quinta-feira, 30 de julho de 2026

Navio da Marinha parte de Lisboa para missão em 15 países africanos... O navio da Marinha NRP Álvares Cabral partiu hoje de Lisboa para uma missão de diplomacia e segurança pela costa ocidental africana, que prevê a visita a 15 países, incluindo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Marinha Portuguesa  NRP ÁLVARES CABRAL     Por  LUSA   30/07/2026 

"O NRP Álvares Cabral estará em missão nos próximos meses, contribuindo para que Portugal use o mar, através da defesa coletiva e expedicionária, da proteção dos interesses nacionais e da diplomacia naval, da patrulha, vigilância e fiscalização, da segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar", destacou a Marinha numa nota enviada à Lusa sobre a 'Iniciativa Mar Aberto 2026'.

A missão prevê a visita a 15 países: Cabo Verde (Mindelo), Gana (Tema), São Tomé e Príncipe (Príncipe e Baía Ana Chaves), Angola (Luanda), Nigéria (Lagos), Benim (Cotonou), Togo (Lomé), Costa do Marfim (Abidjan), Libéria (Monróvia), Serra Leoa (Freetown), Guiné (Conacri), Guiné-Bissau (Bissau), Gâmbia (Banjul), Senegal (Dakar) e Espanha (Las Palmas).

A 'Iniciativa Mar Aberto 26' tem como objetivo "contribuir para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal junto dos países da CPLP e de outros países do Golfo da Guiné".

Procura também "reforçar o esforço coletivo de segurança cooperativa promovido pela comunidade internacional, em particular pela União Europeia (UE), no âmbito das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) ao longo da costa ocidental africana", pode ler-se na nota da Marinha.

Durante a missão irá decorrer também a 'viagem de instrução' dos cadetes do 3.º e 4.º anos da Escola Naval, entre hoje e 22 de agosto, estando igualmente prevista a participação do navio em diversas atividades enquadradas no projeto SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pela UE.

O navio largou hoje à tarde desde a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com 188 pessoas, comandado pelo capitão-de-fragata Nelson Santos Martins.

A cerimónia de despedida do navio foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o almirante Jorge Nobre de Sousa, que sublinhou que esta missão é "uma das mais importantes expressões da ação externa da Marinha".

"Ao longo dos anos, esta missão tem permitido reforçar a segurança marítima, estreitar laços de cooperação, desenvolver capacidades e aprofundar relações de confiança com os países amigos da costa ocidental africana, em especial com os estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", realçou.

Irão: Resolução contra ataques dos EUA chumba no Senado... Uma resolução do Senado norte-americano que pressionava o Presidente Donald Trump a suspender os ataques ao Irão foi hoje rejeitada por margem mínima.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images    Por  LUSA   30/07/2026

A chamada Resolução sobre os Poderes de Guerra visava suspender as hostilidades no Irão, alegando que não foram autorizadas pelo Congresso, mas a iniciativa era sobretudo simbólica, dado o poder de veto de Trump sobre legislação do Congresso. 

Três senadores da maioria republicana - Susan Collins, Lisa Murkowski e Rand Paul - votaram com os democratas, num total de 49 votos a favor da resolução, enquanto o democrata John Fetterman se juntou aos republicanos, somando 50 votos contra.

Na passada sexta-feira, Trump decidiu suspender os ataques aéreos contra o Irão numa tentativa de negociar um acordo para pôr fim à guerra, mas a ofensiva contra a República Islâmica foi retomada na quarta-feira, em resposta aos ataques iranianos contra interesses norte-americanos no Médio Oriente.

A guerra começou a 28 de fevereiro, e a lei norte-americana estipula que a Casa Branca tem 60 dias para solicitar autorização ao Congresso para prosseguir as hostilidades.

Trump declarou o fim dos combates com o cessar-fogo anunciado em abril e defende agora que o prazo de 60 dias deveria começar a contar em julho, quando o memorando assinado entre Washington e Teerão em junho foi violado.


Leia Também: EUA apontam "extrema-esquerda" de Espanha por crise migratória

A Casa Branca atribuiu hoje às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta, onde milhares de pessoas vindas de Marrocos atravessaram irregularmente a fronteira para território espanhol.

Invasão Ceuta. Itália quer suspender acordo de Espaço Schengen em Espanha... A suspensão espanhola do Espaço Schengen foi proposta pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após centenas de imigrantes ilegais terem chegado a Ceuta, esta quinta-feira. Madrid denunciou a "demagogia" de Itália e convocou o embaixador italiano, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha.

Foto: Jaime Lopez - Reuters   Por  RTP   30 Julho 2026

A crise surgiu com a chegada ilegal ao enclave espanhol de centenas de migrantes vindos a nado de Marrocos.

Ceuta apelou ao governo central espanhol para declarar uma situação de "emergência nacional", pedido rejeitado por Madrid. O enclave não tem condições para alojar todos os imigrantes chegados nos ultimos dias e em particular esta quinta-feira, com os centros de asilo esgotados.

