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CNT apela à serenidade e ao respeito institucional após resultados provisórios do Referendo
O Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) e Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” dirigiu uma comunicação ao país na sequência da divulgação dos resultados provisórios do Referendo Nacional realizado no passado dia 30 de agosto de 2026.
Na sua intervenção, o responsável sublinhou que os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) são ainda provisórios, defendendo que cabe exclusivamente ao órgão eleitoral concluir o processo de apuramento e publicar os resultados finais.
Segundo os dados provisórios apresentados, dos 914.428 eleitores inscritos, participaram na votação cerca de 572 mil cidadãos, correspondendo a aproximadamente 63% do eleitorado. Entre os votos válidos, a tendência apontava para uma vitória expressiva do SIM, com cerca de 70%, contra 30% do NÃO. Dados divulgados pela CNE confirmam igualmente esta tendência.
Apesar da satisfação perante os números provisórios, o Primeiro Vice-Presidente do CNT alertou que “não é ainda o momento de proclamar resultados definitivos”, nem de promover qualquer forma de triunfalismo.
Durante a comunicação, foi deixada uma mensagem de reconhecimento a todos os cidadãos que participaram no referendo, incluindo aqueles que enfrentaram dificuldades para chegar às assembleias de voto.
O dirigente agradeceu igualmente aos membros das mesas de voto, agentes eleitorais, autoridades administrativas e locais, forças de defesa e segurança, observadores, órgãos de comunicação social e a todos os envolvidos na realização do processo eleitoral.
A comunicação destacou também as diferenças de participação entre as várias regiões do país. Em Gabú e Bafatá, a participação aproximou-se dos 90%, com uma votação fortemente favorável ao SIM. Em Tombali, registou-se igualmente uma elevada participação e uma maioria clara favorável à mesma opção.
Por outro lado, em regiões como Quinara, Biombo e Bolama-Bijagós, apesar de o SIM ter surgido maioritário entre os votos válidos, os níveis de participação foram mais reduzidos.
No Sector Autónomo de Bissau, os resultados provisórios indicaram 64.241 votos para o NÃO e 58.957 votos para o SIM, representando uma vantagem provisória de 5.284 votos para a opção NÃO.
O responsável defendeu que todos os resultados devem ser respeitados, salientando que a democracia também se mede pela capacidade de respeitar aqueles que fizeram escolhas diferentes.
Aos cidadãos que votaram SIM, agradeceu a confiança manifestada, enquanto aos que votaram NÃO expressou igual respeito pelo exercício livre do seu direito. Aos que não participaram, afirmou que continuam a fazer parte da República e da construção do futuro da Guiné-Bissau.
O Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” afirmou ainda que, caso os resultados finais confirmem a tendência provisória, a estabilidade deverá deixar de ser apenas um lema de campanha para passar a representar uma responsabilidade.
“A estabilidade não se proclama. Constrói-se”, defendeu, sublinhando que ela deve assentar em instituições fortes, respeito pela legalidade, previsibilidade na vida pública, segurança, diálogo, respeito pelas diferenças e funcionamento regular do Estado.
A comunicação terminou com um apelo à serenidade, ao respeito e à contenção por parte dos apoiantes da campanha, bem como ao respeito pelo processo institucional em curso até à publicação dos resultados finais pelas entidades competentes.
“A República pertence a todos os guineenses”, concluiu o responsável, apelando à união do país acima das diferenças políticas do momento.

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