quinta-feira, 23 de julho de 2026

Chefes da diplomacia norte-americana e russa discutem guerra na Ucrânia... Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Rússia, Marco Rubio e Sergei Lavrov, respetivamente, reuniram-se hoje em Manila para discutir a guerra na Ucrânia e possíveis formas de pôr fim ao conflito.

© Brendan SMIALOWSKI / POOL / AFP via Getty Images     Por LUSA  23/07/2026 

"O encontro entre Lavrov e Rubio começou em Manila", anunciou o ministério russo dos Negócios Estrangeiros numa mensagens no canal Telegram, acompanhada de um vídeo da chegada do representante de Moscovo à sala onde decorreu a reunião, realizada à margem do encontro de chefes da diplomacia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte‑americano afirmou que a guerra na Ucrânia "dificultou em muitos aspetos a capacidade da Rússia e dos Estados Unidos para encontrar pontos em comum", embora não tenha excluído procurar "outras áreas de possível cooperação".

"Somos os dois países com maior arsenal nuclear do planeta. Não falar seria imprudente e irresponsável. Temos de manter uma relação com o Governo russo, mesmo havendo áreas de desacordo, e no caso da Ucrânia talvez haja uma oportunidade, se pudermos desempenhar um papel construtivo, para pôr fim ao conflito", sublinhou Rubio perante os jornalistas.

Lavrov assegurou também na quarta‑feira que Moscovo considera que, "por enquanto", os EUA não abandonaram as propostas apresentadas na cimeira de agosto de 2025, no Alasca, onde se reuniram os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump.

Embora essas propostas não sejam públicas, a imprensa ocidental informou na altura que Trump se mostrou disposto a aceitar que a Rússia ficasse com toda a província ucraniana do Donbass, desde que cessasse os combates na Ucrânia.

Nos últimos meses, Rubio tem sido mais crítico da campanha militar russa, classificando‑a como um "fracasso estratégico" e afirmando que Moscovo não tem hipóteses de vencer a guerra, declarações que desagradaram a Lavrov.

As negociações de paz entre Moscovo e Kiev, com mediação de Washington, estão bloqueadas desde fevereiro, quando os EUA lançaram a sua ofensiva contra o Irão. Desde então, os ucranianos intensificaram ataques contra a retaguarda russa, levando Moscovo a aumentar os bombardeamentos sobre Kiev e o porto de Odessa, no Mar Negro.

Rubio reiterou esta quarta‑feira o desejo de que a guerra, iniciada em fevereiro de 2022, termine e voltou a apresentar‑se como mediador entre as partes.

"Os Estados Unidos continuam abertos e dispostos a desempenhar um papel construtivo para pôr fim a esta guerra (...), acreditamos que neste momento, e penso que os russos concordariam, provavelmente somos o único país do mundo capaz de desempenhar esse papel", afirmou o chefe da diplomacia norte‑americana.


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A delegação da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu que visitou esta semana a China acusou hoje Pequim de recusar assumir responsabilidades pela guerra na Ucrânia e defendeu que pressione Moscovo para normalizar relações com a União Europeia.

EUA iniciam 12ª vaga de ataques aéreos desde o fim do cessar-fogo... O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a 12ª. desde o fim do cessar-fogo provisório.

© Getty Images/Jalaa MAREY / AFP     Por LUSA   23/07/2026 

O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 22h30 de Portugal continental, por ordem do Presidente, visando alvos militares iranianos para "degradar a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelas águas regionais".

Não houve qualquer reação imediata do Irão relativamente a eventuais vítimas ou danos causados pelos ataques.

Na 11.ª noite consecutiva de ataques aéreos norte-americanos contra o Irão foram visados, segundo o Pentágono (Departamento de Defesa), hangares de aeronaves e depósitos de drones.

Em resposta, o Irão lançou mísseis contra a cidade de Aqaba, na Jordânia, junto à fronteira com Israel.

A Guarda Revolucionária iraniana garantiu que continuará os ataques de retaliação, enquanto o Governo de Teerão mantém a disputa em torno do estreito de Ormuz, por onde, em tempos de paz, transita cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados a nível mundial.

Entretanto, o porta-voz do Ministério do Interior iraniano, Ali Zeinivand, afirmou que "a diplomacia não foi suspensa" e que continuam a ser trocadas mensagens entre as partes, apesar da escalada militar.

Também hoje, o Presidente Donald Trump ameaçou destruir infraestruturas civis iranianas sempre que Teerão atacar navios no estreito de Ormuz, numa altura em que prosseguem os confrontos entre os dois países.

"A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, seja com um míssil, um 'rocket', um drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica", escreveu Trump na rede social Truth Social.

As Forças Armadas do Kuwait anunciaram esta noite que estavam a intercetar "drones hostis".

"Quaisquer explosões que possam ser ouvidas são o resultado da interceção de projéteis hostis pelos sistemas de defesa aérea", adiantaram no X.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, recebeu quarta-feira numa cerimónia solene os corpos de quatro soldados norte-americanos mortos em ataques iranianos na Jordânia e no Iraque na semana passada, as primeiras baixas desde o fim do cessar-fogo, há duas semanas.



