nosso ‘arbusto’ hoje? Se estava com a cabeça enterrada no seu telefone, provavelmente não." Foi desta forma que o Departamento de Polícia de Dunellen brincou nas redes sociais depois de uma operação pouco habitual para combater o uso do telemóvel ao volante.

Na quarta-feira passada, vários agentes esconderam-se junto à estrada, disfarçados de arbustos, para conseguirem identificar condutores que circulavam distraídos com os olhos afastados da estrada e concentrados nos seus telemóveis.

A operação decorreu na North Washington Avenue, uma zona bastante movimentada do centro da cidade, com grande circulação de veículos e pessoas a andar a pé.

Durante seis horas, os agentes passaram 74 multas a condutores que, segundo a polícia, estavam a utilizar o telemóvel enquanto conduziam.

A iniciativa teve como objetivo reforçar o cumprimento da lei de Nova Jérsia que proíbe o uso de telemóveis na mão durante a condução.

INDO-PACÍFICO: Chefe militar avisa que EUA não deixarão ninguém dominar Indo-Pacífico... O comandante do Comando do Indo-Pacífico dos Estados Unidos acusou hoje a China e outros países estão de pôr em causa a estabilidade regional, avisando que Washington não permitirá que qualquer país domine a região.

© Lusa   03/08/2026 

O almirante Samuel Paparo afirmou que alguns países recorrem a "falsas alegações de legitimidade" para justificar ações de intimidação e coerção. 

"Isso não é o Estado de direito. É o uso da lei como instrumento de poder. Essa distinção entre a lei como instrumento de ordem e a lei como arma de poder bruto é a principal linha de fratura do nosso tempo", afirmou, por videoconferência, numa conferência regional sobre segurança realizada na Malásia e organizada pelo Comando do Indo-Pacífico dos Estados Unidos.

As declarações de Paparo surgem numa altura em que persistem as tensões no mar do Sul da China, onde as amplas reivindicações territoriais de Pequim sobrepõem-se às de vários países do Sudeste Asiático.

As Filipinas têm estado no centro de sucessivos confrontos com a China, sobretudo em torno de um baixio disputado, onde embarcações dos dois países se têm enfrentado repetidamente.

Manila acusa Pequim de realizar manobras perigosas, utilizar canhões de água e tentar bloquear missões filipinas de reabastecimento. A China rejeita essas acusações e mantém as suas reivindicações territoriais sobre aquelas águas.

Os Estados Unidos afirmam não tomar posição sobre as reivindicações de soberania, mas dizem defender a liberdade de navegação, o direito internacional e o direito dos Estados a exercerem as prerrogativas que lhes são reconhecidas.

Paparo sublinhou que a liberdade de navegação, a segurança marítima e o comércio livre são fundamentais para a estabilidade regional, defendendo que a resolução pacífica dos litígios e o respeito pela soberania de todos os países são essenciais para preservar a ordem no Indo-Pacífico.

"Os Estados Unidos têm uma visão clara do complexo ambiente de segurança nesta região. A nossa postura e as nossas intenções estão bem definidas. Os Estados Unidos dissuadem a China através da força, não da confrontação", afirmou.

"Não permitiremos que qualquer país domine esta região ou elimine os direitos soberanos conquistados pelos Estados independentes", acrescentou.

O comandante norte-americano afirmou ainda que o Indo-Pacífico continua a ser o principal centro geopolítico e económico do mundo e considerou que o agravamento dos desafios de segurança torna cada vez mais importante a cooperação entre aliados e parceiros.

Também presente na conferência, o ministro da Defesa das Filipinas, Gilberto Teodoro, garantiu que o país continuará a resistir e a "fazer frente" às ameaças da China.

Mais tarde, Teodoro afirmou aos jornalistas que as preocupações de Manila vão além das atividades chinesas no mar do Sul da China, apontando para outras ações de Pequim, incluindo um recente lançamento de um míssil balístico para o Oceano Pacífico, como prova da expansão da presença militar chinesa.

