© Getty Images noticiasaominuto.com 02/04/2026
Ainda que imprevistos de última hora tenham contribuído para algum atraso para o começo do lançamento, o foguetão Space Launch System (SLS) descolou com sucesso da base rampa de lançamento do Centro Espacial Kennedy na Florida, EUA, às 23h35 desta quarta-feira, dia 1 de abril.
Neste SLS segue uma cápsula Orion com uma tripulação composta por quatro astronautas - Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch da NASA, assim como Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana. É importante recordar que esta é a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos, servindo assim como um dos passos necessários para voltar a pousar seres humanos na superfície lunar.
Uma vez lançado o foguetão, o que se segue na “programação” da Artemis II? As primeiras 24 horas após a descolagem do SLS serão passadas na órbita da Terra, um período em que a tripulação da Artemis II testará todos os sistemas e ferramentas à disposição - desde as comunicações até à pilotagem manual da Orion.
Só depois de completado este passo é que a Artemis II seguirá o seu caminho até à Lua, com a viagem a ter uma duração de cerca de quatro dias.
Uma vez chegados à Lua, a tripulação da Artemis II completará uma volta em torno da Lua para, logo a seguir, iniciar o caminho de regresso à Terra. A previsão é que a missão Artemis II regresse ao nosso planeta no dia 10 de abril, altura em que a cápsula Orion deverá cair no oceano Pacífico.
Serve recordar que a NASA só planeia voltar a pisar na Lua com a missão Artemis IV, uma missão que tem realização prevista para 2028.
Pode ver abaixo o vídeo da transmissão da NASA no respetivo canal de YouTube que lhe permite não só ver a descolagem do SLS, como ainda os momentos que se seguiram onde, por exemplo, se verificou a separação da cápsula Orion do propulsor do SLS.
Artemis II é “missão internacional”
O diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, Hugo André Costa, comentou em entrevista à SIC Notícias que a Artemis II é uma missão que resulta de investigação e colaboração internacional.
Hugo Costa sublinhou que a “Artemis é uma missão internacional”, notando que o programa contou com a contribuição da Agência Espacial Europeia e dos seus membros. “Todo o módulo que dará o suporte de vida, a propulsão e a energia a esta nave foram construídos na Europa e pela indústria europeia”, afirmou Hugo Costa.
Outro sinal que a Artemis se trata de um programa internacional pode encontrar-se na composição da própria tripulação. Acontece que na Artemis II participa um astronauta de outro país além dos EUA - nomeadamente Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

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