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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) garantiu hoje que mais de 900 navios comerciais atravessaram o estreito de Ormuz desde o início de maio, graças ao apoio das Forças Armadas americanas destacadas na região, apesar das ameaças iranianas.

EUA investigam se Rússia ajudou o Irã a atacar alvos da inteligência americana, diz agência... Analistas apuram se Moscou forneceu informações de mira, tecnologia para drones ou ajudou a escolher alvos. Ataques atingiram instalações da CIA na Arábia Saudita e no Iraque.

Por g1.globo.com 22/07/2026 

Ataques de drones iranianos contra instalações da CIA no Oriente Médio levaram analistas de inteligência dos Estados Unidos a investigar se a Rússia ajudou o Irã ao fornecer informações de mira ou tecnologia avançada para drones.

As informações foram divulgadas pela agência Reuters, nesta quarta-feira (22), com base nos relatos de quatro pessoas com conhecimento da inteligência americana.

Essas pessoas, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos de segurança nacional, disseram que autoridades de inteligência dos EUA ainda não chegaram a conclusões definitivas sobre um possível envolvimento russo nos ataques às instalações da CIA.

No entanto, citaram a eficácia e a aparente precisão dos ataques, além do apoio técnico mais amplo da Rússia ao Irã, como possíveis indícios.

As preocupações de que a Rússia possa estar fornecendo dados de mira ao Irã aumentaram neste fim de semana após ataques contra uma base aérea americana na Jordânia, onde o Irã atingiu alojamentos militares com mísseis balísticos, matando dois soldados.

A Reuters e outros veículos já informaram — e autoridades americanas reconheceram — que a Rússia forneceu informações de mira e outro tipo de apoio ao Irã em ataques contra alvos dos EUA na região do Golfo de forma geral.

Mas a investigação da comunidade de inteligência sobre um possível papel russo especificamente nos ataques contra instalações da CIA não havia sido divulgada anteriormente.

  • Pelo menos duas instalações da CIA foram atingidas em março, segundo reportagens da Reuters e de outros veículos.
  • Uma delas era a estação da CIA na Arábia Saudita, localizada dentro da embaixada dos EUA em Riad, e outra ficava no leste do Iraque.
  • Algumas das fontes disseram que outras instalações da agência também foram atingidas, mas não deram detalhes.

A Casa Branca encaminhou um pedido de comentário à CIA, que se recusou a comentar.

A missão do Irã na ONU, o Ministério da Defesa da Rússia e o governo da Arábia Saudita não responderam aos pedidos de comentário.

Instalações secretas

As instalações da CIA no exterior incluem os principais escritórios da agência em cada país, tradicionalmente localizados dentro de embaixadas e conhecidos como "estações".

Além disso, a CIA mantém escritórios, casas seguras, centros logísticos e outras instalações usadas para vigilância e operações. A localização desses locais é mantida sob rígido sigilo.

  • Duas autoridades ocidentais na região disseram que a Rússia ajudou o Irã a melhorar a capacidade dos drones Shahed de atingir alvos.
  • Elas afirmaram ainda que analistas suspeitam que essas versões foram usadas no ataque em Riad.

Segundo outra fonte, a Rússia ajudou Teerã a aumentar a precisão dos drones Shahed-136 ao fornecer o sistema de navegação por satélite Kometa-M, que especialistas consideram muito mais preciso e mais difícil de ser bloqueado do que o sistema desenvolvido pelo próprio Irã.

O Wall Street Journal informou pela primeira vez, em março, que a Rússia forneceu o Kometa-M ao Irã. O Kremlin negou a reportagem, classificando-a como "fake news".

As fontes se recusaram a informar o número exato ou a localização das instalações da CIA atingidas pelos drones iranianos. Uma delas afirmou que foram "mais de uma e menos de uma dúzia". Outra disse que várias instalações foram atingidas.

Rússia ajudou a escolher os alvos

Shahed-136 tem uma pequena envergadura e é difícil de ser detectado por radares — Foto: Reuters

Um memorando interno de uma agência de inteligência ocidental, descrito por uma autoridade da região com acesso ao documento, concluiu que a Rússia provavelmente teve participação na definição dos alvos das instalações regionais da CIA.

A autoridade falou sob condição de que a autoria exata do documento não fosse revelada.

  • Duas autoridades ocidentais disseram que analistas acreditam que o ataque na Arábia Saudita envolveu duas versões dos drones iranianos Shahed aprimoradas pela Rússia.
  • Segundo essas autoridades, um dos drones abriu um buraco em uma parte vulnerável da estrutura externa da embaixada, enquanto o segundo atravessou a abertura e explodiu.
  • Não houve mortos nem feridos.

Embora a assistência russa ao Irã seja antiga, dada a proximidade entre os dois países, o direcionamento específico contra instalações sensíveis da CIA indicaria que Moscou está disposta a ir além para prejudicar operações americanas, enquanto Washington tenta encerrar a guerra envolvendo o Irã.

Dados de mira russos?

Analistas de inteligência dos EUA investigam se o Irã utilizou informações de mira fornecidas pela Rússia no ataque contra a embaixada, disseram as fontes.

Ainda assim, permanecem dúvidas. Algumas das fontes alertaram que o Irã poderia estar mirando a embaixada dos EUA de forma geral e, por acaso, ter atingido a estação da CIA.