"A China está em todo o lado (...). Isto é motivo de preocupação", afirmou.

À margem da conferência, o secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Kao Kim Hourn, afirmou que as negociações entre o bloco e a China para um código de conduta no mar do Sul da China registaram progressos significativos.

"O ritmo acelerou de forma significativa e penso que estamos muito próximos de concluir o código de conduta", afirmou, manifestando confiança de que o acordo possa ser alcançado ainda este ano.


Leia Também: Segurança de Taiwan acusa China de alargar "guerra" ao Indo-Pacífico

As operações marítimas da China em torno de Taiwan fazem parte de uma estratégia de "guerra híbrida" que ameaça toda a região do Indo-Pacífico, afirmou o responsável máximo pela segurança nacional taiwanesa, Joseph Wu, numa entrevista ao Nikkei Asia.

"Governo espanhol está a criar uma ameaça para todo o território europeu"... O eurodeputado francês de extrema-direita Aleksandar Nikolic defendeu hoje a suspensão de Espanha do Espaço Schengen, alegando que "pelo menos 12 mil pessoas" que entraram em Ceuta vindas de Marrocos na semana passada vão chegar ao continente europeu.

© Getty Images     Por  LUSA   03/08/2026 

"O governo espanhol está a criar uma ameaça para todo o território europeu", afirmou Nikolic numa entrevista à rádio France Info, na qual relacionou diretamente a chegada dos cerca e 60 mil migrantes de Marrocos ao processo em curso de regularização da situação migratória de centenas de milhares de pessoas em Espanha.

O número de migrantes que Nikolic refere terem-se mantido em Ceuta não coincide com o divulgado pelas Forças de Segurança espanholas, que estimam que mais de 53 mil pessoas regressaram voluntariamente a Marrocos vindas de Ceuta até ao final de sexta-feira, o que significa que se mantiveram no enclave espanhol aproximadamente sete mil.

Questionado sobre esta discrepância nos dados, e depois de ter referido 12 mil pessoas, o eurodeputado indicou que o número poderia situar-se "entre 10 mil e 15 mil" e atribuiu esta informação a "agentes espanhóis" que não identificou.

O deputado referiu ainda que estes movimentos em massa podem ter tido "pressão do Governo marroquino", admitindo que "é demasiado cedo para ter certeza", mas considerou que "alguns se aproveitaram da situação" devido ao "fator de atração" criado pelo processo de regularização e pela decisão do Supremo Tribunal espanhol.

Aleksandar Nikolic referia-se à decisão do Supremo Tribunal que impedia a expulsão sumária de pessoas que tinham entrado a nado nos enclaves espanhóis do norte de África - Ceuta e Melilla -, uma vez que não tinham atravessado as barreiras fronteiriças para entrar ilegalmente.

Segundo o tribunal, estes migrantes devem passar por um procedimento diferente, mais demorado mas que, em muitos casos, permite que não sejam expulsos.

Em relação às mortes daqueles que tentaram entrar em Ceuta na semana passada, afirmou que "a responsabilidade por estas mortes recai sobre aqueles que criaram uma falsa esperança de regularização".

O eurodeputado do União Nacional (RN, na sigla em francês, partido liderado por Marine Le Pen) sublinhou que os migrantes que permaneceram em Ceuta acabarão por atravessar para o continente espanhol, lembrando que, a partir desse momento, passam a poder viajar livremente por todo o resto da União Europeia.

"Há motivos para preocupação" de que possam querer ir para França porque "o sistema social francês é o mais generoso", referiu.

Face a isto, reiterou, o seu partido, que detém a maior representação na Assembleia Nacional Francesa, considera que "a Espanha deve ser excluída do Espaço Schengen", que determina a liberdade de circulação entre os 29 países-membros, como já solicitaram os governos de Itália, Dinamarca e Finlândia.

A livre circulação dentro do Espaço Schengen "deve ser reservada aos cidadãos europeus", sublinhou.