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O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, vai deslocar-se na sexta-feira a Ceuta, cidade autónoma que pediu ao Governo espanhol o encerramento da fronteira com Marrocos de forma "urgente e inadiável". 

O governo espanhol anunciou o envio de soldados para garantir a segurança neste território ao largo da costa norte de África.

Embora o número exato não tenha sido especificado, a Guarda Civil será reforçada com 70 agentes adicionais, que se juntarão aos 80 já presentes, e serão também enviadas equipas de mergulho e embarcações da guarda costeira.

Em Marrocos, a polícia tem tido dificuldades em conter e dispersar a multidão reunida na localidade de Castillejos, perto da fronteira com Ceuta, segundo constatou a agência de notícias espanhola EFE no local. 

As autoridades ativaram o dispositivo para travar as tentativas de aproximação ao perímetro fronteiriço e começaram a usar contra a multidão material contra distúrbios, como gás lacrimogéneo e canhões de água. 

Milhares de pessoas, maioritariamente jovens oriundos de todo o país, continuam a chegar ao local, com a intenção de fazer a travessia até à cidade espanhola, uma maré humana de mais de cinco quilómetros que acabou por sobrecarregar a polícia marroquina.

Marrocos não divulgou até agora dados oficiais sobre o número de detidos, pessoas resgatadas ou mortos por afogamento no mar durante esta crise.

Itália pede suspensão de Schengen

Denunciando as "imagens chocantes" vindas de Ceuta, a primeira-ministra italiana reagiu, escrevendo, "a Itália não ficará de braços cruzados".

"Estamos a reunir as autoridades competentes e, após estas reuniões, estamos preparados para agir, inclusive através de medidas excecionais", anunciou, "como a suspensão do acordo de Schengen com Espanha". 

O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, já tinha declarado horas antes ser "favorável ao encerramento do Espaço Schengen com Espanha".

Antonio Tajani, membro do partido Forza Italia (direita conservadora), aliado de Giorgia Meloni, invocou “as imagens vindas de Ceuta" para criticar "a decisão do governo de Madrid, de conceder a cidadania espanhola, e portanto europeia, a mais de 500 mil imigrantes indocumentados", a qual, acusou, "incentiva o tráfico de pessoas”.

Matteo Salvini, também vice-primeiro-ministro de Itália e líder da Liga (extrema-direita), pediu na rede X que se “suspenda o Acordo de Schengen” e se “defenda as fronteiras da Europa”.

Bruxelas propõe ajuda

Espanha e Marrocos atribuíram esta crise em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países.

Os dois governos anunciaram também um acordo para o repatriamento, "o antes possível", das pessoas que entraram em Ceuta de forma irregular nos últimos dias.

O comissário Europeu para o Interior e Migração, o austríaco Magnus Brunner, falou hoje com o ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, a quem transmitiu "a disponibilidade da UE" para aumentar esta colaboração.

O responsável também afirmou que estão em contacto com as autoridades marroquinas "para garantir que todos os esforços necessários são feitos para evitar estas viagens perigosas".

As imagens chocantes correram mundo. Nos Estados Unidos,

a Casa Branca atribuiu às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta.

"O Presidente [Donald] Trump há muito que alerta a Europa para as consequências de continuar a implementar políticas globalistas de extrema-esquerda, como a facilitação da migração em massa. Espanha e outros países que adotaram esta filosofia destrutiva devem corrigir imediatamente o rumo ou correm o risco da sua própria ruína", disse à EFE a secretária de imprensa da Casa Branca, Ana Kelly.

A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) afirmou, quinta-feira à noite, que o afluxo em massa de imigrantes ao enclave espanhol de Ceuta se deve a "múltiplos" fatores, admitindo o efeito de chamada de uma recente decisão judicial.

c/agências

Governo dos Estados Unidos erra localização de todos os países de África em mapa levado a conferência sobre SIDA... País esteve na conferência Aids 2026, realizada no Rio de Janeiro, e errou onde ficam Nigéria, Moçambique, Uganda, Costa do Marfim, Malawi e Camarões

©Channel Africa   Por  CNN   30/07/2026

Os Estados Unidos fizeram uma apresentação na conferência Aids 2026, realizada no Rio de Janeiro, para explicar as novas políticas de saúde pública do país. Como material de apoio, foi levado um mapa do continente africano. No entanto, esta solução pouco ajudou a compreensão de quem assistia à palestra, uma vez que o Departamento de Estado errou a localização de todos os países destacados, noticiou a Reuters.

Entre os territórios localizados em África, os EUA optaram por enfatizar ações relacionadas com Nigéria, Moçambique, Uganda, Costa do Marfim, Malawi e Camarões. Em cada um, o mapa destaca uma quantia monetária relacionada com o investimento realizado pelo país norte-americano.  