Segundo as fontes, alguns analistas concluíram que poucos países, além da Rússia, teriam capacidade de obter esse tipo de informação de inteligência altamente sensível e interesse em transformá-la em arma contra os Estados Unidos.

Daniel Hoffman, ex-chefe de estação da CIA e ex-oficial de operações clandestinas, disse que não seria surpreendente que Moscou ajudasse Teerã a escolher como alvo instalações da CIA, dada a estreita parceria estratégica entre os dois países.

"Eles compartilham o interesse de tentar reduzir ou eliminar totalmente a influência dos Estados Unidos nas áreas que consideram suas próprias esferas de influência", afirmou.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que o Irão "vai pagar generosamente" pela morte de militares dos Estados Unidos em ataques atribuídos a Teerão e reconheceu o impacto negativo do conflito no preço dos combustíveis.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Trump: EUA vão bombardear "uma ponte ou central" por cada ataque em Ormuz... A tensão e troca de ameaças entre o Irão e os Estados Unidos continua a aumentar, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a ameaçar atacar "uma ponte ou central elétrica" por cada ataque que Teerão levar a cabo no Estreito de Ormuz.

© Fox News  Por Notícias ao Minuto com Lusa  22/07/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a partir desta quarta-feira Washington vai atacar uma ponte ou central elétrica no Irão por cada ataque que Teerão levar a cabo no Estreito de Ormuz.

"Daqui em diante, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no Estreito de Ormuz - seja com míssil, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma -, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU CENTRAL ELÉTRICA, incluindo aquelas localizadas nas proximidades ou dentro da capital, Teerão", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

Ainda hoje, o Irão ameaçou atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.

As considerações foram feitas pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, comando conjunto das Forças Armadas iranianas, que condenou as ameaças dos Estados Unidos sobre ataques a "instalações nucleares e outros locais sensíveis" da República Islâmica, afirmando que as operações norte-americanas seriam encaradas como uma expansão da guerra na região.

Já antes, Donald Trump tinha anunciado que "muito em breve e com grande força", iria atacar o "Mountain Pickaxe", um complexo subterrâneo que Washington afirma estar ligado ao programa nuclear do Irão.

A instalação está situada numa zona montanhosa, o que dificulta a eventual destruição através de ataques convencionais e levanta questões sobre as capacidades necessárias para atingir às estruturas subterrâneas.

Esta é uma altura de grande tensão entre o conflito entre os dois países, já que, após meses e uma perspectiva de paz, os ataques voltaram em força mais recente. Hoje, os EUA concluíram 11 noites consecutivas de bombardeamentos contra o território do Irão, particularmente no sul do país.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em várias nações do Médio Oriente, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.

JULGAMENTO DE ALEGADO DESVIO DE FUNDOS NO INSS ENTRA NA FASE DE DECISÃO

Por  Rádio Sol Mansi  22. 07. 2026 

Iniciou-se hoje julgamento do caso de desvio de fundos do Instituto Nacional de Segurança Social.

Dois funcionários do INSS, designadamente responsável de controlo e introducão dos dados do contribuintes e assistente informático, acusados dos crimes de peculato e asssociação criminosa.

Os dois suspeitos estão a ser acusados de colocar pensonistas fantasmas (pessoas que nunca descontarem, mas recebem pensão), estes pensionistas fantasmas  que depois de terem recebido as pensões repartem estes valores com os funcionários suspeitos  no sistema do Instituto Nacional da Segurança Social a receber pensão no valor de que varia de 40.000 fcfa a 500.000 fcfa.

No julgamento na presença dos colegas de serviço os dois suspeitos mostra que estão arrependido do que ter feito. Os dois foram acusados de colocar varias pessoas no sistema do Instituto Nacional da Segurança Social a receber salario como pensonistas.

Este esquema fraudulento tem causado prejuízo ao INSS centenas de milhões de fcfa.

Durante o julgamento, o Ministério Público pediu condenação dos suspeitos com pena de prisão efetiva

O coletivo dos juizes agendou a data de leitura de acordão para  no proximo dia 05 do mês de agosto.

TAÇA DAS NAÇÕES AFRICANAS: Mali, Níger e Burkina Faso manifestam intenção de organizar CAN em 2032... Mali, Níger e Burkina Faso pretendem coorganizar a Taça das Nações Africanas (CAN) em 2032, anunciaram hoje as federações de dois dos três países, que formalizaram uma declaração conjunta de interesses à Confederação Africana de Futebol (CAF).

© Lusa     22/07/2026 

"Essa etapa constitui um passo decisivo no processo de candidatura e permite agora que as três federações continuem os procedimentos previstos no regulamento da CAF, com vista à atribuição da CAN2032", informou a Federação Maliana de Futebol (FEMAFOOT), em comunicado.

Dirigentes das federações dos três países estiveram reunidos com o presidente da CAF, o sul-africano Patrice Motsepe, no sábado, nos Estados Unidos, e projetam um dossiê de candidatura "sólido e credível, que apresente uma nova visão para o futebol africano".