Desde a passada sexta-feira que Marine Le Pen, candidata às eleições presidenciais francesas de 2027 e atualmente a favorita nas sondagens, tem sublinhado que "perante o grande fluxo coordenado de migrantes para Espanha, incentivado pelo Governo espanhol, a França deve reforçar sem demora os seus controlos fronteiriços".

Assumindo que vencerá as eleições, Le Pen anunciou que no próximo ano irá pôr fim "a esta loucura, reservando a livre circulação de Schengen aos cidadãos da União Europeia".


Leia Também: Crise em Ceuta leva Bruxelas a pedir reforço das fronteiras da UE

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje que a crise migratória em Ceuta mostrou que é preciso "fazer mais" para reforçar as fronteiras externas da União Europeia, pedindo uma "resposta europeia comum".

Três civis russos mortos em ataque ucraniano na Crimeia... Pelo menos três civis russos foram mortos esta noite na península da Crimeia, na sequência de ataques ucranianos, e outros dois ficaram feridos, disse hoje o líder local Sergei Aksyonov.

© Getty Images     Por  LUSA   03/08/2026 

"O inimigo perpetrou mais um ataque noturno contra a República da Crimeia. Infelizmente, há vítimas: três civis foram mortos e outros dois ficaram feridos", escreveu na sua conta de Telegram, sem oferecer mais pormenores.

O líder da Crimeia expressou as suas "sinceras e mais profundas condolências às famílias e entes queridos daqueles que morreram" e classificou o "ataque" como "bárbaro".

Aos feridos desejou "uma rápida recuperação aos feridos" e garantiu o apoio das autoridades.

Paralelamente, a Ucrânia terá atacado hoje um centro de distribuição da Wildberries na região de Moscovo, localizado a 150 quilómetros da capital, informou a empresa, elevando para quase vinte o número de armazéns danificados.

"Devido ao ataque a uma das instalações logísticas da empresa na região de Vladimir, deflagrou um incêndio. Os funcionários foram retirados", afirmou a Wildberries no seu canal de Telegram, acrescentando que não houve vítimas naquele que é o décimo oitavo ataque ucraniano a um dos centros de distribuição da empresa.

Segundo a empresa, os bombeiros estão a trabalhar no local e "as cadeias logísticas foram reorganizadas; a receção de mantimentos e o despacho de encomendas estão a ser realizados noutras instalações".

O governador local, Alexander Avdeev, especificou que drones ucranianos atacaram um armazém no distrito de Sobinsky, indicando na rede de mensagens russa MAX que há pelo menos um ferido.

A Ucrânia lançou uma campanha de ataques contra a Amazon russa nas últimas semanas, acusando-a de vender equipamento militar.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, durante a noite, as defesas aéreas russas "intercetaram e destruíram" 131 drones ucranianos de asa fixa sobre 10 regiões russas, a península da Crimeia e o Mar Negro.

Abu está de volta aos Bijagós!

Por  IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas 

Ontem, 2 de agosto de 2026, a ave Abu chegou ao Arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, após uma impressionante viagem de cinco dias de voo desde a Islândia.

Abu, da espécie Numenius phaeopus, foi anilhada e equipada com um dispositivo de seguimento por uma equipa de investigadores de Aveiro, no âmbito do projeto de conservação coordenado pelo IBAP, em novembro de 2018. Desde então, tem sido acompanhada continuamente durante quase oito anos, permitindo conhecer com grande detalhe as suas rotas migratórias e os locais essenciais para a sua sobrevivência.

Estes dados reforçam o conhecimento científico sobre a migração desta espécie e fornecem informações fundamentais para orientar ações de conservação, protegendo os habitats de que depende ao longo do seu percurso entre a Europa e a África.

Cada regresso de Abu aos Bijagós representa mais um importante contributo para a ciência e para a conservação das aves migratórias. 

Estudo alerta: Borrifar perfume no pescoço pode afetar as hormonas... De acordo com um novo estudo publicado na revista Frontiers in Toxicology, borrifar perfume no pescoço pode afetar as hormonas a longo prazo. Veja o que está em causa e o que pode fazer para proteger-se.

