terça-feira, 2 de junho de 2026

Madrugada de pânico na Ucrânia termina com vários mortos após grande ataque da Rússia

Ataque a Kiev (X)   Por  cnnportugal.iol.pt

Alerta foi lançado para praticamente todo o país e em Kiev pediu-se à população que procurasse abrigo no metro e em bunkers. A Rússia prometeu "ataques sistémicos" à capital e este pode ser só o início de algo maior

A madrugada tinha acabado de começar em Portugal e já ia longa na Ucrânia quando todos os avisos soaram, apontando para um grande ataque a caminho vindo da Rússia que só parou quase duas horas depois.

Kiev, Dnipro ou Kharkiv, três das maiores cidades da Ucrânia foram apenas alguns dos locais atingidos por um ataque que contou com disparos vindos dos mais variados sistemas de mísseis que a Rússia tem apontados para o inimigo.

Às primeiras horas da manhã a contabilização atirava já para pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos, com o pior cenário a verificar-se em Dnipro, onde quatro pessoas morreram e pelo menos 16 ficaram feridas, de acordo com o governador regional, Oleksandr Hanzha.

Os feridos foram imediatamente levados para hospitais e nenhum deles está em condição crítica, mas as imagens que chegam daquela cidade mostram bem a dimensão do ataque, que atingiu em cheio uma zona de edifícios residenciais, queimando também veículos que estavam na rua e até um parque infantil.

Na capital, Kiev, os primeiros dados apontam para um morto e 29 feridos, de acordo com o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, que deu conta de estragos verificados um pouco por toda a cidade.


Uma das situações mais sensíveis surgiu depois daquilo que as autoridades ucranianas acreditam ter sido um míssil que atingiu um edifício com 24 andares, que acabou por colapsar parcialmente com o impacto, estando as autoridades à procura de eventuais vítimas nos escombros.

“No distrito de Obolon, carros incendiaram-se depois da queda de destroços de míssil. Também houve fogos em duas localizações de áreas abertas, incluindo num jardim infantil”, esclareceu o presidente da Câmara Municipal de Kiev, Vitali Klitschko.

Percebendo rapidamente que o ataque seria de grande dimensão, as autoridades de Kiev aconselharam logo a população a procurar refúgio, indicando as estações de metro e os abrigos da cidade como locais preferenciais para o efeito.

De resto, o presidente da Ucrânia já tinha avisado que um “ataque maciço” poderia estar a caminho, tendo alertado a população no seu habitual vídeo diário que é publicado à noite.

“Os nossos defensores estão prontos a toda a hora com os mantimentos disponíveis”, garantiu Volodymyr Zelensky, talvez sem saber que o seu aviso ganharia forma horas depois.

A Rússia já tinha avisado que se estava a preparar para o que chamou de “ataques sistemáticos” a Kiev, nomeadamente às zonas onde ficam os centros de toda a decisão, incluindo a militar. O aviso do Kremlin ganhou especial forma quando se aconselhou à saída de todos os cidadãos estrangeiros da cidade.

É a resposta, segundo a Rússia, ao ataque conduzido contra um dormitório da Universidade de Lugansk, onde morreram 21 pessoas, sendo que a Ucrânia negou ter realizado qualquer ataque.

Caso a Rússia pretenda levar a sua ameaça “sistémica” avante, é de esperar que as próximas noites na Ucrânia possam ser de sobressalto semelhante à da madrugada desta terça-feira.

Sem comentários:

Enviar um comentário