"Congratulamo-nos com este importante passo em frente, que demonstra a vontade de três nações em unir as suas forças e capacidades para oferecer ao continente uma prova que cumpra os padrões internacionais", salientou a Federação Nigerina de Futebol (FENIFOOT), em comunicado.

O Burkina Faso ainda não se pronunciou sobre a candidatura à CAN2032, sendo que já acolheu a principal competição africana de seleções a solo em 1998, a exemplo do Mali em 2002, enquanto o Níger nunca a recebeu.

Mali, Níger e Burkina Faso integram a Aliança dos Estados do Sahel (AES), um pacto de defesa criado em setembro de 2023 entre as juntas militares que passaram a governar cada país, na sequência de golpes de Estado.

A 36.ª edição da CAN vai ser disputada em 2027, de 19 de junho a 17 de julho, sob inédita organização tripartida entre Quénia, Uganda e Tanzânia.

O torneio conta com 24 seleções e costuma realizar-se a cada dois anos, mas terá uma periodicidade quadrienal a partir de 2028.

Marrocos foi declarado campeão africano em março, apesar de ter perdido dois meses antes a final da CAN2025 disputada como anfitrião frente ao Senegal (1-0, após prolongamento), que abandonou momentaneamente o relvado em protesto contra a equipa de arbitragem e recorreu dessa decisão da CAF para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).


Leia Também: Presidente da Confederação Africana apoia Infantino apesar das críticas

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, declarou hoje o seu "apoio pessoal" ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que deverá recandidatar-se em 2027, apesar das críticas durante o Mundial2026.

Ucrânia tem nova estratégia contra a Rússia: drones transportam robôs kamikaze para o campo de batalha

Ataque aéreo totalmente robotizado. Divulgado nas redes sociais russas  Por Tiago Ferreira Resende   Cnnportugal.iol.pt 

O objetivo passa por tornar as operações de combate totalmente robotizadas uma realidade quotidiana, numa altura em que a Ucrânia continua a enfrentar escassez de efetivos

Os drones bombardeiros utilizados pela Ucrânia já não transportam apenas explosivos. Em algumas operações, começaram também a transportar veículos terrestres não tripulados, numa estratégia que pretende reforçar o recurso à robótica no campo de batalha e reduzir a exposição de militares a situações de elevado risco.

Dias depois de ter realizado o primeiro assalto anfíbio totalmente executado por robôs, as forças ucranianas voltaram a recorrer a esta tecnologia. Esta semana, um vídeo filmado do lado russo mostra um drone bombardeiro pesado ucraniano a transportar por via aérea um robô carregado com explosivos.

O desfecho da operação permanece desconhecido e não é claro se o equipamento atingiu o alvo pretendido, segundo o Euromaidan.

Independentemente do resultado, esta utilização conjunta de meios aéreos e terrestres não tripulados representa um novo passo na estratégia de Kiev. A possibilidade de um drone transportar um robô terrestre abre caminho para que este tipo de operações possa ser repetido até se tornar uma prática habitual nas ações militares ucranianas.

O objetivo passa por tornar as operações de combate totalmente robotizadas uma realidade quotidiana, numa altura em que a Ucrânia continua a enfrentar escassez de efetivos.

Na primavera, o então ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, afirmou que o país iria adquirir 25 mil veículos terrestres não tripulados apenas durante os primeiros seis meses de 2026. Este número representa o dobro das aquisições realizadas ao longo de todo o ano de 2025.

Além das missões de abastecimento, estes veículos desempenham também funções de combate. Equipados com armamento, podem participar em contra-ataques contra forças russas infiltradas e patrulhar estradas na chamada zona cinzenta do conflito.

Em novembro, um destes robôs, pertencente à 5.ª Brigada de Assalto ucraniana, encontrava-se em testes noturnos a norte de Kostiantynivka, na região de Donetsk, quando se cruzou com um transporte blindado russo MT-LB. Controlado por rádio, equipado com visão térmica e armado com uma metralhadora M2 de calibre .50, o veículo abriu fogo sobre o blindado, atingindo-o repetidamente antes de este conseguir afastar-se do local.

REFERENDO 30 DE AGOSTO/DIRETOR DE PRODUÇÃO DA INACEP CONFIRMA INICIO DE TRABALHOS PRELIMINARES PARA PRODUÇÃO DE BOLETINS DE VOTO

Por  ang.gw  jul 22, 2026   

(ANG) – O Diretor de Produção da Imprensa Pública (INACEP),disse hoje que a sua instituição já iniciou os trabalhos preliminares para  produção de boletins de votos para o Referendo de 30 de Agosto próximo.

Monteiro da Cunha deu estas garantias em entrevista exclusiva à ANG, em que  confirmou que o documento sobre o ato já chegou as suas mãos e que estão a avançar com o plano de trabalho uma vez que já solicitaram a Comissão Nacional de Eleições (CNE), os materiais necessários para a confeção dos boletins.

Monteiro acrescentou que  estão igualmente a ultimar o processo junto do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Aquele responsável afirmou que dispõe de  capacidades materiais e humanas para  a produção de boletins de voto para o referendo marcado para o dia 30 de Agosto deste ano .

Abordado sobre a quantidade dos boletins que irão produzir, Monteiro, explicou que, depende da necessidade solicitada pela  Comissão Nacional de Eleições.

