© Lusa 02/04/2026
A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano.
"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.
"Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.
Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.
Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás.
"Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.
Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.
"O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo", disse Trump.
"Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável", disse Trump para justificar a operação militar 'Fúria Épica', iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.
O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.
Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.
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A diplomacia do Irão acusou os Estados Unidos (EUA) de fazerem exigências "maximalistas e irracionais" e negou ter pedido um cessar-fogo, ao contrário do que afirmou o Presidente norte-americano Donald Trump.


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