© Marinha Portuguesa NRP ÁLVARES CABRAL Por LUSA 30/07/2026
"O NRP Álvares Cabral estará em missão nos próximos meses, contribuindo para que Portugal use o mar, através da defesa coletiva e expedicionária, da proteção dos interesses nacionais e da diplomacia naval, da patrulha, vigilância e fiscalização, da segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar", destacou a Marinha numa nota enviada à Lusa sobre a 'Iniciativa Mar Aberto 2026'.
A missão prevê a visita a 15 países: Cabo Verde (Mindelo), Gana (Tema), São Tomé e Príncipe (Príncipe e Baía Ana Chaves), Angola (Luanda), Nigéria (Lagos), Benim (Cotonou), Togo (Lomé), Costa do Marfim (Abidjan), Libéria (Monróvia), Serra Leoa (Freetown), Guiné (Conacri), Guiné-Bissau (Bissau), Gâmbia (Banjul), Senegal (Dakar) e Espanha (Las Palmas).
A 'Iniciativa Mar Aberto 26' tem como objetivo "contribuir para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal junto dos países da CPLP e de outros países do Golfo da Guiné".
Procura também "reforçar o esforço coletivo de segurança cooperativa promovido pela comunidade internacional, em particular pela União Europeia (UE), no âmbito das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) ao longo da costa ocidental africana", pode ler-se na nota da Marinha.
Durante a missão irá decorrer também a 'viagem de instrução' dos cadetes do 3.º e 4.º anos da Escola Naval, entre hoje e 22 de agosto, estando igualmente prevista a participação do navio em diversas atividades enquadradas no projeto SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pela UE.
O navio largou hoje à tarde desde a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com 188 pessoas, comandado pelo capitão-de-fragata Nelson Santos Martins.
A cerimónia de despedida do navio foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o almirante Jorge Nobre de Sousa, que sublinhou que esta missão é "uma das mais importantes expressões da ação externa da Marinha".
"Ao longo dos anos, esta missão tem permitido reforçar a segurança marítima, estreitar laços de cooperação, desenvolver capacidades e aprofundar relações de confiança com os países amigos da costa ocidental africana, em especial com os estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", realçou.











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