© Natalia Kolesnikova/Anadolu via Getty Images Por LUSA 02/08/2026
"Ontem [sábado] foi cometido em Moscovo um hediondo ato terrorista que custou vidas humanas. Os feridos encontram-se atualmente nos hospitais da cidade, onde estão a receber toda a assistência necessária", escreveu Sobianin nas redes sociais, citado pela agência de notícias Europa Press.
Segundo o autarca, as autoridades já estão a investigar o sucedido e, garantiu Sobianin, "os responsáveis serão inevitavelmente encontrados e receberão o castigo que merecem".
A explosão ocorreu nas imediações da Praça Kudrinskaya, em Moscovo, cerca das 20h10 locais (18h10 em Portugal continental), onde se situa um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, o imponente arranha-céus projetado por Mikhail Posokhin durante o período estalinista.
Segundo as autoridades, entre as vítimas mortais está a alegada autora do ataque, que terá acionado o engenho explosivo quando um segurança tentou impedir a sua entrada no estabelecimento.
O segurança e um dos clientes também morreram na explosão.
A Rússia tem sido palco de atos terroristas ao longo dos anos, inclusive em Moscovo.
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os serviços secretos ucranianos reivindicaram ou foram acusados de vários assassinatos ou tentativas de assassinato de oficiais militares russos e de figuras públicas que apoiam o conflito.
Vários generais russos e responsáveis nomeados por Moscovo nos territórios ucranianos ocupados foram mortos ou feridos nos últimos anos em atentados bombistas.
A Agência France Presse recorda, a título de exemplo, que, em agosto de 2022, Darya Duguina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexandre Douguine, morreu na explosão de um carro em Moscovo.
No ano seguinte, em abril, o bloguer militar russo Maxime Fomine morreu na explosão de uma estatueta armadilhada que lhe tinha sido oferecida em palco num café de São Petersburgo.

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