© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images LUSA 02/09/2026
"Se uma potência age como Satanás, escolhe os alvos como Satanás e mata como Satanás, então é o Satanás", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada nas redes sociais.
A expressão Satanás aplicada aos Estados Unidos é usada com frequência pelos líderes iranianos desde a Revolução Islâmica de 1979.
Na mesma mensagem, o presidente do Parlamento do Irão disse que o "Grande Satanás" (Estados Unidos) protege "Satanás júnior", sem nomear os países da região aliados da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Pelo menos 18 pessoas morreram durante a última série de bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, esta madrugada, noticiou a agência oficial iraniana Irna.
Mohammad Bagher Ghalibaf, referiu-se também às crianças mortas na escola de Minab, no início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra território iraniano.
Em resposta aos novos ataques norte-americanos, o Irão lançou drones e disparou mísseis contra Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Curdistão iraquiano onde se encontram instaladas bases militares norte-americanas.
As Forças Armadas dos Estados Unidos não comentaram diretamente o ataque que atingiu a festa de casamento no sul do Irão.
No entanto, o porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), Tim Hawkins, declarou que "os militares norte-americanos nunca têm como alvo civis, ao contrário da Guarda Revolucionária" iraniana.
Os ataques norte-americanos ocorreram pouco depois de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter apelado no sentido de novos esforços diplomáticos, atualmente num impasse.
Pezeshkian afirmou que, caso os Estados Unidos respeitassem o acordo assinado em junho, a República Islâmica do Irão tomaria imediatamente medidas recíprocas.
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A tensão no estreito de Ormuz voltou a aumentar esta quarta-feira, depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter relatado um novo incidente envolvendo dois petroleiros e acusado os navios de terem seguido uma rota não autorizada.


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