“Assim que os fundos estiverem disponíveis vamos iniciar a confeção de boletins, cadernos eleitorais, atas síntese de apuramento e lista de votantes a semelhança do que foi feito para  eleições passadas”, afirmou.

Cunha disse que têm a noção da quantidade dos materiais que serão necessários, mas escusou-se a avançar com o número total.

Afirmou que,  num momento posterior podem vir a dar o número, tendo exibido o esqueleto do boletim de voto que será validado posteriormente pelas autoridades competentes.

“Como é do conhecimento público a INACEP sempre possui recursos humanos qualificados e materiais para fazermos os nossos trabalhos. Se o Governo aprovar o orçamento e desbloquear o dinheiro vamos  colocar as mãos às obras”, disse Monteiro Cunha.

 ANG/MSC/ÂC//SG

Rússia proíbe voos de trânsito em Moscovo e reduz altitude máxima... A agência estatal russa de transporte aéreo Rosaviatsia proibiu os voos de trânsito para Moscovo e reduziu para quase metade a altitude máxima permitida a aviões civis no espaço aéreo da capital, avançou hoje o jornal Kommersant.

© Shutterstock     Por LUSA   22/07/2026 

As mudanças, implementadas pelo Ministério da Defesa russo, determinam que a altitude máxima permitida para aviões civis seja reduzida de 8.550 metros para 4.900 metros até 26 de agosto, nas proximidades dos aeroportos Sheremetyevo, Vnukovo e Domodedovo, em Moscovo. 

A proibição de voos de trânsito deverá reduzir significativamente o volume de voos na área, enquanto a redução da altitude máxima permitirá que as aeronaves aterrem mais rapidamente em caso de emergência.

"Foram tomadas medidas para garantir a segurança de voo", disseram fontes da Rosaviatsia ao jornal russo, que observa que as novas regulamentações entraram em vigor a 11 de julho.

O jornal adianta ainda que estas medidas deverão ser alargadas a outras regiões.

Em junho, a Rosaviatsia, também por iniciativa do Ministério da Defesa, proibiu o voo de pequenas aeronaves abaixo dos 5.200 metros na Rússia central.

De acordo com os cálculos do Kommersant, baseados em análises de várias companhias aéreas nacionais, as medidas têm impacto financeiro, já que voar a altitudes mais baixas implica maior consumo de combustível e tempos de voo mais longos.

Além disso, alerta o jornal, passa a haver maior risco de colisões com aves e até entre aeronaves.

Algumas companhias aéreas russas já se queixaram da difícil situação que enfrentam desde o início da crise de escassez de combustível no país, provocada pelos constantes ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas nacionais.

A Azimuth Airlines, que opera no sudoeste do país, alertou para a sua situação crítica devido à falta de combustível de aviação, o que provocou um colapso na rentabilidade dos seus voos.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, as companhias aéreas russas têm operado com grande dificuldade devido ao cancelamento das suas rotas para o Ocidente, ao encerramento constante do espaço aéreo e dos aeroportos devido a ataques de drones ucranianos e à falta de peças de substituição para aviões provocada pelas sanções internacionais impostas a Moscovo.

Um morto em ataques a centros de empresa russa de comércio eletrónico... Pelo menos uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas hoje após ataques lançados pelo exército ucraniano a centros logísticos da empresa russa de comércio eletrónico Willberries nas regiões de Krasnodar e Stavropol, na Rússia, segundo as autoridades locais.

© Social Media/via REUTERS    Por  LUSA   22/07/2026  

O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, afirmou numa mensagem nas redes sociais que "uma pessoa morreu e 10 ficaram feridas" na sequência de um "ataque maciço" das forças ucranianas, especificando que a vitima mortal trabalhava numa empresa em Armavir que foi atingida por "detritos de um drone intercetado".

Kondratiev detalhou ainda que os 10 feridos são trabalhadores de um complexo de armazéns em Krasnodar, referindo que três deles estão em estado grave e acrescentando que também houve danos materiais em dois edifícios de apartamentos na cidade e duas casas na cidade de Dinskaya.

O governador de Stavropol, Vladimir Vladimirov, confirmou cinco feridos na sequência de um ataque com um drone a um complexo de armazéns na cidade de Nevinomisk, acrescentando que os bombeiros estão a trabalhar para conter o incêndio no local.

Tatyiana Kim, fundadora da gigante russa de comércio eletrónico Wildberries, afirmou que dois centros de distribuição da empresa foram atacados em Krasnodar e Nevinomisk, confirmando que as instalações pertencem à empresa e que houve vítimas.

"Não há palavras para descrever todos os sentimentos e emoções provocados por ataques contra pessoas comuns, contra os nossos colaboradores, contra nós, que simplesmente estamos a fazer o nosso trabalho", disse nas redes sociais.

Este é o terceiro dia de ataques ucranianos a armazéns pertencentes à empresa russa Wildberries.

O primeiro ataque ocorreu no passado sábado, resultando na morte de oito pessoas e em cerca de 80 feridos.

Irão ameaça retaliar ataques dos EUA contra instalações nucleares... O Irão ameaçou hoje atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.

