quinta-feira, 10 de setembro de 2026

FMI trava nomeação de português para economista-chefe por criticar Trump... O Fundo Monetário Internacional (FMI) travou, à última hora, a nomeação de Ricardo Reis para economista-chefe da instituição, depois de ter tido conhecimento das críticas do académico português à política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump.

© Shutterstock   Por  Notícias ao Minuto  10/09/2026 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) travou, à última hora, a nomeação de Ricardo Reis para economista-chefe da instituição, depois de ter tido conhecimento das críticas do académico português à política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump. 

A notícia é avançada pelo Financial Times, que cita três fontes anónimas e lembra que a instituição liderada por Kristalina Georgieva se preparava para anunciar a nomeação do professor português da London School of Economics (LSE) no verão.

Em causa estará o facto de Ricardo Reis ter alertado, depois do anúncio das tarifas em abril de 2025, que as medidas iriam pressionar a taxa de inflação nos EUA. 

Depois, num podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos, terá voltado a criticar as tarifas de Trump, considerando que estas fariam subir os preços e tornariam a produção norte-americana "mais difícil, mais cara e mais ineficiente"..

Quem é Ricardo Reis? 

Ricardo Reis é doutorado pela universidade de Harvard, é professor de Economia na London School of Economics, sendo titular da cátedra A.W. Phillips. A sua investigação em Macroeconomia e Finanças recebeu o prémio Carl Menger em 2022, a medalha Yrjö Jahnsson em 2021, e o prémio Bernácer em 2016, segundo a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Além disso, é consultor académico do Banco de Inglaterra, do Riksbank e da Reserva Federal de Richmond, dirige o Centre for Macroeconomics no Reino Unido, sendo também conselheiro de múltiplas organizações. Em Portugal, escreve semanalmente no jornal Expresso.

Ricardo Reis é doutorado pela universidade de Harvard © Fundação Francisco Manuel dos Santos

Em julho, recorde, o FMI acabou por escolher Silvana Tenreyro, antiga responsável do Banco de Inglaterra, para o cargo. Segundo as fontes citadas pelo mesmo jornal, Tenreyro também partilha a opinião de que as tarifas prejudicam o crescimento económico, mas terá feito menos críticas à administração de Trump. 

Trump ameaça excluir produtos canadianos das compras estatais dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que o seu Governo irá excluir os produtos de origem canadiana de determinados programas de compras do Executivo norte-americano.

Isto, se o Canadá não oferecer aquilo que Trump considera ser uma reciprocidade plena e justa para as empresas e agricultores dos EUA.

O Chefe de Estado dos EUA fez o anúncio na sua conta do Truth Social e afirmou que os programas representam mais de 50.000 milhões de dólares anuais (43 mil milhões de euros).

A medida afeta os chamados Programas de Adjudicação Múltipla, um sistema através do qual o Governo federal dos Estados Unidos e outras entidades públicas podem adquirir produtos e serviços comerciais através de contratos previamente estabelecidos pela Administração de Serviços Gerais.

Trump ordenou à Administração de Serviços Gerais que trabalhe com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para retirar desses programas os produtos de origem canadiana, e condicionou o seu regresso a que Otava restabeleça uma "reciprocidade plena e justa" para os agricultores e empresas dos EUA.

A medida anunciada pelo republicano acontece no mesmo dia em que entraram em vigor as tarifas de retaliação impostas pelo Canadá a produtos americanos, no valor de cerca de 27.600 milhões de dólares canadianos (20.000 milhões de dólares americanos), com taxas entre 15% e 50%.

As tarifas afetam setores como o aço, móveis, produtos eletrónicos e diversos bens de consumo, e são a resposta de Otava às tarifas de 50% impostas por Washington no mês passado a determinados produtos canadianos.


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu quarta-feira que a guerra com o Irão pare "imediatamente após as eleições" legislativas de início de novembro nos Estados Unidos, num momento em que as hostilidades voltaram a aumentar.

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