© Lusa 21/07/2026
"Os navios estão proibidos de carregar ou descarregar mercadorias em qualquer porto saudita", anunciou, em comunicado, o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias Houthi (HOCC), organismo criado para comunicar com as empresas de navegação e emitir alertas sobre a campanha de ataques do movimento no Mar Vermelho.
O HOCC avisou que qualquer atividade marítima relacionada com a Arábia Saudita "exporia os navios infratores a sanções" e acrescentou que estas embarcações "poderiam também ser alvejadas em qualquer lugar dentro do alcance operacional" dos huthis.
O anúncio surge um dia depois de os insurgentes terem declarado um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, que lidera desde 2015 uma coligação militar em apoio do Governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os huthis iniciaram ataques contra navios mercantes no Mar Vermelho, alegando agir em solidariedade com os palestinianos e procurando pressionar Israel.
O movimento pretende agora alargar essa estratégia à Arábia Saudita.
A escalada ocorre depois de o Exército iemenita ter bombardeado, na segunda-feira, o Aeroporto Internacional de Sana, controlado pelos houthis, para impedir a aterragem de um avião iraniano.
Os rebeldes acusaram Riade de estar por detrás do ataque e consideraram a ação mais uma demonstração do bloqueio imposto ao território sob o seu controlo, respondendo com ataques contra o país vizinho.
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Os rebeldes xiitas do Iémen, apoiados pelo Irão, impuseram esta segunda-feira um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, após uma troca de tiros entre os dois lados na semana passada.


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