sábado, 5 de setembro de 2026

Cinco mortos em ataques ucranianos na região de Lugansk... As autoridades locais de Lugansk, região ocupada pela Rússia, denunciaram hoje que os ataques levados a cabo pela Ucrânia nas últimas 24 horas causaram cinco mortos e cinco feridos.

© Dmitri Chirciu/Anadolu via Getty Images    LUSA    05/09/2026 

Segundo Leonid Pasechnik, o governador da região, próximo da Rússia, o ataque ucraniano na localidade de Brianka atingiu um automóvel, matando uma jovem de 23 anos e a sua mãe, de 63, enquanto um outro ataque semelhante com drones vitimou um homem de 35 anos.

Um ataque no distrito de Krasnodon provocou várias explosões, causando a morte a um jovem de 14 anos e ferindo outro de 13, e um condutor de trator de 29 anos morreu na sequência da explosão de uma mina em Lisichansk.

Nas últimas semanas, o exército ucraniano intensificou os ataques na região de Lugansk, anexada pela Rússia em 2022 e a partir da qual Moscovo tenta tomar o norte da região de Donetsk, sob controlo de Kiev desde o início da guerra.

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Witkoff, o enviado especial da Casa Branca, e Kushner, genro de Trump, vão reunir-se hoje com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, e mais tarde viajarão para Kiev para se encontrar com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano.

A viagem tem estado em negociação há várias semanas, segundo fontes norte-americanas citadas pelo jornal The New York Times, que detalharam que Washington quer que a Ucrânia e a Rússia suspendam temporariamente os seus ataques enquanto os enviados norte-americanos estiverem na região.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).


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