O problema é que nenhum foi colocado no local correto dentro do continente - sendo que alguns aparecem em fronteiras que não existem. Por exemplo, a Nigéria, país que conta com um extenso litoral, está identificada no meio do deserto do Saara, numa região que parece pertencer a países como Níger e Argélia; Moçambique é mostrado onde são partes da Etiópia e do Quénia, e Costa do Marfim, que fica no lado ocidental do continente, aparece próxima à costa oriental, mas sem acesso ao litoral.

O orador que representou os EUA na conferência foi Jeff Graham, principal enviado do governo Trump para a saúde e responsável pela iniciativa conhecida como Plano de Emergência do Presidência para o Alívio da SIDA. O responsável, porém, não comentou o assunto publicamente. 

Na imagem, é possível identificar que a infografia foi realizada com o auxílio de uma Inteligência Artificial da OpenAI, que não se pronunciou. O Departamento de Estado, por sua vez, diz ter “responsabilidade total” sobre os erros. Mesmo assim, o governo norte-americano garante que a conferência foi “construtiva” e que está empenhado em combater a SIDA.  

MIGRAÇÕES: Londres regista entrada recorde este ano de 752 migrantes num dia... As autoridades britânicas registaram a chegada de 752 migrantes irregulares através do Canal da Mancha em pequenas embarcações na quarta-feira, um número recorde num único dia desde o início do ano, divulgou hoje o Ministério do Interior britânico.

© Sameer AL-DOUMY / AFP via Getty Images     Por LUSA  30/07/2026 

O recorde diário anterior deste ano era de 710 chegadas, registado a 15 de junho, e o recorde histórico é de 1.305 entradas no Reino Unido num único dia, verificado no início de setembro de 2022.

O aumento de entradas através do Canal da Mancha -- que liga o norte de França ao Reino Unido - coincidiu com vários incidentes trágicos, incluindo a morte de quatro migrantes em operações de socorro ao largo da costa francesa.

As autoridades francesas reportaram hoje o naufrágio de várias embarcações e a recuperação de corpos perto de Dunquerque e Hardelot.

O número acumulado de migrantes que cruzaram, este ano, o Canal da Mancha em pequenas e precárias embarcações superou as 13.300 pessoas, embora este indicador represente uma queda de cerca de 45% em comparação com o mesmo período de 2025.

O recente aumento nas travessias e a tática dos traficantes de lançar um grande número de embarcações ao longo da costa francesa --- descrita como "assalto total", para sobrecarregar a fiscalização --- acontecem em paralelo com uma forte cooperação bilateral.

As redes de tráfico têm colocado barcos cada vez mais cheios de pessoas no mar, chegando, na semana passada, a serem contabilizadas 152 pessoas numa única embarcação insuflável.

O Reino Unido e França têm um acordo de devolução mútua de migrantes ("one in, one out"), que está em vigor até outubro, e que implica que os migrantes sem documentos que cruzem o Canal da Mancha a partir da costa francesa sejam devolvidos a França desde que, em troca, o Reino Unido acolha, através de rotas legais, outro refugiado ou requerente de asilo que se encontre em solo francês.

O objetivo deste acordo, adotado no ano passado pelo então primeiro-ministro britânico Keir Starmer e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, visa combater as redes de tráfico humano, demonstrando aos migrantes que a travessia irregular resultará no seu regresso imediato a França, e que existem vias legais e seguras para entrar em território britânico.

A maior parte dos migrantes que cruzam o Canal da Mancha em pequenas embarcações provém de países marcados por conflitos armados ou regimes autoritários, como a Eritreia, o Afeganistão, o Sudão, o Irão ou a Somália.

O controlo da imigração irregular é um dos temas mais sensíveis e debatidos na política do Reino Unido.

O Governo britânico, liderado pelos trabalhistas, tem destacado a queda do total de chegadas em 2026, mas os partidos da oposição e críticos à direita afirmam que a redução não é suficiente, apontando que os traficantes apenas mudaram de tática, usando agora barcos maiores.

ARGENTINA: Insultos ao povo argentino passam a ser fundamento para expulsão... O Presidente argentino aprovou hoje um decreto que permite impedir a entrada no país de estrangeiros que insultem os argentinos ou a identidade nacional, prevendo a expulsão de quem se encontre em território argentino.

© Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images      Por  LUSA    30/07/2026 

O decreto, publicado em Diário da República, altera a Lei da Imigração e introduz novos fundamentos para recusar a entrada de cidadãos estrangeiros e cancelar autorizações de residência já concedidas.

O Governo disse ter registado, nos últimos tempos, um aumento significativo de "discursos de ódio e atos de hostilidade e desprezo dirigidos especificamente contra o povo argentino, a cultura e a identidade nacional".

Este tipo de comportamento representa "um risco para todos os argentinos" e compromete "as condições para a convivência harmoniosa e a paz social", acrescentou.