© Shutterstock  Por   noticiasaominuto.com   03/08/2026 

Certamente que quando sai de casa pode ter o hábito de colocar perfume. Borrifar no pescoço acaba por ser algo comum, mas o melhor é estar atento. Segundo um estudo publicado na revista Frontiers in Toxicology este simples hábito pode vir a afetar as suas hormonas.

A investigação não diz que deve evitar de todo o perfume, mas sim ter em conta onde o colocar de forma a evitar este tipo de problemas que acabam por revelar-se mais tarde. Em causa estão alguns dos produtos químicos que se encontram nestas fragrâncias que podem vir a ter um efeito nas suas hormonas ao longo do tempo.

Hormonas: O risco de colocar perfume

Segundo o estudo, o ato de borrifar perfume no pescoço cria uma camada fina no ar que acaba por entrar diretamente nos pulmões. Por outro lado, a pele que fica na zona do pescoço é também mais fina e pode fazer com que algumas substâncias presentes nos perfumes possam ser mais facilmente absorvidas do que noutras áreas do corpo.

O estudo apontou que algumas destas substâncias que são absorvidas pelo corpo, e na zona do pescoço, possam vir a desregular as hormonas. A longo prazo podem afetar todo o sistema hormonal e o metabolismo, por exemplo.

O estudo revelou que são necessárias mais investigações para perceber de que forma a exposição a longo prazo pode contribuir para outros problemas de saúde. Esta será etapa fundamental para compreender o real impacto dos riscos a longo prazo.

Perfume: Como reduzir os riscos?

De forma a reduzir o impacto que os perfumes possam ter deixaram algumas indicações que podem ser seguidas. Por exemplo, dizem que é preferível borrifar o perfume diretamente na roupa do que aplicá-lo na pele. Por outro outro, deverá evitar o uso excessivo e voltar a aplicar várias vezes ao dia.

Deverá ainda escolher marcas que sejam mais confiáveis e nas quais consiga perceber realmente toda a sua composição. Aplique ainda o perfume em zonas ventiladas para evitar inalar as substâncias assim que o coloca.

Quer que o perfume dure o dia todo?

As sugestões são partilhadas pelo ‘website’ Lifestyle Asia. Veja como é bem simples fazer com que o cheiro do seu perfume permaneça durante várias. Saiba tudo.

Aplique o perfume nas zonas certas

Locais como os pulsos, atrás das orelhas, na nuca e parte interna dos cotovelos são pontos chaves. Explicam que são zonas que emitem calor e que ajudam a difundir melhor a fragrância.

Nada de esfregar

Acaba por ser um erro comum, mas que deve ser evitado. Esfregar os pulsos depois de borrifar para acabar por danificar as moléculas e alterar o aroma. Em alternativa, deixe o perfume secar de uma forma natural.

Aposte em óleos

Podem ser usados como base, o que irá fazer com que crie uma camada protetora na pele que faz com que não evaporem tão facilmente.

Evite a exposição ao sol e ao calor

É algo que deve ter em conta no momento de guardar os perfumes. O ideal é que os guarde num local fresco e escuro. O sol e luz só vão estragar o perfume com o tempo.

Israel partilhou "preocupações de segurança" sobre desarmamento do Hamas... Israel partilhou "graves preocupações de segurança" com os Estados Unidos relativamente à proposta de acordo de desarmamento com o Hamas, afirmou um porta-voz do gabinete do Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

© Ilia YEFIMOVICH / AFP via Getty Images     Por  LUSA   03/08/2026 

Doron Spielman afirmou à agência Associated Press que a avaliação dos serviços de informação israelitas indica que o Hamas continua empenhado em reconstruir a sua capacidade militar em vez de se desmilitarizar genuinamente.

O porta-voz afirmou ainda que o exército israelita não se retirará de Gaza, onde controla mais de 60% do território, antes de o Hamas se desarmar.

