sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Cerca de 13.000 migrantes continuam em Ceuta... Do total de pessoas que o Governo espanhol estima que ainda estejam em Ceuta, cerca de 2.000 são menores sem acompanhante. O presidente do Governo autónomo critica a situação.

Por  observador.pt/Agência Lusa   11 set. 2026 

Cerca de 13.000 pessoas, entre adultos e menores, continuam em Ceuta, depois de mais de 70 mil pessoas terem entrado ilegalmente a 30 e 31 de julho, disse esta sexta-feira o Governo da cidade autónoma espanhola.

O número foi divulgado pelo Presidente do Governo autónomo, Juan Jesús Vivas, e resulta de uma contagem feita pelas autoridades da ocupação de diferentes espaços de alojamento e de estimativas realizadas em locais de acampamento, como praias e montanhas.

Segundo Vivas, há entre essas 13.000 pessoas cerca de 2.000 menores de idade não acompanhados por adultos, que estão referenciados e alojados.

“Em que cidade de Espanha o número de migrantes representa 15 por cento da população total?”, questionou Juan Jesús Vivas, considerando “uma barbaridade” pedir “esforços de acolhimento a Ceuta”, cidade onde vivem cerca de 83.000 pessoas e que tem um território de menos de 30 quilómetros quadrados.

O Presidente da cidade pediu de novo a “imediata devolução” de todas as pessoas que entraram em Ceuta de forma ilegal no final de julho.

Até agora, o executivo local estimava em 8.000 a 9.000 os migrantes que permaneciam em Ceuta.

Segundo o Governo de Espanha, entraram em Ceuta no final de julho, em poucas horas, pelo menos 72.000 pessoas, enquanto as autoridades locais têm estimado que foram 80.000.

A maioria saiu de Ceuta nas horas e dias seguintes, com o Governo espanhol a estimar que pelo menos 5.000 continuam na cidade.

Numa conferência de imprensa na terça-feira, o ministro da Política Territorial, Ángel Victor Torres, que coordena a resposta do Governo espanhol à crise em Ceuta, disse ser impossível, neste momento, saber exatamente quantas pessoas permanecem na cidade depois da entrada em massa em 30 de julho.

O ministro disse que continuam a ser contadas as pessoas que regressam voluntariamente a Marrocos e a ser registadas as que estão nas ruas, à medida que se conseguem locais para o acolhimento temporário.

Segundo o Governo, só com espaços para esse alojamento é possível registar todas as pessoas e iniciar os processos individuais, com vista ao repatriamento ou à concessão de asilo, no caso de ser aplicável.

Foram criados até agora 3.400 lugares de acolhimento temporário e o Governo espera chegar aos 6.000 nos próximos dias.

Entre as pessoas já referenciadas há cerca de 2.000 menores de idade que estão em Ceuta sem um adulto, disse Ángel Victor Torres.

Depois de mais de 90% das pelo menos 72.000 que entraram em Ceuta em 30 e 31 de julho terem regressado a Marrocos nas horas e nos dias imediatos, outras 4.500 deixaram a cidade espanhola voluntariamente desde 10 de agosto, acrescentou.

Por outro lado, mais de 200 foram expulsas por causa de delitos.


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