O texto esclarece, contudo, que as novas disposições não podem ser aplicadas a manifestações de dissidência ideológica ou a críticas políticas, académicas ou cívicas que constituam o exercício legítimo de direitos constitucionalmente protegidos.

Pouco antes da publicação do decreto, a Presidência argentina divulgou um comunicado no qual afirmou que "a defesa da nação, dos cidadãos e dos símbolos é inegociável".

"Quem ataca a República Argentina não é bem-vindo no nosso país", sublinhou o Governo de Javier Milei.

A decisão surgiu num contexto de crescente tensão após a final do Mundial de futebol de 2026, em que a Argentina foi derrotada pela Espanha.

O Governo argentino acusou diversos atores internacionais de promoverem uma alegada "campanha anti-Argentina" nas redes sociais.

No domingo, Milei afirmou que o Governo brasileiro financiou parte dessa alegada campanha, com o apoio do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.

A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou a acusação, negando qualquer envolvimento do Governo.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno, afirmou que publicações nas redes sociais de figuras públicas, como a cantora espanhola Rosalía e os atores norte-americano Samuel L. Jackson e espanhol Javier Bardem, integravam essa alegada campanha.

As críticas difundidas nas plataformas digitais centraram-se sobretudo em alegações de favorecimento da arbitragem à seleção argentina durante o Mundial e em acusações de racismo.

INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA TEM NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Por Ministério dos Transportes e Comunicações    30/07/2026 

O Ministério dos Transportes e Telecomunicações realizou, esta quinta-feira, 30 de julho de 2026, a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Meteorologia da Guiné-Bissau (INM), Sr. Fernando Dju.

O ato foi presidido pelo Secretário-Geral do Ministério, Lucas Na Sanhá, e contou com a presença de diretores-gerais, chefes de departamentos, membros dos Conselhos de Administração cessante e empossado, bem como demais convidados.

Durante a cerimónia, o novo Presidente do Conselho de Administração prestou juramento e assumiu o compromisso de liderar o INM com base nos princípios da transparência, rigor e dedicação, com vista à modernização e melhoria dos serviços meteorológicos no país.

Na sua primeira intervenção após a tomada de posse, Fernando Dju agradeceu a confiança depositada pelo Governo e reafirmou o seu compromisso em trabalhar para a valorização do Instituto Nacional de Meteorologia e para a prestação de serviços de qualidade à população guineense.

O Ministério dos Transportes e Telecomunicações destaca o papel estratégico do INM na segurança da navegação aérea e marítima, no apoio à agricultura, na gestão dos recursos hídricos e na prevenção de fenómenos meteorológicos extremos.

O Ministério deseja ao novo Presidente do Conselho de Administração muitos sucessos no exercício das suas funções.

MIGRAÇÕES: Milhares de pessoas entram em Ceuta a pé desde Marrocos... Milhares de pessoas entraram hoje a meio do dia a pé na cidade espanhola de Ceuta, desde Marrocos, depois de nos últimos dez dias mais de 1.500 terem alcançado o território a nado, relatam meios de comunicação no local.

© Europa Press via Getty Images      Por  LUSA    30/07/2026 

"Milhares de migrantes entram em Ceuta a pé pelo espigão fronteiriço" e "milhares de pessoas cruzam sem controlo a fronteira de Ceuta", lê-se em títulos de meios de comunicação social espanhóis como a agência EFE e o jornal El Pais, que têm jornalistas no local. 

Os agentes da Guarda Civil de Espanha "limitam-se a observar e deixar passar a multidão que cruza a fronteira, surpreendidos pelo grande número de pessoas que a atravessam", acrescenta o El Pais.

A passagem está a ocorrer junto ao designado "espigão", um muro largo de pedra que entra nas águas que separam Ceuta de Marrocos e que tem também uma vedação.

Segundo a EFE e o El Pais, centenas de jovens saltaram a vedação, que não estava vigiada, e outros contornaram a pé "o espigão", passando assim para o lado de Ceuta.

Elementos das forças de segurança questionados pela EFE garantiram desconhecer o motivo da massiva concentração de jovens para cruzar a vedação de Ceuta, que coincide com a celebração da Festa do Trono em Marrocos, um feriado nacional que celebra, em 30 de julho, a ascensão ao trono do Rei Mohammed VI em 1999.

Ceuta declarou-se hoje em "absoluta emergência humanitária e social" por mais de 1.500 pessoas que se atiraram ao mar em Marrocos terem entrado nos últimos dez dias neste enclave no norte de África.

O presidente da Cidade Autónoma de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu mesmo ao Governo de Espanha para ser declarada no território a situação de "emergência nacional", com envio de meios do Estado central para gerir a "crise migratória".

"Estamos numa situação de absoluta emergência humanitária e social que exige uma atuação consequente através de um comando único que garanta uma resposta enérgica, decidida e imediata", disse Juan Jesús Vivas, em declarações a vários meios de comunicação social espanhóis.

