© YOAN VALAT/POOL/AFP via Getty Images noticiasaominuto.com 02/04/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gozou com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e recordou um incidente ocorrido há quase um ano com a primeira-dama francesa, Brigitte Macron.
Num almoço privado, na quarta-feira, Trump criticou os países da aliança transatlântica NATO por não se terem juntado à guerra contra o Irão.
"Não precisávamos deles, mas mesmo assim pedi", disse Trump durante o almoço privado, num vídeo que foi brevemente publicado no canal de YouTube da Casa Branca, mas acabou por ser apagado, segundo o jornal francês Le Monde.
"Ligo para França, Macron, cuja mulher o trata extremamente mal… Ainda está a recuperar do murro no queixo", acrescentou.
Trump referia-se a um vídeo que se tornou viral em 2025 e mostrava Brigitte Macron a empurrar o rosto de Emmanuel Macron ao sair de um avião à chegada ao Vietname. O presidente francês veio, depois, dizer que as imagens foram tiradas do contexto e que se tratava de uma brincadeira entre ambos.
"E eu disse: 'Emmanuel, adoraríamos ter alguma ajuda no Golfo, mesmo que estejamos a bater recordes na eliminação de pessoas más e na destruição de mísseis balísticos. Gostaríamos muito de ter alguma ajuda. Se pudesse, poderia, por favor, enviar navios imediatamente?'", continuou Trump.
De seguida, segundo o Le Monde, Trump imitou um sotaque francês para dar a alegada resposta de Macron: "'Não, não, não, não podemos fazer isso, Donald. Podemos fazer isso depois de a guerra ser ganha'", disse. "Eu disse: 'Não, não, não preciso disto depois de a guerra ser ganha, Emmanuel'".
Macron já respondeu: Comentários "não são elegantes nem adequados"
Numa breve declaração aos jornalistas, esta quinta-feira, Macron lamentou os comentários do seu homólogo sobre o seu casamento, defendendo que "não são elegantes nem adequados".
"Os comentários que ouvi e aos quais você se refere não são elegantes nem adequados… Não vou responder, não merecem resposta", atirou, após ser questionado pelos jornalistas.
As tensões entre Macron e Trump escalaram ao longo do último mês, após o ataque de Israel e dos Estados Unidos lançado contra o Irão.
Na quarta-feira, em Tóquio, Macron defendeu a "previsibilidade" da Europa, em contraste com a imprevisibilidade atribuída aos Estados Unidos de Donald Trump, criticado, sem ser mencionado nominalmente, por desencadear uma guerra no Médio Oriente sem "avisar" os aliados.
"Sei bem que, por vezes, a Europa pode ser vista como um continente mais lento do que outros", afirmou Emmanuel Macron perante uma plateia de empresários e investidores japoneses, no segundo dia de visita oficial ao Japão.
"A previsibilidade tem valor, nós temos demonstrado isso ao longo dos últimos anos, e atrevo-me a dizer que também nas últimas semanas estamos onde sabem que estaremos", acrescentou. "Não é mau, nos tempos que correm, acreditem em mim", insistiu.
Macron criticou ainda - sem uma referência expressa a Trump - aqueles que dizem "nós vamos muito mais depressa", mas "não sabem se depois de amanhã ainda estarão nesse lugar e se amanhã não tomarão uma decisão que vos possa prejudicar sem sequer vos avisarem".
A alusão à guerra lançada há mais de um mês pelo presidente americano e por Israel contra o Irão é, porém, clara.
Leia Também: Macron critica Trump por debilitar NATO e falta de solução para nuclear
O Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou hoje o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, acusando-o de enfraquecer a NATO com dúvidas constantes e de ter iniciado uma guerra que não resolve o problema da política nuclear iraniana.


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