"A nossa avaliação é de que, se nos deslocarmos antes de o Hamas estar verdadeiramente desarmado, o grupo expandirá rapidamente a sua presença por toda a Faixa de Gaza, reconstruirá a sua infraestrutura terrorista, voltará a ameaçar as comunidades israelitas, e tentará levar a cabo outro ataque ao estilo do 07 de outubro", disse, referindo-se ao ataque militante do Hamas contra Israel em 2023 que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

As declarações de Doron Spielman foram dos primeiros comentários públicos desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o acordo, e surgem dias depois de o Hamas ter dito que começaria a desarmar-se no âmbito do cessar-fogo intermediado pelos EUA.

O plano de cessar-fogo de 20 pontos de Trump, assinado há nove meses para pôr fim ao conflito de quase três anos, exige que o grupo militante entregue as suas armas e destrua a sua vasta rede de túneis.

O plano prevê também a retirada das forças israelitas de Gaza, a chegada de um novo governo tecnocrático palestiniano, o destacamento de uma força de segurança internacional e a reconstrução do fustigado enclave palestiniano.

O desarmamento do Hamas tem sido um ponto de discórdia que paralisou as negociações durante meses.

Ao anunciar o acordo nas redes sociais, na quinta-feira, Trump disse que este seria executado em "fases cuidadosamente estruturadas".

Uma cópia do acordo obtida e verificada pela AP refere que todas as armas na posse da polícia gerida pelo Hamas serão transferidas para a comissão tecnocrática palestiniana apoiada pelos EUA, conhecida como Comissão Nacional para a Administração de Gaza, aquando da sua chegada ao enclave.

Não é claro quando isso acontecerá, uma vez que está dependente de outras etapas.

O processo para desmantelar e armazenar armas pesadas, bem como para encerrar instalações de produção militar e túneis, começará após a chegada da comissão palestiniana e o destacamento das forças internacionais.

Este processo estará associado a uma retirada faseada de Israel, de acordo com o texto do acordo.

As áreas que Israel controla em Gaza estão na sua maioria destruídas e despovoadas.

A maior parte dos 2 milhões de palestinianos do território encontra-se na outra parte, onde centenas de milhares vivem em acampamentos de tendas esquálidos e em bairros destruídos.

A Casa Branca não fez comentários adicionais este domingo, quando questionada especificamente sobre a avaliação de Israel de que o Hamas continua empenhado em reconstruir o seu exército.

Responsáveis norte-americanos, que prestaram declarações aos jornalistas sobre o acordo de desarmamento na semana passada, afirmaram que Israel foi consultado em todas as etapas das negociações e que não lhe estava a ser pedido nada mais do que aquilo a que se tinha comprometido no âmbito do acordo de cessar-fogo e de libertação de reféns assinado no passado mês de outubro.

De acordo com outra fonte, os israelitas levantaram duas outras questões: que o Catar e a Turquia não estejam envolvidos na verificação das etapas do acordo e que as armas do Hamas sejam destruídas após a confiscação. A fonte falou sob condição de anonimato por não ter autorização para falar com a imprensa.

Desde a assinatura do cessar-fogo no passado mês de outubro, Israel tem continuado a realizar ataques em Gaza, afirmando ter como alvo o Hamas e as suas infraestruturas.


Michelle Bolsonaro apresentada como candidata ao Senado brasileiro... Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2022), é candidata ao Senado pelo Partido Liberal (PL), a formação liderada pelo marido, com vista às eleições legislativas em outubro, foi anunciado.

© Lusa    03/08/2026 

Michelle Bolsonaro não pôde comparecer no domingo ao lançamento da candidatura, em Brasília, porque nas últimas horas foi submetida a um "bloqueio anestésico de nervos cranianos" num hospital da capital, com o intuito de aplacar umas dores de cabeça persistentes.

A agora aspirante ao Senado Federal deu entrada na noite de sábado na clínica privada DF Star, em Brasília, com um quadro de cefaleia resistente à medicação oral, de acordo com o boletim divulgado pelo hospital.