Entre 1.500 e 2.000 pessoas nos últimos dez dias conseguiram entrar em Ceuta depois de se terem atirado ao mar em Marrocos e nadado até águas espanholas, segundo os dados das autoridades da cidade.

"Para que o resto de Espanha possa ter uma ideia, é o equivalente a 2% de toda a população de Ceuta. É como se tivessem entrado por via marítima e de maneira irregular um milhão de pessoas em Espanha nos últimos dez dias", afirmou Juan Jesús Vivas à rádio Cadena Ser.

A pressão migratória é permanente em Ceuta, sobretudo no verão, pelas condições do mar e da meteorologia, mas o presidente da cidade sublinha que estão a ser registados nos últimos dez dias "picos de especial intensidade" que se transformaram numa "emergência nacional".

Segundo os números das autoridades locais, há neste momento nos centros de acolhimentos temporários de emergência para migrantes da cidade, que têm 512 lugares, perto de 700 pessoas, enquanto na rua estão outras 400, a aguardar uma solução.

A maioria de quem chega a Ceuta são jovens com menos de 30 anos, incluindo centenas de menores de idade, segundo as mesmas fontes.

O governo da cidade e fontes policiais sublinham que este ano já foram retirados do mar 30 cadáveres de pessoas que morreram quando tentaram alcançar Ceuta a nado.

Relatos de migrantes que entraram em Ceuta nos últimos dez dias citados por meios de comunicação social espanhóis falam num "efeito chamada" provocado por uma sentença do Supremo Tribunal de Espanha do início deste mês segundo a qual migrantes que chegam ao país por mar, de forma ilegal, não podem ser devolvidos imediatamente às autoridades de outro Estado.

Essa entrega a autoridades de outro país não se aplica no caso do mar, só a quem entra em Espanha "superando os elementos de contenção fronteiriça estabelecidos, como vedações", decidiu o tribunal.


Leia Também: Marrocos atribui entradas massivas em Ceuta a organizações criminosas

Marrocos atribui a entrada massiva de migrantes na fronteira com Ceuta a "organizações criminosas" e classifica como "exemplar" a colaboração com Espanha em matérias migratórias, disseram hoje fontes da embaixada marroquina em Madrid à agência espanhola Europa Press.

Nigéria desmantela o maior laboratório de metanfetaminas do país... As autoridades nigerianas desmantelaram "o maior laboratório" de metanfetamina do país, no âmbito de um processo judicial que envolve três cidadãos mexicanos, revelando uma rede transnacional de tráfico avaliada em várias centenas de milhões de dólares.

© Reuters    Por  LUSA   30/07/2026 

A apreensão, feita na quarta-feira, desta droga sintética, que permitiu desmantelar o maior laboratório deste tipo alguma vez descoberto na Nigéria, revelou o envolvimento de cartéis mexicanos no país, anunciaram hoje as autoridades locais.

O comandante adjunto responsável pela luta contra os estupefacientes da Agência Nacional de Combate às Drogas (NDLEA, na sigla em inglês), James Taalba, disse que a Nigéria está preparada para combater os cartéis, sublinhando que a agência dispõe de "pessoal capaz de pôr fim a uma situação deste tipo".

O laboratório ocupava cerca de 4.000 metros quadrados numa floresta na fronteira entre as aldeias de Abidagba e Iroto, no sul do país africano.

No hangar abandonado, os barris de produtos químicos e de produtos semiacabados deixados no local, apreendidos como provas, ainda exalavam vapores sufocantes, segundo as autoridades.

O tribunal ordenou o desmantelamento do laboratório por razões ambientais, adiantou a diretora dos serviços médico-legais da NDLEA, Patricia Afolabi, explicando que a poluição das águas subterrâneas e do ar deve-se às substâncias utilizadas na preparação da droga.

O processo judicial, que envolve três cidadãos mexicanos, ainda está em curso em Lagos.

Em maio, as autoridades da Nigéria detiveram dez pessoas, entre as quais sete cidadãos nigerianos, e realizaram rusga na zona onde se encontra este armazém, bem como a duas residências num bairro de luxo de Lagos.

Também apreenderam cerca de 360 milhões de dólares (316 milhões de euros) em metanfetamina e produtos químicos utilizados no seu fabrico.

Na Nigéria, as apreensões de metanfetamina e as rusgas a laboratórios têm vindo a aumentar desde 2011, de acordo com um relatório de 2019 do Instituto de Estudos sobre Segurança, à medida que traficantes sul-americanos exportam para lá o seu 'know-how'.

A África Ocidental tem-se afirmado, nos últimos anos, como um centro nevrálgico para o trânsito de estupefacientes da América do Sul para a Europa, principalmente cocaína.


