segunda-feira, 20 de abril de 2026

Trump aconselha Teerão a "não brincar" com as negociações... O Presidente norte-americano confirmou hoje que uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo vice-presidente, JD Vance, está a caminho do Paquistão para uma nova ronda de conversações, advertindo o Irão para "não brincar" com as negociações.

© Getty Images    Por  LUSA  20/04/2026 

Donald Trump insistiu que o Irão "não deve brincar" com a iniciativa, prevista para os próximos dias em Islamabad, possivelmente na terça-feira, para a qual ainda não foi confirmada a presença de Teerão.

"Ele [Vance] está a caminho agora. É a noite toda", confirmou Trump em entrevista ao jornal The New York Post, acrescentando que "supõe" que novas conversas deverão ocorrer na sequência da primeira ronda de contactos, realizada a 11 de abril, também na capital paquistanesa.

Perante esta nova ronda de contactos, o Presidente norte-americano mostrou-se disposto a participar pessoalmente nas negociações, garantindo que não tem "qualquer problema" em reunir-se com os líderes iranianos. 

"Se quiserem reunir-se, e apesar de termos pessoas muito competentes, não tenho qualquer problema nisso", afirmou.

Assim sendo, Trump salientou que no centro das negociações previstas em Islamabad estão as ambições nucleares do Irão, sublinhando que a linha vermelha de Washington para qualquer acordo é que o país asiático deve "livrar-se das armas nucleares". 

"É tudo muito simples. Não haverá armas nucleares", afirmou.

A viagem de Vance ao Paquistão destina-se a possibilitar uma segunda ronda de contactos, que se segue às longas conversações de há dez dias, quando a reunião com a delegação iraniana durou mais de 21 horas.

Neste momento, a incerteza rodeia o encontro no Paquistão, embora, segundo apontam outros meios de comunicação social norte-americanos, como a estação Fox News, Donald Trump tem expressado otimismo sobre a possibilidade de um acordo ser alcançado neste segundo encontro.

Os contactos diretos de alto nível entre Washington e Teerão ocorridos há dez dias em Islamabad foram classificados como os mais significativos desde a Revolução Islâmica de 1979.

Esta potencial segunda ronda irá decorrer ainda durante a vigência de um acordo de cessar-fogo de duas semanas, que termina na quarta-feira (22 de abril).

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

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