© AFP via Getty Images   Por LUSA   22/07/2026  

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas, condenou as ameaças dos Estados Unidos sobre ataques a "instalações nucleares e outros locais sensíveis" da República Islâmica, afirmando que as operações norte-americanas seriam encaradas como uma expansão da guerra na região.

O alerta iraniano ocorreu após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar "muito em breve e com grande força" o "Mountain Peak", um complexo subterrâneo que Washington afirma estar ligado ao programa nuclear do Irão.

A instalação está situada numa zona montanhosa, o que dificulta a eventual destruição através de ataques convencionais e levanta questões sobre as capacidades necessárias para atingir às estruturas subterrâneas.

Hoje, os Estados Unidos concluíram 11 noites consecutivas de bombardeamentos contra o território do Irão, particularmente no sul do país.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em várias nações do Médio Oriente, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.


terça-feira, 21 de julho de 2026

PTG exonera Secuna Baldé de cargos na direção do partido

Por  Radio TV Bantaba 

O Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) anunciou a exoneração de Secuna Baldé de todas as funções que exercia na estrutura dirigente da formação política.

De acordo com o Despacho n.º 31/2026, assinado pelo presidente do partido, Aladje Botche Candé, a decisão enquadra-se no processo de reformas em curso para redimensionar o Presidium e reestruturar a Direção Superior do PTG, com o objetivo de adaptar o partido à atual realidade política e melhorar o funcionamento dos seus órgãos dirigentes.

Na sequência da decisão, Secuna Baldé deixa de exercer os cargos de sexto vice-presidente do PTG, porta-voz do partido e secretário para as Relações Exteriores.

O despacho determina ainda que a decisão entra em vigor imediatamente, revogando todas as disposições anteriores em contrário.

O documento está datado de 20 de julho de 2026, em Bissau, e é assinado pelo presidente do PTG, Aladje Botche Candé. 

O Capitão Ibrahim Traoré declarou que a prioridade do país é o desenvolvimento nacional técnico, não o estudo religioso no exterior. Ele questionou a utilidade de quase mil jovens burquinenses na Arábia Saudita estudando a Sharia e a lei islâmica, em vez de adquirirem competências técnicas e profissionais

Ações anunciadas pelo governo de Burkina Faso:

Repatriação: O governo planeja trazer esses estudantes de volta ao país.

Ameaça de sanções: Traoré afirmou que aqueles que se recusarem a retornar ao país poderão perder a cidadania burquinense.

Novas regras de estudo no exterior: Exige-se agora uma autorização governamental prévia para estudantes que desejam seguir formação religiosa fora do país, garantindo que o aprendizado esteja alinhado com as necessidades de desenvolvimento do Estado

Huthis proíbem navios de escalar em portos sauditas... Os rebeldes huthis do Iémen instaram hoje as companhias internacionais de navegação a deixarem de utilizar os portos da Arábia Saudita, ameaçando atacar embarcações ligadas ao reino, numa nova escalada das tensões entre as duas partes.

© Lusa    21/07/2026 

"Os navios estão proibidos de carregar ou descarregar mercadorias em qualquer porto saudita", anunciou, em comunicado, o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias Houthi (HOCC), organismo criado para comunicar com as empresas de navegação e emitir alertas sobre a campanha de ataques do movimento no Mar Vermelho.

O HOCC avisou que qualquer atividade marítima relacionada com a Arábia Saudita "exporia os navios infratores a sanções" e acrescentou que estas embarcações "poderiam também ser alvejadas em qualquer lugar dentro do alcance operacional" dos huthis.

O anúncio surge um dia depois de os insurgentes terem declarado um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, que lidera desde 2015 uma coligação militar em apoio do Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os huthis iniciaram ataques contra navios mercantes no Mar Vermelho, alegando agir em solidariedade com os palestinianos e procurando pressionar Israel.

O movimento pretende agora alargar essa estratégia à Arábia Saudita.

A escalada ocorre depois de o Exército iemenita ter bombardeado, na segunda-feira, o Aeroporto Internacional de Sana, controlado pelos houthis, para impedir a aterragem de um avião iraniano.

Os rebeldes acusaram Riade de estar por detrás do ataque e consideraram a ação mais uma demonstração do bloqueio imposto ao território sob o seu controlo, respondendo com ataques contra o país vizinho.


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Os rebeldes xiitas do Iémen, apoiados pelo Irão, impuseram esta segunda-feira um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, após uma troca de tiros entre os dois lados na semana passada.

LISBOA: Menino de 11 anos esfaqueia pai para defender mãe em Lisboa... Uma criança de 11 anos esfaqueou o pai, na manhã desta terça-feira, 21 de julho, para, alegadamente, defender a mãe. O caso, que ocorreu em São Domingos de Benfica, em Lisboa, está agora a ser investigado.

© ShutterStock  Por noticiasaominuto.com  21/07/2026 

Um menino de 11 anos esfaqueou o pai, na manhã desta terça-feira, 21 de julho, em São Domingos de Benfica, em Lisboa, para defender a mãe. 

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) revelou que tudo aconteceu por volta das 11h, numa rua perto da Estrada da Luz.

Quando as autoridades chegaram ao local, chamadas para uma situação de violência doméstica, encontraram o menino na escadaria do prédio, com a arma branca na mão.

