© Getty Images Lusa 01/03/2026
Este estreito, próximo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e de Omã, é um ponto de passagem estratégico para o comércio mundial de petróleo, por onde transita cerca de um quarto do petróleo mundial e um quinto do gás natural liquefeito.
Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, um primeiro navio, ao largo da costa de Omã, foi atingido "por um projétil não identificado acima da linha de flutuação".
"Embora a casa das máquinas tenha sido inicialmente dada como estando em chamas, foi posteriormente indicado que o incêndio está sob controlo", informou.
Num incidente distinto, outro "navio foi atingido por um projétil não identificado, provocando um incêndio", que foi entretanto dominado, devendo prosseguir rapidamente a sua viagem", indicou também a UKMTO.
A empresa de segurança marítima Vanguard Tech indicou, por seu lado, que esta embarcação se encontrava "a cerca de 17 milhas náuticas (cerca de 31 quilómetros) a noroeste de Mina Saqr, nos Emirados Árabes Unidos".
No domingo, a televisão estatal iraniana anunciou que um petroleiro estava a "afundar-se" após ter sido atingido quando atravessava "ilegalmente" o Estreito de Ormuz, sem adiantar mais pormenores.
Imagens transmitidas pela televisão mostram uma espessa coluna de fumo negro a sair do petroleiro em chamas.
No sábado, os Guardiões da Revolução iranianos tinham indicado que esta via marítima estava "de facto" encerrada à navegação, por ser considerada perigosa devido aos ataques norte-americanos e israelitas.
A Força Naval da União Europeia tinha, por seu lado, afirmado que os Guardiões avisavam por mensagem de rádio os navios de que a passagem pelo Estreito de Ormuz "não era autorizada".
Responsáveis iranianos e alguns meios de comunicação tinham anteriormente ameaçado bloquear esta rota marítima em caso de conflito, antes da ofensiva israelita e norte-americana.
Entretanto, duas das maiores companhias marítimas do mundo, a Mediterranean Shipping Company (MSC) e a Maersk, suspenderam as operações no estreito de Ormuz.
Num comunicado publicado no respetivo portal, a MSC garante que, "como medida de precaução, suspendeu todas as reservas para o transporte global de cargas pela região do Médio Oriente até novo aviso".
A Maersk, por seu lado, também anunciou a suspensão de "todas as travessias de navios no Estreito de Ormuz até novo aviso" e alertou os clientes que "os serviços que fazem escala nos portos do Golfo Pérsico podem sofrer atrasos, desvios ou ajustes de horário".
Os principais operadores e companhias marítimas suspenderam as operações em Ormuz e as seguradoras suspenderam a sua cobertura na zona. As páginas de acompanhamento do tráfego marítimo revelam que o trânsito ficou paralisado em ambos os lados do estreito.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
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A Arábia Saudita intercetou hoje mísseis iranianos dirigidos ao Aeroporto Internacional de Riade e à Base Aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, indicou à agência francesa AFP uma fonte do Golfo conhecedora dos incidentes.


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