"Conseguirá a resistência hoje atingir o nível de dissuasão que existia antes de 2023 [quando começou a guerra em Gaza]? Acho difícil. Nada é impossível, mas não é fácil", disse, num discurso no Líbano durante um serviço memorial em homenagem a um combatente falecido da formação armada.
"Serei transparente e direi francamente: estamos atualmente a enfrentar uma crise política, mas isso não significa que o inimigo esteja calmo. O inimigo [Israel] está em crise, os americanos estão em crise, e nós, no Líbano, também enfrentamos uma crise", afirmou.
No entanto, sublinhou que a resistência "continua a enfrentar este inimigo para impedir que se expanda e avance mais".
Sublinhou que o pacto de Islamabad alcançado entre os Estados Unidos e o Irão em junho passado é "um entendimento que não deve ser esquecido", porque contribuiu significativamente para a redução dos ataques a líderes e combatentes.
No entanto, o parlamentar libanês salientou que Israel "continua com os seus assassinatos, destruição, agressão e bombardeamentos".
Depois, perguntou: "Qual é a saída?", respondendo: "Temos de ser realistas. A saída é o Irão, para ser honesto".
Na sexta-feira, pelo menos quatro pessoas foram mortas em ataques israelitas ano sul do Líbano, indicou hoje o Ministério da Saúde Pública libanês, referindo que houve feridos numa outra ação israelita em Bekaa, no leste do país.
Ezzedine criticou o governo libanês devido às conversações atuais – das quais o Hezbollah não faz parte – entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, as primeiras em três décadas.
"O que conseguiram as conversações de Islamabad? Trouxeram o Líbano para as negociações e foram elas que levaram ao cessar-fogo. Não as conversações em Washington, nem as negociações diretas, nem as reuniões subsequentes em Roma. Todas as suas reuniões não resultaram. Honestamente, esta autoridade é enganada e continua teimosamente a insistir em permanecer aliada dos Estados Unidos, que nem sequer a reconhecem totalmente", condenou.
O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.
As conversações entre as autoridades libanesas e israelitas levaram à assinatura de um acordo-quadro no final de junho passado que prevê a retirada gradual das forças israelitas dos territórios que invadiram, embora sob a condição de que o Hezbollah se desarme.
Desde então, Israel continuou a atacar o sul do Líbano, embora a violência tenha sido significativamente reduzida.
O chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, é composto pelo Hezbollah (Líbano), Hamas (Faixa de Gaza), Huthis (Iémen) e milícias xiitas no Iraque.
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Os Estados Unidos alertaram os seus cidadãos para evitarem viagens à província moçambicana de Niassa, após ataque insurgente a um acampamento turístico associado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz, que causou um morto e dois mil deslocados.


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