Na clínica, realizou uma série de exames e, logo de seguida, foi submetida ao procedimento, com resultado "satisfatório" e recebendo alta este mesmo domingo, mas acabando por não comparecer à convenção do PL em Brasília, onde foi confirmada a sua candidatura ao Senado.

Em fevereiro de 2023, a ex-primeira-dama foi nomeada presidente da divisão feminina do PL, cargo que deixou em junho passado após uma série de desavenças com o filho mais velho do ex-presidente de extrema-direita, o senador Flávio Bolsonaro.

Flávio será o candidato do PL nas eleições presenciais de outubro, uma vez que o pai está inelegível e em prisão domiciliária após ter sido condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, depois de perder as eleições de 2022.

Na cerimónia deste domingo, o senador desejou à madrasta uma rápida recuperação.

"Dentro em breve estará de volta, firme e forte, para nos ajudar a recuperar este Brasil", disse o primogénito de Jair.

Michelle Bolsonaro é considerada uma figura-chave para atrair o eleitorado feminino. É evangélica praticante e teve uma participação importante na frustrada campanha eleitoral de 2022 do seu marido, na qual serviu de ponte com as igrejas neopentecostais, de crescente influência no Brasil.

A partir da posição de primeira-dama, entre 2019 e 2022, Michelle Bolsonaro dedicou-se à promoção da língua gestual e à inclusão das pessoas surdas, além de coordenar campanhas de voluntariado dirigidas ao apoio a crianças de comunidades pobres.


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A antiga líder de Myanmar (antiga Birmânia) Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliária, encontrou-se com um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), numa primeira aparição desde o golpe de Estado de 2021.

FARP: ANIVERSÁRIO DE 41 ANOS DA CRIAÇÃO DO REGIMENTO DE COMANDOS ... DISCURSO DO BRIGADEIRO BAUTE IAMTA NA MAM NAS CELEBRAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DO REGIMENTO DOS COMANDOS



Por Radio Voz Do Povo

A UNTG-CS celebra 67 anos do massacre de Pindjiguiti em homenagem às vítimas da repressão colonial e em defesa dos direitos dos trabalhadores no dia 3 de Agosto de 1959.

domingo, 2 de agosto de 2026

RÚSSIA: Autarca de Moscovo diz que explosão foi "hediondo ato terrorista"... O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, classificou hoje como um "hediondo ato terrorista" a explosão ocorrida no sábado num café da capital russa, que fez pelo menos três mortos e 21 feridos.

© Natalia Kolesnikova/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   02/08/2026 

"Ontem [sábado] foi cometido em Moscovo um hediondo ato terrorista que custou vidas humanas. Os feridos encontram-se atualmente nos hospitais da cidade, onde estão a receber toda a assistência necessária", escreveu Sobianin nas redes sociais, citado pela agência de notícias Europa Press.

Segundo o autarca, as autoridades já estão a investigar o sucedido e, garantiu Sobianin, "os responsáveis serão inevitavelmente encontrados e receberão o castigo que merecem".

A explosão ocorreu nas imediações da Praça Kudrinskaya, em Moscovo, cerca das 20h10 locais (18h10 em Portugal continental), onde se situa um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, o imponente arranha-céus projetado por Mikhail Posokhin durante o período estalinista.

Segundo as autoridades, entre as vítimas mortais está a alegada autora do ataque, que terá acionado o engenho explosivo quando um segurança tentou impedir a sua entrada no estabelecimento.

O segurança e um dos clientes também morreram na explosão.        

A Rússia tem sido palco de atos terroristas ao longo dos anos, inclusive em Moscovo.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os serviços secretos ucranianos reivindicaram ou foram acusados de vários assassinatos ou tentativas de assassinato de oficiais militares russos e de figuras públicas que apoiam o conflito.

Vários generais russos e responsáveis nomeados por Moscovo nos territórios ucranianos ocupados foram mortos ou feridos nos últimos anos em atentados bombistas.

A Agência France Presse recorda, a título de exemplo, que, em agosto de 2022, Darya Duguina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexandre Douguine, morreu na explosão de um carro em Moscovo.

