© JALAA MAREY/AFP via Getty Images Por LUSA 11/08/2026
"Considerando a persistente instabilidade regional no Médio Oriente e a importância estratégica dos Montes Golã para a segurança de Israel, o governo colombiano reconhece a soberania israelita sobre este território, bem como o direito deste Estado de se proteger contra ameaças externas", destacou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado na segunda-feira na rede social X.
O planalto os Montes Golã, rico em água, é um ponto estratégico sobre a região israelita da Galileia e o Mar da Galileia na parte controlada por Israel, bem como sobre a estrada que conduz a Damasco, capital da síria.
O território foi conquistado por Israel à Síria durante a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973) e anexado efetivamente em 1981.
A decisão de Bogotá surge semanas depois de a Colômbia, na sequência da derrota da esquerda de Gustavo Petro nas últimas presidenciais, ter anunciado o restabelecimento das relações diplomáticas com as autoridades israelitas.
"Durante décadas, Israel enfrentou desafios de segurança persistentes e existenciais nas suas fronteiras. Estas ameaças intensificaram-se significativamente nos últimos anos, culminando nos horríveis ataques terroristas de 07 de outubro, que realçaram a gravidade e a natureza evolutiva dos perigos que o povo israelita enfrenta", acrescentou a diplomacia colombiana.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Bogotá sublinhou ainda que "manter o controlo e a soberania de Israel sobre os Montes Golã" é essencial para a defesa de Israel e "a sua capacidade de proteger e salvaguardar os seus cidadãos".
O ministério de Omar Bula Escobar realçou que, "com esta decisão, a Colômbia reafirma o seu compromisso com a procura de uma paz estável e duradoura no Médio Oriente", mesmo que a anexação dos Montes Golã por Israel não seja reconhecida pela comunidade internacional.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, expressou a sua gratidão ao Presidente De la Espriella, que descreveu como um "bom amigo", e ao seu homólogo colombiano, pelo que classificou como uma decisão histórica.
"Com isto, o Presidente da Colômbia demonstrou, numa das suas primeiras decisões no cargo, a sua liderança, os seus valores e o seu compromisso com Israel e com a segurança de Israel. Israel é um país pequeno, sem profundidade estratégica. Ter fronteiras defensáveis é essencial para que Israel garanta a existência do povo judeu na sua pátria histórica", destacou Saar nas redes sociais.
O chefe da diplomacia israelita apontou também que a decisão é o resultado do seu encontro com o Presidente colombiano em Barranquilla na quinta-feira e garantiu que continuará a trabalhar para garantir que mais países se juntem aos Estados Unidos e à Colômbia "no reconhecimento da soberania de Israel nos Montes Golã, sobre as quais a lei israelita foi aplicada há 45 anos".
O anúncio surge dias depois de as autoridades colombianas e israelitas terem retomado as relações diplomáticas, que tinham sido cortadas em maio de 2024 pelo então Presidente Petro, em resposta às acusações contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
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As Forças de Defesa de Israel anunciaram que vão realizar hoje exercícios militares nos Montes Golã tendo alertado as populações locais para "um movimento intenso" de forças de segurança e de veículos.


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