DIA DA SOBRECARGA DA TERRA: Mundo entra hoje em dívida ecológica ao esgotar recursos anuais do planeta... O mundo entra hoje em dívida ecológica, no Dia da Sobrecarga da Terra, ao esgotar os recursos naturais do planeta disponíveis anualmente.

© Lusa   30/07/2026 

As contas são da organização internacional para a sustentabilidade Global Footprint Network, segundo a qual a humanidade está a utilizar os recursos naturais 73% mais rápido do que o planeta é capaz de os regenerar, o que equivale ao uso de 1,73 planetas Terra.

Segundo a organização, as consequências são nefastas: desflorestação, erosão dos solos, perda de biodiversidade e acumulação de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Se a sobrecarga da Terra continuar a aumentar aos níveis atuais, a dívida ecológica vai crescer ao ritmo de 0,73 planetas ao ano, levando ao aumento da concentração de CO2, gás que contribui para o aquecimento global.

Portugal, sozinho, esgotou em 2026 os recursos naturais anuais disponíveis do planeta em 07 de maio, quatro dias depois da União Europeia no seu todo.

Para a associação ambientalista portuguesa Zero, a "humanidade tem de acelerar o passo e promover as mudanças necessárias", a começar, por exemplo, por aplicar uma taxa por tonelada de carbono de cerca de 90 euros a todas as atividades emissoras de gases com efeito de estufa, permitindo adiar a dívida ecológica em dois meses.

A redução para metade do consumo de carne, e a sua substituição por uma alimentação vegetariana, possibilitaria atrasar por 17 dias o uso do crédito ambiental, com 10 desses dias a resultarem das emissões de metano evitadas, de acordo com a mesma associação.

A Global Footprint Network realça que a dívida ecológica acumulada com o planeta é já de 20,6 anos de sobrecarga, o tempo que seria necessário para a regeneração da Terra se tal fosse possível, o que a organização considera improvável.


EUA lançam novos ataques contra o Irão após ofensiva iraniana na Jordânia... O exército norte-americano lançou esta quarta-feira ataques de retaliação contra alvos iranianos, em resposta à ofensiva de Teerão contra forças dos Estados Unidos na Jordânia.

© Central Command/Handout via REUTERS   Por LUSA  30/07/2026 

A ofensiva ocorreu depois de Washington ter coordenado com a Arábia Saudita ataques contra milícias apoiadas pelo Irão no vizinho Iraque, que provocaram pelo menos 20 mortos entre combatentes e seis conselheiros iranianos.

Os novos bombardeamentos foram anunciados poucas horas após o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometer atingir o Irão "com muita força", depois de forças pró-iranianas terem atacado uma base norte-americana na Jordânia.

A imprensa estatal iraniana referiu dois feridos na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, e explosões na província do Khuzistão.

Na madrugada de terça para quarta-feira, aviões norte-americanos e sauditas tinham já bombardeado posições de milícias pró-iranianas no Iraque, em resposta a ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas.

O Hachd al-Chaabi, coligação de grupos xiitas integrada nas forças armadas iraquianas, confirmou 20 mortos, incluindo cinco iranianos, e 32 feridos nos ataques.

A Presidência iraquiana denunciou uma "violação flagrante da soberania", enquanto o Conselho de Segurança Nacional anunciou um plano para impedir que o território seja usado para ameaçar países vizinhos.

Ataques com drones incendiaram também dois navios de transporte de gás natural no porto egípcio de Damietta, segundo a empresa britânica Ambrey. Não ficou claro quem foi responsável pelos ataques contra uma unidade flutuante de armazenamento dos Estados Unidos e um petroleiro grego.

A escalada em múltiplas frentes, após três dias de relativa calma, aumentou o risco do regresso de uma guerra em larga escala e demonstra a dificuldade no encerramento de um conflito que leva já cinco meses e abalou a economia mundial.

O Egito, aliado próximo de Washington, tinha até agora sido poupado a ações militares diretas. A confirmação da responsabilidade do Irão ou dos seus aliados no ataque em território egípcio representa um desenvolvimento significativo da guerra.

Questionado na Casa Branca sobre os ataques aos navios de gás, Trump respondeu ser "mais do mesmo", acrescentando que os Estados Unidos irão "atingi-los [os iranianos] muito duramente".

Entretanto, os Huthis, grupo rebelde pró-iraniano do Iémen, anunciaram um bloqueio ao transporte marítimo saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, e reivindicaram o envio de drones contra instalações petrolíferas em Yanbu.

Antes desta nova vaga de violência, mediadores regionais tinham manifestado otimismo quanto a um regresso das partes à mesa de negociações. O acordo provisório colapsou nas últimas semanas devido ao recomeço dos combates no Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia, os ataques e bloqueios já provocaram uma subida acumulada de 12% no preço do petróleo desde o início da semana, agravando receios de recessão global.

Fontes diplomáticas em Bruxelas confirmaram à agência France-Presse que a União Europeia convocou para sexta-feira uma reunião extraordinária dos ministros da Energia para avaliar medidas de emergência face à escalada no Médio Oriente.


