sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Netanyahu compara 11 de Setembro ao 7 de Outubro: "Mal puro"... O primeiro-ministro israelita evocou hoje as vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, estabelecendo um paralelismo entre o atentado da Al-Qaida e o sofrido por Israel a 07 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas.

© Ilia YEFIMOVICH / AFP via Getty Images    LUSA   11/09/2026 

"A 11 de setembro, os Estados Unidos foram atingidos pelo mal puro. A 07 de outubro, Israel voltou a ser atingido por ele", sublinhou Benjamin Netanyahu num vídeo divulgado nas redes sociais, no qual teve palavras para as "pessoas inocentes" que morreram nas Torres Gémeas e insistiu que Israel e os Estados Unidos são vítimas do mesmo flagelo.

"Não é nenhuma coincidência. Odeiam-nos a ambos pela mesma razão. Porque os Estados Unidos e Israel representam a liberdade, a democracia, a civilização e a vida", reivindicou.

"Há quem diga que se deve compreender os terroristas, compreender as suas queixas, compreender o seu contexto. Não existe contexto algum que justifique queimar famílias vivas. Não existe nenhuma queixa que justifique assassinar deliberadamente pessoas inocentes. Quando se trata de terrorismo, não existe um 'sim, mas'", denunciou.

Desta forma, Netanyahu sublinhou que os "terroristas" gritam em uníssono "morte aos Estados Unidos, morte a Israel", salientando que os dois países devem enfrentar a ameaça, ponto em que defendeu a liderança do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Os Estados Unidos voltam a demonstrar que enfrentam o terror. Por isso, hoje recordamos aqueles que nos foram arrebatados e honramos aqueles que correram para as chamas", afirmou, para assinalar que os Estados Unidos e Israel estão "juntos".

"Nunca nos curvaremos perante o terror. Nunca nos renderemos perante o mal. E juntos iremos derrotá-lo", resumiu.

Por seu lado, o Presidente israelita, Isaac Herzog, recordou que os céus de Nova Iorque "ficaram dilacerados pela horrível imagem das Torres Gémeas a desmoronarem-se", numa mensagem em que recorda as milhares de vítimas mortais e destaca a coragem dos que ajudaram a resgatar pessoas no complexo do World Trade Center.

"Nunca esqueceremos a coragem e o heroísmo dos primeiros intervenientes e dos serviços de emergência, juntamente com os nova-iorquinos comuns que entraram no fogo e no pó para salvar a vida dos seus concidadãos", sublinhou.

Herzog, neste ponto, salientou que a luta mundial contra o terrorismo "continua todos os dias", algo que em Israel se "conhece demasiado bem".

"Simplesmente, não existe qualquer justificação para atacar pessoas inocentes, sejam elas norte-americanas, israelitas ou de qualquer outra nacionalidade", insistiu.

Assim, afirmou que Israel "estará sempre ao lado dos Estados Unidos", a quem se referiu como "o maior aliado e amigo" de Telavive e "a nação mais poderosa do mundo".

Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados de 2001, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.

Os atentados do '11 de setembro' desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada "guerra contra o terrorismo" e a intervenção militar no Afeganistão.

Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.


Leia Também: Ataques de Trump contra Tribunal Penal Internacional são "mal-entendido"

Os ataques da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) resultam de um mal-entendido sobre as atividades do tribunal, afirmou hoje o procurador-geral interino do TPI em entrevista à AFP.

Sem comentários:

Enviar um comentário