quarta-feira, 12 de agosto de 2026

GUINÉ-BISSAU ENTRE OS PAÍSES LUSÓFONOS COM MENOR TAXA DO DESEMPREGO JUVENIL

Por Rádio Sol Mansi  12.08.2026 

A Guiné-Bissau regista uma das mais baixas taxas de desemprego juvenil entre os países de língua portuguesa, com 3,2%, segundo o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as tendências globais do emprego para os jovens em 2026.

O documento, intitulado “Tendências Globais do Emprego para os Jovens 2026: de volta ao futuro”, alerta, no entanto, para o agravamento do desemprego entre os jovens a nível mundial.

A taxa global de desemprego juvenil passou de 12,3%, em 2023 e 2024, para 12,4% em 2025, correspondendo a cerca de 67 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos fora do mercado de trabalho.

Entre 2023 e 2025, as taxas de desemprego juvenil aumentaram em oito das 11 sub-regiões analisadas pela OIT. A organização aponta como principais fatores a desaceleração do crescimento económico, a fraca criação de empregos, as tensões geopolíticas e as rápidas mudanças tecnológicas.

Apesar da taxa de 3,2% na Guiné-Bissau, o relatório chama atenção para um problema mais amplo: cerca de 257 milhões de jovens no mundo não trabalham, não estudam nem frequentam formação profissional, o equivalente a um em cada cinco jovens.

A situação é ainda mais preocupante entre as mulheres. Em 2025, 27,4% das jovens estavam nessa condição, mais do dobro da taxa registada entre os homens, de 13,1%.

Entre os países de língua portuguesa, Angola apresenta a maior taxa de desemprego juvenil, com 17,6%, seguida de Portugal, com 13,1%, Moçambique, 10,9%, Brasil, 10,5%, e São Tomé e Príncipe, 6,9%. Guiné-Bissau e Timor-Leste registam 3,2%.

Segundo especialista em emprego da OIT, o desafio não consiste apenas em criar mais postos de trabalho para os jovens, mas também em investir nas suas competências, garantir direitos e proteção social e assegurar que a tecnologia seja utilizada para ampliar as oportunidades.

A organização defende, por isso, políticas capazes de facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho e garantir oportunidades de emprego digno num cenário marcado por profundas transformações económicas e tecnológicas.

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