Leia Também: Estados Unidos dizem ter desviado 20 navios no bloqueio a portos iranianos

O Comando Central militar dos Estados Unidos garantiu que as forças norte-americanas continuam a aplicar "rigorosamente" o bloqueio naval ao Irão. Na quinta-feira, Washington lançou novos ataques contra Teerão.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Frangos que “tomam” anti-retrovirais põem em risco saúde pública – revela pesquisa zimbabueana

Por   mznews.co.mz 29 DE JULHO DE 2026

Uma pesquisa alarmante revela que avicultores do Zimbabué, país que faz fronteira com as províncias moçambicanas de Tete, Manica e Gaza, estão a usar anti-retrovirais para alimentar os frangos, colocando os consumidores em sérios riscos de saúde e comprometendo a eficácia do tratamento do HIV.

Na tentativa de maximizar os lucros, os criadores de frango compram regularmente medicamentos anti-retrovirais (ARVs), destinados a pacientes com HIV no país, no mercado negro para misturá-los à ração das aves.

Segundo uma publicação da Carta de Moçambique, a pesquisa desenvolvida por um Projecto de Jornalismo de Prestação de Contas da África Austral (SA AJP na sigla em inglês) entrevistou duas pessoas que se dedicam à criação de frangos de corte na região de Harare e ambas forneceram informações valiosas sobre a prática.

Zimbabué apresenta uma alta incidência de HIV. Especialistas afirmam que “há preocupações de que a exposição repetida a resíduos de anti-retrovirais possa interferir no tratamento do HIV ou contribuir para a resistência aos medicamentos, embora as evidências directas disso em humanos sejam limitadas”.

De acordo com a mesma publicação, o uso de anti-retrovirais na ração de frangos foi documentado noutros países africanos, principalmente em estudos realizados na Tanzânia e no Uganda. No entanto, essa prática, tal como ocorre em aviários do Zimbabué, não é amplamente conhecida ou divulgada.

De acordo com a Lei de Controlo de Medicamentos e Substâncias Afins do Zimbabué, os medicamentos destinados ao uso humano são regulamentados separadamente dos veterinários, e o uso de medicamentos humanos em animais destinados à produção de alimentos sem a devida autorização é proibido.

Daniel Zulu é o antigo chefe do Departamento de Toxicologia e Clínica do Laboratório de Análises do Governo no Zimbabué e agora gere a sua própria farmácia. Zulu afirmou que alimentar frangos de corte com anti-retrovirais é prejudicial para os consumidores humanos que compram e consomem a carne.

Explicou que a exposição repetida a resíduos de medicamentos anti-retrovirais pode representar riscos para as pessoas que vivem com VIH.

Embora a extensão desses riscos não tenha sido bem estudada, ele é de opinião de que pacientes HIV positivos que consomem aves expostas a ARVs poderiam potencialmente sofrer uma redução na eficácia do tratamento anti-retroviral.

Zimbabué tem actualmente 1,3 milhão de pessoas vivendo com HIV, das quais 1,2 milhão estão em tratamento com anti-retrovirais, segundo dados do Ministério da Saúde e Assistência à Infância.

“Outros consumidores que não têm HIV também podem ser expostos a esses medicamentos por meio de carne contaminada”, refere a mesma publicação.

Um consultor citado na pesquisa descreveu o que considerou características incomuns na carne de frangos de corte alimentados com ARVs. “Quando abatidos, os frangos apresentam uma coloração avermelhada anormal que não é encontrada em frangos de corte criados ao ar livre. O sabor do frango depois de cozido é insosso e difere do sabor natural dos frangos de corte criados ao ar livre”.

Trump promete responder "com muita força" aos novos ataques do Irão... O Presidente Donald Trump, prometeu hoje uma resposta militar "com muita força" aos novos ataques do Irão contra bases norte-americanas no Médio Oriente, apesar de apelos de países na região para suspender as hostilidades.

© Lusa    29/07/2026 

"Vamos atacá-los com muita força porque agora é a nossa vez. Eles sabem que isso vai acontecer", disse Trump aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, depois de a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) ter reivindicado um ataque com mísseis balísticos contra uma base aérea norte-americana na Jordânia. 

"Eles dispararam. Agora é a nossa vez, e veremos se conseguimos chegar a um acordo em algum momento. Mas vamos atacá-los com muita força", disse. 

Washington acredita que o Irão pode estar também por trás de um ataque com um drone contra um navio norte-americano que transportava gás natural liquefeito para o Egito. 

"Recebi informações sobre isso. É mais do mesmo, mas isso será resolvido. Será resolvido", adiantou Trump. 

O Presidente norte-americano disse estar a receber pedidos, alegadamente do Irão e de aliados de Washington na região, para reduzir a tensão, mas assegurou que irá responder ao mais recente ataque. 

