© Shutterstock Por LUSA 04/07/2026
Neste momento, a situação, que afetou várias cidades do norte e centro do Mali, encontra-se "completamente controlada", afirmou o Exército do Mali.
Os ataques começaram na madrugada deste sábado contra posições das Forças Armadas do Mali (FAMA) e dos seus aliados do grupo paramilitar russo "Africa Corps" nas cidades de Aguelhoc, Anefis e Gao (no norte do país), Sevaré (centro), bem como contra a prisão de Kenieroba, situada a cerca de 60 quilómetros a sudoeste de Bamako.
Em comunicado, as FAMA informaram que 20 terroristas a bordo de motos e veículos blindados foram mortos em Sevaré, enquanto outros seis morreram em Gao, onde um soldado também faleceu e outros quatro ficaram feridos.
"Todos os ataques foram repelidos com firmeza. As operações de rastreio aéreo e terrestre continuam. A situação está controlada em todas as posições atacadas", referiu as FAMA.
Por sua vez, o porta-voz da Frente de Libertação de Azawad (FLA, movimento que reivindica a independência do norte do Mali), Mohamed Elmaouloud, afirmou, na sua conta nas redes sociais, que o grupo lançou durante a madrugada uma ofensiva para tomar o controlo de Anefis, localizada a cerca de 100 quilómetros a sudoeste de Kidal, cidade que ficou sob controlo dos rebeldes em abril, após uma onda de ataques coordenados com jihadistas.
Além disso, a prisão de Kenieroba foi atacada esta madrugada e vários veículos foram incendiados numa ação atribuída a alegados membros do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, afiliado da Al-Qaeda no Sahel).
Em Gao, no norte do país, vários disparos e "fortes explosões" foram relatados à agência de notícias AFP por habitantes que vivem nas imediações de um quartel do Exército.
No centro do país, em Sévaré, "foram ouvidas explosões por volta das 05:00 [locais], sem que a sua origem seja ainda conhecida".
Pouco depois, várias aeronaves foram avistadas a sobrevoar a zona, afirmou uma fonte de segurança à AFP.
A algumas dezenas de quilómetros da capital, Bamako, o importante estabelecimento prisional de Kéniéroba, onde estão detidos, entre outros, vários jihadistas, está igualmente a ser alvo de um ataque.
"Estamos escondidos debaixo das camas, os tiros continuam", disse à AFP, por telefone, um recluso.
Estes ataques seguem-se a uma onda de atentados coordenados pela FLA e pelo JNIM, lançados a 25 de abril contra a capital e várias cidades do país, nos quais foi assassinado o ministro da Defesa, Sadio Camara.
Governado desde 2020 por uma junta militar que tomou o poder num golpe de Estado, o Mali enfrenta há mais de uma década uma grave crise de segurança, marcada pela atividade de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, bem como pela insurgência de movimentos independentistas no norte do país.
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O Mali voltou a ser alvo, na manhã deste sábado, 04 de Julho, de ataques coordenados de grande envergadura por parte de grupos jihadistas e aliados independentistas tuaregues em várias zonas do país. Os ataques acontecem apenas algumas semanas depois de uma vasta ofensiva rebelde marcada pela tomada da cidade estratégica de Kidal e pela morte do ministro da Defesa.


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