No ano seguinte, em abril, o bloguer militar russo Maxime Fomine morreu na explosão de uma estatueta armadilhada que lhe tinha sido oferecida em palco num café de São Petersburgo.

Ucrânia reivindica ataques contra aeródromo e refinaria na Rússia... As Forças Armadas da Ucrânia reivindicaram hoje os ataques, com recurso a drones, contra um aeródromo, uma refinaria e um depósito de combustível na Ucrânia.

© Getty Images   Por  LUSA  02/08/2026 

Para "reduzir o potencial económico e militar da Rússia", a refinaria de Saratov foi atingida, no sábado à noite, o que provocou um incêndio nas instalações, lê-se numa publicação do Estado-Maior ucraniano nas redes sociais.

De acordo com um comunicado das Forças Armadas, a capacidade de refinação em Saratov é de, aproximadamente, sete milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.

Na mesma região, foi atingido o aeródromo de Engels, classificado por Kiev como "uma das principais bases de aviação estratégica" da Rússia.

Outro ataque teve como alvo o depósito de Liudinovsk, na região de Kaluga, que, segundo o Estado-Maior ucraniano, é utilizado para armazenar combustíveis e lubrificantes.

Foi ainda atingido um local de armazenamento e lançamento de drones de ataque em Navli, bem como centros de controlo de drones em Kursk em territórios ucranianos sob ocupação russa em Donetsk, Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia.

O Ministério da Defesa da Rússia indicou que, esta noite, foram abatidos 635 drones ucranianos.

Força Aérea ucraniana afirma que neutralizou 109 de 113 drones russos... A Força Aérea da Ucrânia afirmou hoje que na ultima noite conseguiu neutralizar 109 dos 133 drones russos lançados desde as 18h00 de sábado.

© Vitalii Nosach/Global Images Ukraine via Getty Images    Por LUSA  02/08/2026 

Segundo o boletim diário da instituição, foram detetados 133 drones, entre eles aparelhos não tripulados de ataque do tipo Shahed (incluindo modelos a jato), Gerbera e Italmas, bem como drones Banderol - que esperam ocultos até que um alvo se aproxime - e de outros tipos.

"Segundo dados preliminares, às 8h00 (de hoje) as defesas aéreas tinham derrubado ou suprimido 109 drones inimigos dos tipos Shahed, Gerbera, Italmas, drones Banderol e drones de outros tipos sobre o norte, sul e leste do país", indicou a Força Aérea.

No entanto, 24 drones de ataque conseguiram atingir 19 locais diferentes, enquanto fragmentos de aparelhos abatidos caíram noutros três lugares não especificados.

Num resumo semanal, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ao longo dos últimos sete dias os russos lançaram aproximadamente 1.900 drones, quase 1.600 bombas e 144 mísseis de vários tipos contra 16 regiões da Ucrânia.

Além disso, denunciou que em Brovari, na região de Kyiv, uma pessoa morreu devido ao impacto de um drone e seis ficaram feridas.

"Um número significativo de empresas russas que estão a trabalhar para manter os ataques, produzindo componentes para drones, mísseis e bombas aéreas guiadas, ainda não foram sancionadas", escreveu no X, reclamando sanções mais amplas.

"É necessário pressionar cada segmento do complexo industrial e defensivo russo, e é exatamente essa pressão que, em última instância, ajudará a reduzir o número de ataques contra o nosso povo", argumentou numa mensagem enviada aos aliados da Ucrânia.


CEUTA: Centenas de migrantes continuam em Ceuta e não querem voltar... Centenas ou mesmo milhares de migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta na quinta e na sexta-feira continuam no enclave espanhol no norte de África e dizem não querer voltar a Marrocos.

© JORGE GUERRERO / AFP via Getty Images...      Por  LUSA  02/08/2026 

Segundo as primeiras estimativas do Governo de Espanha, entraram ilegalmente em Ceuta, sobretudo numa avalanche na quinta-feira, mais de 50.000 pessoas e pelo menos 48.300 regressaram logo na sexta-feira a Marrocos, por sua própria iniciativa.

