© Getty Images/AFP Por LUSA 04/07/2026
O funeral, que será o maior da história do país, será acompanhado por elevadas medidas de segurança, numa altura em que o Irão e os Estados Unidos estão envolvidos em negociações indiretas para terminar a guerra, depois de os líderes dos dois países terem assinado um memorando de entendimento, a que se seguiu uma troca de ataques.
Entre hoje e domingo, o corpo do antigo 'ayatollah' estará exposto na Mosalla (significa 'local de oração'), um dos locais mais importantes da República Islâmica, antes de um desfile pelas ruas da capital, na segunda-feira.
O funeral percorrerá cidades com um importante simbolismo político e religioso: a cidade-seminário xiita de Qom, Karbala e Narjaf (Iraque), antes do sepultamento, na quinta-feira, em Mashhad, a cidade mais sagrada do Irão e local do santuário do imã Reza, que alberga o seu túmulo, o principal local de peregrinação no território iraniano.
As autoridades esperam que milhões de pessoas acompanhem as cerimónias, que decorrem cerca de seis meses após uma dura repressão de protestos populares contra o Governo de Khamenei.
Na sexta-feira, centenas de altos responsáveis iranianos e estrangeiros já prestaram homenagem ao antigo líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que governou o Irão durante mais de três décadas.
Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, e o funeral foi sendo adiado devido ao conflito.
Sucedeu-lhe o filho Mojtaba, que foi ferido no mesmo bombardeamento e que não foi visto desde então.
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O dia mal tinha começado hoje em Teerão quando uma multidão de fiéis apelava à vingança diante do caixão de Ali Khamenei, exposto para uma última homenagem pública à figura da República Islâmica.


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