quarta-feira, 11 de março de 2026

Trump garante que EUA destruíram 28 navios lança-minas iranianos... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que Washington destruiu "28 navios lança-minas" iranianos, encarregados de colocar explosivos no Estreito de Ormuz.

Por LUSA 

"Atacámos 28 navios lança-minas até agora", disse Trump à imprensa no estado do Ohio, descrevendo novamente a ofensiva israelo-americana contra o Irão como uma "excursão" e garantindo que estava "muito adiantada" em relação ao calendário previsto.

"Desmantelámos quase todos os seus navios lança-minas numa noite", disse Trump momentos antes ainda na Casa Branca (sede da presidência), sugerindo que até 60 navios iranianos tinham sido atingidos desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

"Já chegámos ao navio número 60. Não sabia que tinham uma Marinha tão grande. Diria que era grande e ineficaz", adiantou.

"Praticamente toda a sua Marinha desapareceu", insistiu.

Por seu lado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou na terça-feira ter destruído "vários navios de guerra iranianos" perto do Estreito de Ormuz, citando 16 navios que acusam de ter ameaçado "a liberdade de navegação".

A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial e uma quantidade importante de minerais estratégicos, alterou o mercado internacional de petróleo e gás depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter ameaçado atacar qualquer navio que o atravessasse.

Trump garantiu que a navegação no Estreito de Ormuz é segura e incentivou as petrolíferas a utilizar essa rota marítima, ao mesmo tempo que renovou as suas ameaças ao Irão.

"Poderia ser muito pior (...). Nós atingimo-los mais forte do que qualquer outro país na história, e ainda não terminámos", advertiu.

"Neste momento, perderam a sua Marinha, perderam a sua Força Aérea, não têm antiterrorismo. Não têm radar, os seus líderes desapareceram e poderíamos ser muito piores", acrescentou o Presidente republicano.

Fontes anónimas citadas pela estação norte-americana CNN afirmaram que, por enquanto, o Irão colocou apenas algumas dezenas de minas, mas que poderia aumentar o número para centenas com a frota que ainda mantém.

A agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que três navios foram atingidos hoje por projéteis perto do Estreito de Ormuz e na própria via.

Por seu lado, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, reivindicou o ataque contra um navio de propriedade de Israel e com bandeira da Libéria, o "Express Rome".

Teerão garantiu ainda que não permitirá que "nem um litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos (EUA), Israel ou seus parceiros.

O Irão também ameaçou hoje atacar "todos os portos e centros económicos da região" caso se concretizem eventuais ataques dos Estados Unidos contra instalações portuárias iranianas.

O CENTCOM afirmou que o Irão está a utilizar portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o tráfego marítimo.

O CENTCOM avisou ainda que infraestruturas civis usadas para fins militares "perdem o seu estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos ao abrigo do direito internacional".

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