Por LUSA
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) exortou os civis iranianos a evitarem "imediatamente todos os portos onde as forças navais iranianas estão a operar", de acordo com um comunicado.
O comando militar norte-americano disse que os EUA "não podem garantir a segurança dos civis perto ou em locais utilizados pelo regime iraniano para fins militares".
"O regime iraniano está a utilizar portos civis ao longo do estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam a carga marítima internacional", afirmou o CENTCOM, acrescentando que essas ações "colocam em risco a vida de pessoas inocentes".
O comando norte-americano avisou ainda que portos civis utilizados para fins militares "perdem o estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos de ataques militares ao abrigo do direito internacional".
Por isso, as autoridades militares norte-americanas apelaram a estivadores, funcionários administrativos e tripulações de navios comerciais iranianos para se manterem afastados de embarcações da marinha iraniana e de equipamento militar.
O alerta surgiu horas depois de o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, anunciar uma missão para "eliminar a capacidade de projeção de poder e de assédio aos navios no estreito de Ormuz a partir do ar".
O controlo do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo, tornou-se um dos pontos centrais do atual conflito regional.
No mercado energético, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 4,12%, para 86,89 dólares por barril, após recentes quedas ligadas à incerteza sobre o impacto da guerra.
Teerão afirmou que não vai permitir que "um único litro de petróleo" atravesse o estreito em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou dos aliados.
As autoridades iranianas anunciaram também ter atingido dois navios com mísseis no estreito, incluindo um cargueiro que, de acordo com Teerão, seria de propriedade israelita.
Entretanto, o CENTCOM afirmou na terça-feira ter destruído "vários navios de guerra iranianos" perto do estreito de Ormuz, incluindo 16 embarcações lança-minas.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
Teerão está a condicionar o tráfego no estreito de Ormuz, ameaçando atacar qualquer embarcação que tente romper os condicionamentos, que já alteraram o mercado internacional do petróleo.
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O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou hoje que o Líbano "está exausto pelas guerras dos outros povos" e pediu a Israel e ao Irão que deixem de travar as suas ofensivas em solo libanês.


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