A IRGC argumentou que o ataque constituiu uma "resposta às ações agressivas do exército norte-americano" contra o Irão. 

"Enquanto continuarem as ameaças contra o Irão e as ações ilegais das forças norte-americanas contra os nossos interesses, a resistência continuará.", sublinhou a IRGC, citada pela agência Fars. 

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), todos os mísseis iranianos foram intercetados. 

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita realizaram esta terça-feira ataques contra posições de grupos terroristas alinhados com o Irão no leste do Iraque, em resposta a mais de trinta ataques com drones dirigidos pela IRGC contra forças norte-americanas e infraestruturas energéticas sauditas nas últimas 72 horas, segundo CENTCOM. 

Os ataques destruíram vários centros logísticos e de armamento, segundo o CENTCOM, que advertiu a IRGC e os seus aliados para que cessassem os ataques, a fim de evitar uma nova resposta militar norte-americana. 

O Irão e os Estados Unidos tinham suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários. 

Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira a última vaga de bombardeamentos contra a República Islâmica, no 13.º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceite pelas partes em junho, para interromper as hostilidades e como forma de abrir espaço para negociações de um acordo de paz definitivo. 

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano. 

Segundo o Axios, as negociações estão a ser desenvolvidas sobretudo por Irão e Omã, mas Qatar, Paquistão, Egito e os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão igualmente bastante envolvidos. 

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com o Irão têm "boas hipóteses" de produzir resultados, após a suspensão por vários dias consecutivos de ataques contra a República Islâmica. 

O Irão avisou, no entanto, não estar envolvido em quaisquer negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contactos dos países mediadores do Médio Oriente com a diplomacia de Teerão. 

O líder da Casa Branca afastou, por outro lado, quaisquer preocupações sobre uma eventual escassez de munições após vários meses de ataques contra o Irão desde o início da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro.  

Segundo o jornal The New York Times, que cita duas fontes próximas deste assunto, a administração de Washington está preocupada com os 'stocks' cada vez mais curtos de sistemas de mísseis Patriot e outros equipamentos de defesa antiaérea que protegem os países da região do Golfo. 

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã confirmou ter mantido conversas com os homólogos do Irão, Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e Egito para debater um "acordo justo" sobre a navegação no estreito de Ormuz. 

No final de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito. 

O Irão respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeamentos em território iraniano. 

Região russa contrata funcionários de empresas para reforçar defesa antiaérea... As autoridades da região de Krasnodar (sul da Rússia) anunciaram que vão organizar defesas antiaéreas contra drones ucranianos empregando funcionários de empresas locais, aos quais prometem não enviar para a linha da frente e um salário, foi hoje divulgado.

© Reuters   Por  LUSA    29/07/2026 

Esta região banhada pelo Mar Negro tem sido das mais afetadas pelos ataques ucranianos.

"Krasnodar é um dos principais produtores agrícolas da Rússia. Por isso, temos de proteger as instalações diretamente ligadas à segurança alimentar do país. (...) Mas as empresas também devem preocupar-se em proteger os seus negócios", anunciaram os representantes governamentais da região após uma reunião do conselho de governo.

Desta forma, os responsáveis pela administração da região consideram que a melhor solução face aos ataques ucranianos é criar grupos móveis de resposta antiaérea compostos por funcionários de empresas locais.

"Assinarão um contrato com o Ministério da Defesa russo, mas será garantido que não serão enviados para a zona da operação militar especial [frente de guerra na Ucrânia], mas que permanecerão para proteger as empresas onde trabalham", explicaram as autoridades.

Além disso, cada indivíduo irá receber 50.000 rublos por mês (cerca de 551 euros ao câmbio atual) da administração regional, embora não tenha sido especificado se este salário se soma ao que recebe da empresa na qual trabalha.

"A vitória é importante para todos e cada um deve refletir sobre o que fez pessoalmente para a alcançar o mais rapidamente possível", acrescentou o chefe regional do Serviço Federal de Segurança (FSB), Leonid Mijailiuk.

No final de maio, o jornal russo RBC informou que as empresas russas poderiam, a partir de agora, adquirir armas de grande calibre para se defenderem de ataques com drones.

Assim, as empresas poderão adquirir artilharia antiaérea, torres de artilharia, sistemas de radar, veículos especiais e sistemas de guerra eletrónica.

As autoridades esperam que as novas regulamentações adotadas a nível estatal permitam um fornecimento mais rápido de armas e equipamentos aos grupos responsáveis pela defesa móvel, compostos por reservistas, voluntários e funcionários do setor privado, com o objetivo de proteger as infraestruturas russas.

Para além do setor energético, os ataques ucranianos têm atingido nas últimas semanas o mercado logístico russo, em particular a empresa de comércio eletrónico Wildberries, conhecida como a "Amazon russa".


Leia Também:  Zelensky afirma que iniciativa da guerra "já não está nas mãos de Putin"

 O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".