A mesma fonte revelou que, de acordo com o que foi possível apurar, o homem, de 61 anos, e a mulher, de 42, envolveram-se em "agressões mútuas".

Desesperado com a situação, o menino esfaqueou o progenitor no braço e numa perna, provocando-lhe ferimentos ligeiros. O homem acabou por ser assistido pelos bombeiros e transportado para o Espaço Júlia, que acolhe vítimas de violência doméstica, afim de ser ouvido pela polícia.

Já a mulher foi transportada para a Esquadra da PSP de Telheiras, para formalização da denúncia e restantes procedimentos policiais.

Para já não foi possível averiguar onde está o menor. O que se sabe é que estão a ser feitas diligências no âmbito da proteção deste.

O caso continua a ser investigado pela Polícia de Segurança Pública.


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Drones ucranianos atacam centro dos serviços secretos da Rússia escondido num resort em Kherson. Lá dentro estavam 100 espiões

Imagens térmicas captadas por um drone do Serviço de Segurança da Ucrânia mostram o centro de coordenação do FSB russo na região de Kherson, sob ocupação, durante o ataque. 20 de julho de 2026 ou antes. Captura de ecrã: Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU)
Por cnnportugal.iol.pt

Reconhecimento realizado antes da operação revelou que o complexo estava fortemente protegido. No interior encontravam-se mais de 70 viaturas e cerca de 100 militares

As forças especiais da Ucrânia atingiram um posto de comando dos serviços secretos russos (FSB) localizado num resort na região ocupada de Kherson, numa operação que causou um incêndio de grandes dimensões, desconhecendo-se se haverá vítimas.

Segundo o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), o alvo funcionava como centro de coordenação do FSB e no momento do ataque concentraria um elevado número de oficiais.

De acordo com o SBU, citado pelo Euromaidan, a ofensiva foi conduzida por operacionais do Centro de Operações Especiais "Alpha", que utilizaram 13 drones para atacar o complexo. As imagens divulgadas pela agência mostram vários impactos sobre os edifícios, seguidos de explosões e de um incêndio de grande intensidade. A avaliação preliminar aponta para a possível presença de cerca de 100 militares no local.

O reconhecimento realizado antes da operação revelou que o complexo estava fortemente protegido. No interior encontravam-se mais de 70 viaturas, existia vigilância armada permanente, postos de controlo de acesso, barreiras de engenharia e abrigos subterrâneos.

O FSB, sublinham os serviços secretos ucranianos, desempenha um papel central no esforço de guerra russo, sendo responsável pela contraespionagem, pelo controlo interno, pelo combate à sabotagem e pela coordenação da estrutura de segurança ligada ao conflito. A agência ucraniana acusa ainda este serviço de recrutar cidadãos ucranianos para atentados terroristas, assassinatos de militares na retaguarda e outras ações criminosas.

O ataque integra a campanha diária de operações conduzidas pela Ucrânia contra alvos russos em território ocupado e dentro da própria Rússia. Segundo o SBU, estas ações causam perdas significativas ao adversário, perturbam a coordenação das suas forças e obrigam Moscovo a desviar recursos para proteger as suas próprias instalações, dificultando simultaneamente a logística e o abastecimento das unidades do FSB.

A agência recorda ainda que, este mês, drones marítimos atingiram petroleiros da chamada "frota fantasma" no Mar Negro, três depósitos de petróleo foram incendiados na região russa de Stavropol e um bombardeiro estratégico Tu-95 foi destruído na base aérea de Engels.

31 de Julho de 2026 - Lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” de Luís Costa na UCCLA

Lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” de Luís Costa na UCCLA

Vai ter no dia 31 de julho, às 16h30, o lançamento do livro “Se a terra pudesse falar - Memórias de um tempo - Timor” da autoria de Luís Costa, no auditório da UCCLA.

A obra será apresentada pela Professora Lúcia Soares.

O lançamento do livro será transmitido, em direto, através da página do Facebook da UCCLA em https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa

Sinopse:

(O tempo timorense)

Escrevo com intenção de perpetuar a glória de um povo que soube organizar-se para resistir, sob todas as formas, à agressão indonésia e manter, nas montanhas, uma guerrilha que, de armas na mão, procurou manter viva a chama do direito à autodeterminação. 

Escrevo com intenção de refletir sobre os atos realizados, a fim de não sacrificar mais este martirizado povo e com vontade de contribuir para a felicidade do povo de Timor-Leste. 

Escrevo com intenção de ajudar a comunidade timorense, na diáspora, a desenvolver e manter viva a sua identidade cultural e histórica. Escrevo para divulgar a situação em Timor, e a sua cultura, alertando a opinião pública para o drama do povo e para os crimes de genocídio físico e cultural que a Indonésia está a perpetrar no território de Timor. Escrevo para afirmar que o sofrimento e a morte nunca hão de destruir a vontade do povo que quer consolidar a sua identidade. Escrevo para afirmar que nenhum sistema, político e social, poderá fazer desaparecer Timor, como Nação. 

Rendo homenagem à Fretilin que, durante os anos mais difíceis da sua luta, soube politizar o povo para que não se deixasse subjugar e soubesse organizar os gloriosos guerrilheiros para resistir à agressão indonésia. 