Mas muitos - centenas ou até milhares - permanecem em Ceuta, concentrados em zonas mais afastadas dos controlos militares e policiais que foram reforçados na cidade, em praias ou nas imediações do centro de acolhimento temporário a migrantes (conhecido como CETI), como constatou a agência Lusa.

Há também relatos de outros meios de comunicação de centenas de pessoas escondidas ou refugiadas em serras da cidade.

São, quase na totalidade, migrantes de países subsaarianos que permanecem em Ceuta e os que saíram por iniciativa própria desde sexta-feira eram marroquinos.

Entre as centenas que permanecem junto ao CETI, sem acesso ao centro de acolhimento que as autoridades de Ceuta dizem estar sobrelotado, há pessoas de países como o Senegal, Gâmbia, Iémen ou Sudão que já viviam em Marrocos, em cidades como Casablanca ou Tânger, e se dirigiram à fronteira de Ceuta depois de "ouvir dizer" ou "ver na Internet" que se podia cruzar para o lado espanhol, como contaram vários destes migrantes à Lusa.

Todos os que falaram com a Lusa contaram ter cruzado a nado na quinta-feira, aproveitando a entrada massiva de pessoas e a maré baixa que permitiu contornar o pontão de El Tarajal, na fronteira entre Ceuta e Marrocos.

Estão agora na rua, amontoados em passeios e na estrada de acesso ao CETI, "sem comer, sem beber e sem banho", mas querem permaneceu em Ceuta, Espanha, Europa, disse Florence, 32 anos, do Senegal.

"Quero viver bem, como todos. E a liberdade", disse à Lusa o também senegalês Ali, de 32 anos, que já vivia há quatro anos em Marrocos e se dedicava ao "pequeno comércio".

"Há guerra no nosso país", acrescentou Fátima, de 28 anos, do Sudão.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.

Foi também reforçada a fronteira junto ao pontão de El Tarajal, com uma nova barreira pneumática de meio quilómetros já instalada sobre o mar no sábado.

Deste local foram retirados 71 corpos desde quinta-feira, segundo o balanço mais recente da polícia espanhola. Em todo o ano de 2025 morreram 46 pessoas afogadas neste ponto, também na tentativa de entrar ilegalmente em Ceuta.

Fontes na cidade citadas hoje pelo jornal El Pais garantem que estão a ser preparadas instalações, com câmaras frigoríficas, para a receção de até 200 cadáveres, admitindo a possibilidade de haver mais mortos nas águas.

Para já, desconhece-se o número de corpos retirados do mar no lado de Marrocos.

Por outro lado, perto de 1.150 das pessoas que entraram em Ceuta desde quinta-feira receberam assistência médica, disseram hoje as autoridades locais.

A cidade de Ceuta está a recuperar parcialmente a normalidade, com as lojas e restaurantes de novo abertos desde sábado, os turistas a encherem as esplanadas do centro da cidade e os carros de novo a circular.

Tudo, porém, com forte presença policial e de militares nas ruas e com o cancelamento das grandes festividades anuais da cidade, que culminam com a celebração do Dia da Virgem de África, em 05 de agosto, e deveriam ter arrancado no sábado.


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O Departamento de Estado dos Estados Unidos da América subiu o nível de alerta para as viagens a Ceuta, "devido a instabilidade" no enclave espanhol no Norte de África, ao qual chegaram milhares de migrantes nos últimos dias.

Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta (e confirma 71 mortos)... As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.

© Henry NICHOLLS / AFP via Getty Images   Por LUSA   02/08/2026 

Fontes policiais citadas hoje pela agência EFE disseram que este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, uma cidade onde vivem pouco mais de 83.000 pessoas.

As mesmas fontes pensam que poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta.

Já foram retirados do mar, nas águas junto à fronteira, 71 corpos de pessoas que se afogaram na tentativa de entrar em Ceuta nos últimos dias, disseram à EFE as fontes da polícia espanhola.

Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.

Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.


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