© Andrei Vorobyov via Telegram/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS Por LUSA 02/04/2026
As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.
Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.
Os ataques causaram numerosas vítimas civis, inclusive longe da linha da frente onde as tropas de Kiev e Moscovo se defrontam desde a invasão russa em fevereiro de 2022.
As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter intercetado, em março, 90% dos drones e mísseis.
No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.
Alguns dos aparelhos não-tripulados atingiram o centro histórico de Lviv (oeste), classificado como património mundial da UNESCO, em plena tarde.
Moscovo afirma que nunca visa alvos civis, mas apenas infraestruturas de cariz militar e industrial.
Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.
A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"Os ataques visam puramente instalações civis", denunciou hoje Zelensky nas redes sociais, considerando que as ações do exército russo ilustram "a resposta da Rússia aos esforços diplomáticos" de Kiev.
O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso devido ao eclodir da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.
Zelensky afirmou, contudo, ter tido na quarta-feira uma chamada positiva, por videoconferência, com os emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o senador Lindsey Graham e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
"Concordámos em reforçar as garantias de segurança" para o pós-guerra, afirmou Zelensky.

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