© ATTA KENARE/AFP via Getty Images Por Notícias ao Minuto 11/03/2026
O chefe da Polícia Nacional do Irão, Ahmad-Reza Radan, alertou na terça-feira que os manifestantes antigovernamentais serão tratados "como inimigos”, numa altura em que o país enfrenta uma ofensiva em larga escala dos Estados Unidos e de Israel.
"Se alguém se manifestar em consonância com os desejos do inimigo, já não o veremos como um mero manifestante; vamos vê-lo como um inimigo", disse Radan em declarações transmitidas pela emissora estatal IRIB, na noite de terça-feira.
"E faremos com eles o que fazemos com um inimigo. Lidaremos com eles da mesma forma que lidamos com os inimigos", garantiu. "Todas as nossas forças estão também prontas, com as mãos no gatilho, preparadas para defender a sua revolução".
Sublinhe-se que pessoas morreram durante a repressão dos protestos antigovernamentais em janeiro no Irão e muitas outras estão desaparecidas, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).
A mais recente vaga de protestos foi iniciada em 28 de dezembro em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda nacional, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a centenas de cidades do país.
As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas endureceram depois a sua posição e lançaram uma violenta repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.
Os Estados Unidos e Israel, sublinhe-se, lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
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