Reconheço os erros dos membros da Fretilin. Reconheço os abusos praticados por alguns responsáveis, menos conscientes, e por elementos das Falintil que, no ambiente de euforia, esquecerem-se das suas responsabilidades. Mas a eficácia das ações realizadas pela Fretilin ultrapassou, de longe, os reveses de momento. 

Em poucos meses de existência como partido que lutou por um ideal e como partido que governou o território, a Fretilin soube incutir o espírito crítico na mente de todos; a Fretilin e só a Fretilin é que criou condições para a vitória final - a libertação. 

Presto louvor à Igreja Católica de Timor-Leste que mantém a sua vontade de lutar pela liberdade de um povo e não se cansa nem se intimida, apesar das ameaças, em proclamar que Timor é para os timorenses. 

Este manuscrito tem muitas falhas referentes a nomes de pessoas com quem trabalhei, convivi e sofri nas montanhas, referentes a lugares por onde passei e por onde passámos. Pois, os primeiros apontamentos foram queimados em Kasohan em 1979, o segundo foi desfeito por mim em Díli antes de sair para Jakarta, e este é o resultado duma terceira tentativa que pode ser traída pela memória. A todos com quem convivi e partilhei alegrias e tristezas peço compreensão, mas fica para sempre a amizade e carinho de quem muito vos estima e de vocês guarda recordações inesquecíveis. 

Biografia:

Luís Costa nasceu a 13 de dezembro de 1945, em Fatu-Berliu, Timor. Iniciou os estudos no Colégio de Soibada e prosseguiu o ensino secundário em Dare. Mais tarde, frequentou cursos de Filosofia e Humanidades em Macau e Évora, concluindo Teologia em Leiria.

Em novembro de 1974 regressou a Timor, onde trabalhou na missão de Ossú. Com a invasão de 1975, refugiou-se nas montanhas, permanecendo ali até abril de 1979. Após o regresso a Díli, ensinou no Externato de São José e, em 1980, traduziu para tétum o Missal Romano, incluindo orações e leituras.

Em novembro de 1983 mudou-se para Portugal, onde participou ativamente na divulgação da resistência timorense. Frequentou cursos de fonética e morfologia, e dedicou-se à pesquisa e ensino da língua e cultura de Timor-Leste.

Professor, investigador e autor, Luís Costa tem sido uma figura fundamental na preservação da língua tétum e na formação de jovens timorenses, tanto em Timor como em Portugal. Como atividades paralelas, Luís Costa ajuda na preparação de professores e cooperantes para melhor compreender a história, cultura e sociedade de Timor-Leste, e dá apoio a estudantes timorenses na elaboração de monografias e pesquisas universitárias.

Bibliografia: Dicionário Tétum-Português (2000); Guia de Conversação Português-Tétum (2001); Língua Tétum: Contributos para uma Gramática (2015); Ué-Lenas: Lenda (2016); e, em preparação, Dicionário Português-Tétum e Timor Lorosa’e (monografia).

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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Comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira 21.07.2026

GOVERNO ENDURECE FISCALIZAÇÃO E AMEAÇA PUNIR VENDA DE PEIXE ACIMA DA TABELA OFICIAL

Por  Rádio Sol Mansi  21/07/2026 

Depois de suspender, durante algumas horas, as atividades da pesca artesanal devido ao incumprimento da tabela oficial de preços do pescado, o Governo promete aplicar medidas rigorosas contra todos os vendedores que desrespeitarem os valores fixados.

O aviso foi deixado esta terça-feira por Fideles Biombo Cá, diretor administrativo do Porto de Pesca, no final de uma reunião de mais de duas horas com pescadores e vendedoras de pescado. Segundo o responsável, qualquer pessoa apanhada a vender peixe acima da tabela oficial estará sujeita a sanções.

Nas primeiras horas desta terça-feira, o Governo de Transição suspendeu temporariamente as atividades da pesca artesanal, situação que provocou escassez de peixe em vários mercados do país.

O presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Lene, reconheceu o esforço do Governo para reduzir o preço do pescado e manifestou apoio às medidas adotadas para garantir o cumprimento da tabela oficial.

Por sua vez, Ama Câmara, presidente da Cooperativa das Mulheres Vendedoras e Transformadoras do Porto de Alto Bandim, apelou às comerciantes para respeitarem os preços estabelecidos e colaborarem com as autoridades.

Entretanto, a Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal pediu ao Governo que diferencie os retalhistas dos grossistas, de forma a permitir uma melhor organização da comercialização do pescado nos mercados.

Um incêndio deflagrou, por volta das 07h00 desta terça-feira, numa bomba de combustível situada na zona do Porto de Sintchan Tombom, na cidade de Gabú, causando momentos de preocupação entre a população.

A rápida intervenção dos Bombeiros da Proteção Civil permitiu controlar as chamas e evitar que o fogo se propagasse para outras áreas, reduzindo o risco de danos de maior dimensão. Em declarações à imprensa, o comandante dos Bombeiros da Proteção Civil, Mamadu Aliu Djaló, explicou como o incêndio ocorreu.

Radio TV Bantaba